terça-feira, 31 de janeiro de 2006

SORRISO ABERTO


Que eu sou uma sentimental – ninguém duvida!
A única pessoa que aceitava as minhas lágrimas era (e é) a minha Madrinha, porque o resto da família ficava claramente irritada.
Temos que nos aceitar como somos e nem todos podemos aparentar uma coragem, uma força, uma energia que não sentimos lá dentro.
Claro que com os anos fui aprendendo algumas coisas, aprendi a erguer certas barreiras e a proteger a minha auto estima.
Sem isso, não fazemos nada e eu não fiz nada, por mim, para me valorizar durante muitos anos!
Fiquei extremamente comovida com o comentário tão amável e inesperado que recebi há pouco e, o Descamisado que me perdoe, vieram-me as lágrimas aos olhos.
No entanto, deixo-lhe um presente inesquecível
um sorriso aberto,
vindo lá do fundo do coração,
como há muito não pairava nestas bandas!

CONVITE PARA O CHÁ


Janeiro termina hoje, com alguns sobressaltos,
mas nada que não se possa ultrapassar.
Tal como se estivesse a virar a página
do meu livro para começar a ler o capítulo seguinte.
Dito assim, pode parecer frio, insensível, mas quem por aqui passou,
sabe a mágoa que ficou enterrada naquelas páginas.
Ainda choro à noite, principalmente à hora em que
ele me telefonava para conversarmos.
Ainda me custa a conciliar o sono e durmo mal.
Acordo irritada, triste e com a cabeça pesada
.
Mas a vida é isto mesmo – alto e baixos
e amanhã começa Fevereiro.
Altura ideal para começar um novo projecto –
aproveitar a promoção dos ginásios e fazer ioga.
E, claro está, vaguear por aqui,
a cuidar dos meus amigos, deixando, por vezes, um presente.
Desta vez, renovo o convite para um chá à moda antiga
com scones quentinhos, com a manteiga a derreter
e com uma boa dose de compota caseira.

domingo, 29 de janeiro de 2006

CONVENCER

Geralmente não comento os meus livros aqui neste blog.
Reservo-os para o meu blog em inglês, porque só muito raramente é que leio em Português.
Mas terei todo o prazer em compartilhar a minha opinião sobre o “Watermelon” aqui, neste blog que eu considero um pouco como o meu diário.
A melancia desfaz-se em água, não é verdade?
Tal como os sonhos de Claire, a personagem principal, que neste momento deveria estar debruçada sobre a filha recém nascida, maravilhada com a perfeição, com os dedinhos rechonchudos desta e a trocar confidências e disparates com o marido.
Só que este decidiu dizer-lhe que vai sair de casa e quer o divórcio.
O mundo é mesmo uma ilusão, diz-me a Aluena.
E de renúncia, acrescenta a minha Mãe.
Exigindo muito auto-controlo, estou eu convencida
.
Doutra forma, como é que podemos lidar com aquela raiva surda, que nos embate tipo onda, despertando instintos de violência?
Por isso, aqui fica um outro convite para ouvirmos uma outra canção –
desta vez, dos Simply Red, “Say you love me
para esquecermos essas pessoas “chatinhas”,
cujo único objectivo na vida parece ser “arrancar-nos a pele”?

quinta-feira, 26 de janeiro de 2006

NOVAS ESCOLHAS

Quando o novo ano começou, eu desejei que o ano 2006 fosse o ano da generosidade.
Para com a nossa estimada pessoa e para com os outros!
Vejo agora que a minha "dose de generosidade" para o mês de Janeiro foi mal recebida por alguém que, ou não a quis, ou não a soube retribuir.
Ou talvez não saiba o que é ser- se "generoso"!
O que é um mistério – continuo sem entender e aceitar (vou repetir isto até ser velhinha)
porque acho essencial sermos generosos neste mundo virado completamente do avesso!
Mas, como realmente amanhã é um outro dia
eu sei disso, só que às vezes esqueço-me e por isso, obrigada por me lembrarem
e não vale a pena chorar pelos cantos, estou a preparar-me para um fim-de-semana em grande.
Que é, para mim, simplesmente apreciar
o livro novo que comprei.
Conheço bem a autora, diverti-me a ler os outros e não há razão aparente para que este não me faça igualmente rir,
dada a forma "leve" como as personagens e as situações são apresentadas.
O título é sugestivo – "Watermelon" – nada tem a ver com a arte de cultivar melancias;
por isso, porque é que ela o escolheu?

