domingo, 5 de fevereiro de 2006

MANHÃS DE DOMINGO


Adoro as manhãs de Domingo
a calma, a paz que a minha irmã, brusca e prática como sempre insiste em interromper, trazendo com ela um vento desconhecido.
A não esquecer que eu até gosto do vento
– deixo-o entrar livremente e até o considero o “meu amante favorito”.
Exigente, egoísta, só aparece quando quer, mas ao mesmo tempo, trocista, brincalhão e não descansa até me ver sorrir.
Mas o da minha irmã tornou-se, como ela, impessoal;
é frio, calculista e não me oferece qualquer conforto.
Assustou-me, porque, embora nunca tivéssemos sido íntimas, ainda conseguíamos comunicar.
Até ontem em que algo, que não sei identificar, se quebrou…
Liga à Terra, Marta, liga à Terra” diz a pobre da minha Madrinha,
que deve estar cansada de me ouvir chorar ao telefone.
Mas todos nós sabemos que vamos buscar carinho a quem nos dá e ela nunca mo recusou………………

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