terça-feira, 24 de janeiro de 2006

UM BEIJO DA ROSA

Hoje, acordei a cantarolar "Kiss of a rose" do Seal - nem sei porquê!
Talvez porque me lembrei de uma certa rosa, que deixei secar entre as páginas de um livro e ainda hoje, quando o abro, há um forte cheiro de orvalho, que invade o quarto, caí sobre nós uma sensação de frescura!
Aquele dia foi um dia feliz, um dia em que me preocupei mais a proteger a rosa da chuva que desabou sobre mim, sem aviso prévio do que eu.
E lembro-me do riso feliz que lançei para o ar!
Lembro-me que era uma rosa cor-de-chá, quase transparente, digna dos deuses do Olimpo - uma cor linda, que eu adoro .
E, apesar dos espinhos, não me piquei - talvez porque a rosa sabia que eu estava em paz e feliz e quisesse partilhar essa paz comigo.
Neste momento, fecho os olhos e imagino que estou no Jardim das Rosas em Serralves, a ouvir o Seal.
Quando sair, talvez compre uma rosa e deixe entre as petálas um beijo meu para que voe até alguém.
A todos aqueles que me querem ver sorrir!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2006

LEAL ATÉ AO FIM

Ontem não foi um dia fácil para a família!!!
Primeiro fui eu que chorei amargamente, às escondidas, tentando aparentar uma calma que não tinha.
Depois foi a minha Mãe que se sente uma inútil, desesperada e doente.
Fiquei sem saber o que fazer e fiquei cheia de remorsos por ter falado alto ao meu Pai, que, coitado, desnorteado tentava a todo custo justificar-se do simples comentário que tinha feito e que foi mal compreendido
.

A única coisa que ele queria era acender o aquecedor, pois tinha frio – convém não esquecer que ele tem 83 anos!
Os disparates que a minha Mãe disse – pois é isso que lhe devo chamar – apenas contribuíram para que eu me sentisse mais frustrada, mais revoltada.
Porque, como sempre, estava completamente sozinha!
A minha irmã já se tinha ido embora, para casa dela, porque a vida dela não se centra, como a minha, ali.
Que eu devia também ter partido é uma realidade
e não estou a criticar a minha irmã, mas que estamos a adiar uma decisão, que tem que ser obrigatoriamente tomada, estamos.
Contudo, ninguém tem coragem de discutir o assunto, porque sabemos que vamos encontrar uma forte resistência.
Não admira que tenha sucumbido à nostalgia e procurado consolo…
No Messenger, no telemóvel, viajando na NET
Até já sei com quem vou gozar, porque escreveu mal “Bolhão” e nós cá, os da Invicta gostamos que os nomes sejam bem escritos, bem explicados, etc.
Somos leais até ao fim e desculpem, mas vou gritar novamente:
VIVA O PORTO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

domingo, 22 de janeiro de 2006

PRECIPITAR

Agora que cumpri o meu dever cívico, posso instalar-me confortavelmente na minha cadeira e começar a trabalhar.
Afinal de contas, eu gosto de fazer este tipo de trabalho, porque cada tradução é um novo desafio e aprendo novas formas de falar e escrever o francês.
É onde me sinto à vontade; é onde estruturo o meu ego, que não está exactamente ferido, porque recuei a tempo.
Ontem, chorei amargamente e desejei poder chorar no ombro da minha irmã.
Mas a minha irmã é brusca, prática demais, não tem tempo para analisar o labirinto dos sentimentos contraditórios do coração
e a outra está longe demais.
E, depois a decisão tinha que a tomar sozinha
e se me sinto magoada….o melhor é alargar ainda mais uma distância que eu até estava disposta a ultrapassar.
Ao ponto de ter considerado seriamente a possibilidade de deixar a cidade onde sempre vivi…………
Oh, ainda vou chorar nos próximos dias; ainda vou pensar em mudar de ideias, que estou a ser injusta…
Talvez me tenha precipitado,
mas quem é que não se precipita quando se
se apaixona???

sexta-feira, 20 de janeiro de 2006

ET VOILÁ

Et voilá –
uma pequena nota em francês para dar um certo tom chique ao texto
e porque não me gabar dos meus dotes linguísticos? – é SEXTA-FEIRA!!!!!
Felizmente, enganei-me, porque, e uma vez que vivemos uma situação explosiva aqui dentro e se tem a sensação que estamos a ser vítimas de uma autêntica "caça às bruxas", o dia até está a correr de uma forma pacífica.
Estou ocupada, a correr de um lado para o outro e "enterrei" bem lá no fundo da minha alma as minhas preocupações.
Claro está que estou apreensiva,
pois pensei que o tempo da "caça às bruxas" tinha terminado e tínhamos aprendido a respeitar as ideias de cada um.
Porque se o nosso objectivo é desenvolver o País, melhorar as estruturas,
o sistema social, etc
para quê perder tempo com esse tipo de "idiotices"?
Talvez a "idiota" seja eu – continuo a ser a mesma romântica...a fantasiar uma utopia...que talvez não seja tão irreal como isso...
Amanhã vou dar um passeio – onde não sei....
apenas quero fugir das "bruxas".....

quinta-feira, 19 de janeiro de 2006

ESQUECER


Esqueci-me que és o meu amigo “perfeito”.
Estiveste “ausente”, tomaste umas atitudes de que não gostei e que me afastaram de ti.
Mas isso eu já ultrapassei, já esqueci, são dias em que tudo corre mal e instintivamente, ontem precisei de um ombro amigo e procurei-te.
E ouviste-me – sem fazer perguntas, com aquele sorriso um pouco trocista, mas não irritante e a cabeça apoiada na mão esquerda.
Depois levantaste e deste-me um abraço, porque sentiste que era o que eu precisava no momento.
Um forte abraço para acalmar os meus medos, porque não devo ter medo de me estar a apaixonar.
Ou não ter ainda a certeza que a outra pessoa também se está a apaixonar por mim.
Tudo é ainda muito recente, cheira a novo, a terra molhada……
Por isso, o que tenho a fazer, e como todos me dizem, é viver o momento, gozando cada minuto….
Mesmo se, no fim, tiver que esconder novamente a cara no teu ombro e chorar...

quarta-feira, 18 de janeiro de 2006

A "MINHA MENINA"


Uma das razões porque estou infeliz, e acredito que seja bizarra (e daí talvez não), é porque estão a fazer obras na Avenida dos Aliados e a mudar o que sempre fez parte da nossa visão da Praça da Liberdade.
Pobre “Menina Nua da Praça” – agora nem tem as pombas para lhe fazerem companhia e está cercada de um monte de terra, de barreiras de arame, sem jardim, sem lago….
Nem aproximar-me dela posso, para observar novamente aquele rosto infantil, sereno, que me escuta sempre!
Depois, eu fico em paz
!
Não sei o que vão fazer à Praça, o que vai restar da Praça que conhecia e por onde passo todos os dias.
Mesmo que às vezes não a olhe tão profundamente como a olhei ontem à noite e percebi a “maldade” que lhe estão a fazer.
Espero é que a minha “Menina Nua da Praça” lá continue, porque, enfim é uma das coisas que está tão enraizada na minha vida, que dá tanta paz, sentido e prazer à minha vida quando estou confusa, cansada e triste que será “amputarem-me” o braço se a colocarem noutro sítio.
Onde não a irei ver, porque não é o sítio dela!

terça-feira, 17 de janeiro de 2006

ESTAR INFELIZ

Às vezes, pergunto-me se os dias da semana têm qualquer influência sobre o nosso bem-estar mental.
Quero com isto dizer se o mau humor das 2ªs feiras é mau humor única e exclusivamente porque é 2ª Feira, começa a semana de trabalho e não estamos a gostar das partidas que a vida nos prepara.
Porque à 3ª, o ar fica mais leve e já se sorri.
À 4ª, as gargalhadas são ainda escassas, mas já invadem as salas.
5ª e 6ª nem se fala – anda-se a passo de caracol, deixa-se serviço para 2ª Feira, porque “já são quase 6 horas e vou para fim-de-semana
”.
E na 2ª Feira seguinte, tudo recomeça
!
A verdade é que não tenho dia fixo para ficar de mau humor – às vezes, fico de mau humor no fim-de-semana, porque sou obrigada, pela força das circunstâncias, a mudar os meus planos e frequentemente, é pensar que vou fazer determinada coisa no sábado ou no domingo que me dá força para continuar.
Continuar o quê?
A encontrar um sentido para as coisas, para a vida
e a ironia está em que, quando encontramos uma solução para determinada coisa, há outra
que fica completamente desalinhada, confusa, fora do contexto.
Por isso, pouco me importa
se é 2ª Feira ou 4ª - qualquer dia serve para ficarmos infelizes
e hoje, eu estou infeliz!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2006

SER IMORTAL

Se bem que não esteja a chover, está muito frio.
Apesar da camisola grossa e do aquecedor ligado, estou completamente gelada.
“Com este tempo e levas essa saia (de ganga) que é fria” vai dizer a minha Mãe.
Mas este frio nada tem a ver com o que visto – é um frio interior, cortante, porque à medida que o tempo passa, gosto cada vez menos das pessoas com quem trabalho.
Sinto-me cada vez mais isolada, rejeitada e nem mesmo abrir esta página para escrever, para desabafar esta minha tristeza me ajuda.
E o curioso é saber que pessoalmente, estou feliz, mesmo muito feliz, porque arrisquei, esclareci as minhas dúvidas e o meu coração rendeu-se.
Mas é o meu segredo e ainda não estou pronta para o partilhar.
Com quem quer que seja!
Ainda não estou pronta para que domine totalmente a minha vida diária é qualquer coisa que quero viver, neste momento em secreto.
Porque, tal como alguém me disse, neste momento sinto que sou imortal!

sexta-feira, 13 de janeiro de 2006

REZEM POR MIM

Escrevo como uma louca, como a tentar recuperar o tempo perdido.
Perdido entre novos sonhos e novos horizontes!
Mas agora estaco – ai, estas minhas hesitações e medos!
Porque é que tenho medo de mergulhar de cabeça; porque é que insisto em ouvir a voz autoritária da minha Mãe, que continua escondida no meu inconsciente, que aparece sempre que tenho dúvidas?
Legado de um passado atrofiado, que quero esquecer, e por isso, vou seguir o que o meu coração me diz e partir numa aventura, que pode ser o princípio ou o fim de um sonho
.
Só o saberei quando lá chegar, quando confirmar que aquilo que agora parece bom demais é ou não a verdade que o meu coração sussurra.
Rezem por mim….quero que dê certo!

quinta-feira, 12 de janeiro de 2006

ALIVIADA

Pensei seriamente no que me disseste e continuo a achar que deves rever, e com urgência as tuas noções de amizade.(ler post "Noções de Amizade")
Já não me desfaço em lágrimas de alívio quando me dizes que “sou sensível” ou “inteligente” e utilizas carinhosamente o meu diminutivo.
Não és meu amigo; dizes isso apenas para
me dares o que vulgarmente se chama “graxa”.
Porque continuo sem te perdoar – mesmo que não concordasses com a minha atitude, defendias-me e em privado, esclarecíamos o assunto.
Que está “morto, enterrado e com uma pedra em cima”!
Sobre o qual não falarei mais
!
Sinto que estás intrigado, que há qualquer coisa no meu comportamento que te está a desorientar.
Mas como és uma cabeça no ar e amanhã nem te lembras, não vais perguntar e sinceramente, fico muito aliviada.

TÃO ESPECIAL

Hoje, olhei para as minhas mãos e decidi que não gosto delas.
São pequeninas, bem cuidadas, mas nada, mesmo nada elegantes!
Sempre sonhei em ter umas mãos compridas, estreitas, com unhas tipo “garra” e pintadas de vermelho.
Mas isso só mesmo nos meus sonhos, porque quem passa o dia a “martelar” o teclado do computador, tem mesmo que cortar as unhas rentes.
Depois, não gosto de me ver com as unhas pintadas de vermelho – e o contraste seria interessante, vivo, pois a minha pele é muito branca.
Enfim, são sonhos – são ideias que não nos atrevemos a explorar, porque no dia a dia temos outras prioridades e esta não é importante.
Agora que estou a observar as minhas mãos, já que não posso modificar a estrutura, talvez possa comprar um creme para as tornar macias, cortar e limar as unhas com mais cuidado e escolher um verniz, discreto, mas um pouco mais vivo.
Parecerá talvez estúpido estar a falar de coisas tão banais, tão superficiais, tão simples como as mãos e as unhas, quando há coisas mais graves a discutir como as eleições dentro de uma semana ou a incerteza do meu emprego!
A verdade é……..
quero sentir-me especial para alguém que é especial!!!!!!!!!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2006

ASSIM SEJA

Novos cochichos!
E, tudo porque uma porta se fechou e não sabemos o que está aberto na mesa para discussão!
Ou talvez se saiba, mas como nada nos é dito, apenas podemos especular!
Especular não significa que se encontre a verdade; rumor houve que não teve qualquer fundamento.
Apenas serviu para aumentar uma ansiedade já instalada, enraizada, pesada e por isso, detesto sentir-me assim tão vulnerável.
Hoje estou vulnerável e temo dar um passo em falso – por isso, fico em silêncio, atenta a qualquer ruído.
Quando o há, fico em sobressalto e demoro minutos a acalmar.
E, sem que eu queira, correm-me as lágrimas pela cara abaixo – não por não saber o que me vai acontecer amanhã, mas pela estupidez, pela falta de vontade que há em reverter a situação.
Criticam-me por ter fé e esperança e hoje, estou convencida que realmente estou a perder o meu tempo!
Repito um ditado muito antigo:

“O futuro a Deus pertence”

e eu, que não sou muito religiosa e possa parecer passiva, apenas digo:

“Assim seja”

segunda-feira, 9 de janeiro de 2006

HOJE

Hoje o texto que tenho que traduzir para Francês faz a seguinte pergunta:

“Há ou não há uma escrita feminina?”

A verdade é que nunca pensei nisso – mas considerando todos os aspectos da questão, talvez possa dizer que sim, que os meus textos são femininos, respiram quando eu respiro, choram quando eu choro e riem quando eu rio.

E, agora mais do nunca, pois estou a ceder aos sussurros do meu coração e a apaixonar-me.

Não a pensar que me estou a apaixonar; a apaixonar-me mesmo, a deixar que os meus sentidos se misturem, que o coração fale mais alto e não me deixe recuar.

Perante alguém que me está a conquistar, cada dia um pouco mais e eu fico apreensiva se o telefone não toca àquela hora e não o ouço dizer-me “Hello?”

quinta-feira, 5 de janeiro de 2006

ESTARÁ??

Diz Paulo Coelho no seu livro “As Valquirías” que

Amar é observar as mesmas montanhas de ângulos diferentes”

e devo confessar que hoje, as minhas montanhas têm todas as cores do arco-íris e eu própria me sinto diferente.

Não posso falar já de amor à primeira vista, de um amor louco, arrebatado, mas começo a ficar curiosa em saber mais coisas sobre quem me fala tão baixinho, tipo carícia ao ouvido.

Ah, começo a ficar assustada, confusa, mas ao mesmo tempo tão leve, tão grata com esta verdadeira invasão de sentimentos!!!

Só acho que a minha viagem com Afrodite está prestes a terminar
– estará?

terça-feira, 3 de janeiro de 2006

NOÇÕES DE AMIZADE

Bem sei que novo ano significa novos projectos, mas, e embora me custe, tenho que continuar com um antigo.
E, como não podia deixar de ser é contigo - a quem votei ao silêncio!
Porquê?
Não o fiz, porque me faltaste ao respeito ou foste malcriado!
Isso resolvia facilmente, agora que aprendi a lidar com esse tipo de situação!
Bastou elevar um pouco a voz para que ficasses surpreendido – nunca reagi assim – e mudasses de imediato de tom.
O que não te perdoo agora é o facto de não me teres defendido!!
Podes argumentar, e não deixas de ter razão, que eu podia ter reagido e falado, mas a conversa foi contigo e tu aceitaste a análise da outra pessoa calmamente, concordando mesmo que ela interferisse num assunto que nós – eu e tu – devíamos resolver.
Que me desse uma “lição de moral” – só a minha Mãe tem esse direito – e me dissesse como devia fazer as coisas.
Que me comparasse a uma simples “executante” quando estou inscrita como “correspondente em línguas
”.
Isto é apenas uma “categoria” que nada tem a ver com o que eu realmente faço; tu sabes disso e não compreendo, porque é que, como se diz vulgarmente, não “arrumaste com a conversa”.
Por isso, raramente olho para ti e só te respondo se tiver que ser.
Tens mesmo que “rever” as tuas noções de amizade – a tal amizade que dizes ter por mim – porque um amigo não deixava que me “humilhassem” daquela maneira.