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domingo, 26 de agosto de 2012

INVIOLÁVEL




A ghostly man watches his lover sleeping”, Autor desconhecido


Esta noite,
  vou lançar um feitiço aos teus sonhos

Enfeitiçar-te com a memória do beijo

  Não de um beijo qualquer...

Daquele beijo....

  Com que a memória delira
mas o corpo não sabe como confessar...

  Por ser único
Inviolável....

quinta-feira, 1 de março de 2012

SEM TEMPO

Não posso explicar a manhã,
mas posso divagar sobre a noite.
A noite sem tempo,
apaixonada e provocadora
na memória das tuas palavras.
Ou na carícia das minhas,
num sussurro de pele.
Falo sobre o tempo,
numa noite que não tem tempo.
 

Foto de Autor Desconhecido

domingo, 26 de fevereiro de 2012

TUDO

Poderá não ser fácil

dizer o que pensas agora.
Neste precioso momento,
em que tudo poderá acontecer,
porque tudo está em branco.

Poderá ser tarde depois.
E não viverás a paixão,
como te apareceu no toque leve da manhã.
E no olhar, tão carinhoso,
tão quente no despertar,
só verás sombras.

Foto de Lia Carvalho, "Silence"

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

ANGÚSTIA

Hoje,
vou gritar violentamente…
Como se tivesse perdido,
o juízo.
Que alguém me escute,
mas que não seja o Vento.
Para que as palavras fiquem completas
e não sejam fragmentos, farrapos…
De uma angústia,
que não sei,
não consigo explicar



Foto de Adriano Costa (1000 Imagens)

domingo, 18 de dezembro de 2011

RESPEITO

Rompo a escuridão,
com raios brilhantes e elegantes…
Numa dança diáfana, profana
que enternece os amantes e
perturba a oração
de quem pensa em Deus.
Imponho respeito,
com trovões violentos
e assustadores.
Ouço gritos e pedidos de clemência,
mas avanço,
decidido,
impiedoso
pela noite.


Foto de José Gama (1000 Olhares)



sábado, 6 de agosto de 2011

NOITE ANGUSTIADA

Caminho por entre os meus sonhos,
pesados como esta noite angustiada.
Destroça a minha alma,
o frio que volta a entrar pela frincha.
Não estou a sorrir, pois já nem sei como escrever.....
Perdi a vontade, o desejo,
o interesse pela vida
com que quebrava
a monotonia dos dias....
Nem mesmo o voo altivo das gaivotas
me faz sonhar....
Deixo que a solidão
me embrulhe novamente....
Volto a ter medo....
Até do frio.....




Foto de Nadezda Koldyshew

quarta-feira, 13 de julho de 2011

QUANDO

Posso continuar a falar na brisa.
Esquecer-me das palavras enterradas
na areia molhada,
onde volto a ser criança.
Procurar “beijinhos” e búzios,
fazer castelos de areia e gritar indignada
quando a maré subir e os conquistar...

Não deixei de te sonhar,
de te amar...
É apenas querer estar sozinha,
perder o olhar no horizonte e
reconciliar-me com os meus pensamentos...

Quando a maré regressar e a brisa me abraçar,
lembrar-me-ei das palavras,
sentirei a minha pele
e procurar-te-ei...
Vendo-te,
novamente,
por completo,
como parte de mim....



Foto de Gui Costa, "S/T" (1000 Imagens)

quarta-feira, 29 de junho de 2011

NINGUÉM


Deixa-me que te fale…

Sobre o tempo e a vida…
O que levam e deixam em nós…

Um é um espelho cruel…
O outro, uma voz que nos condena…

Dizer que são orgulhosos e implacáveis,
é dizer pouco,
porque nada os detém…

Completam-se
e ninguém nos pode acudir…
Ninguém nos ouve gritar…

E, nunca temos a certeza de que é o fim…



Foto do álbum "Women" de  João Mateus (Via Facebook)

segunda-feira, 20 de junho de 2011

INTERMINÁVEL

A noite pode desdobrar-se
em cores brilhantes…
Nada já vemos ….
Nem sabemos muito bem quem somos…
Se apenas sonhadores
ou fantasmas do tempo…
Esse tempo, que de nós troça
e nos arrasta pelos corredores da insónia…
Quem somos nós, amor,
nesta noite interminável??
 

Foto do álbum de João Mateus, "BG Girl" (Via Facebook)

sábado, 18 de junho de 2011

NADA BANAL

Sei o quão banal soa…
Andar pela casa sem destino,
ficar indiferente ao “glamour” da noite
e falar só na tua ausência…
Queixo-me da minha saudade,
em palavras zangadas que depois rasgo…
Abraço o meu próprio corpo,
como se pudesse sentir ainda
o teu calor…. nada banal...


Foto do álbum de João Mateus "La Cantina" (via Facebook)

sexta-feira, 27 de maio de 2011

NUMA DEIXA

Se pudesse,
esculpir-te-ia um mundo perfeito…
Alinharia o sentido das coisas
e amar-te-ia de alma limpa...


II

Perfeita é apenas a noite de amor...
Um poema de desejo,
declamado na paixão,
selado na cumplicidade dos corpos...
III

Podia escrever sobre qualquer coisa...
Banalidades sobre a Lua e as estrelas...
Mas as minhas mãos tocam-te
numa deixa....



Foto do álbum de João Mateus "Poetry" (via Facebook)



terça-feira, 19 de abril de 2011

QUEDA

Enganei o tempo,
por uns instantes...


E vi a lua a cair,
como um véu a esvoaçar….

Como se o Mundo tivesse parado,
e se reinventasse…




Foto de Graça Loureiro,"..(Mulher).." (Olhares)


sábado, 26 de março de 2011

MAIS UM





Deveria estar contente



por sentir, finalmente


os aromas da Primavera.


O cheiro da terra,


a profusão de flores,


ter luz do Sol até mais tarde.






Mas não estou....






Posso ficar no jardim mais tempo,


- gosto de me sentar naquele cantinho


ao pé do lago, sabem qual é? -


mas continuo a falar sozinho.


Em casa, já não posso ler os meus livros


e apaixonar-me pelas palavras.


Olho para a televisão e não compreendo nada.


E as memórias não me afastam


da tristeza desta vida,


deste passar do tempo.


Sou apenas mais um,


sentado à beira do lago.




Foto de André Domingos, "Lost Soul" (Olhares)


quarta-feira, 2 de março de 2011

ENGANO

Já não sei quem sou.
Tornei-me num solitário,
num aventureiro.
No dia em que me deixaste.
No dia em que tudo se tornou um engano.

Sofro por ti,
com a mesma paixão com que te amei.
Mas agora nada é calmo,
nada é límpido.
E ao recordar os teus gestos,
o teu olhar,
fica a dúvida.
Não seria já o fim e não o li?

Não sei mais quem sou.
Não sei o que procurar.
Não sei o que acontecerá.



Foto "Rocking in Dreams" de FLOOWX3 (DeviantArt)

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

SIMPLES COMO O PÔR-DO-SOL

Não há limites,
para o que se procura no Mundo.

No entanto, é tão simples
como ver o pôr-do-sol.

Pensar,
no que há de novo,
no que nos pode oferecer,
no que nós lhe podemos dar.

Mas, sobretudo reflectir,
se estamos verdadeiramente abertos.
Às vozes que se escutam do outro lado do Mundo.




Foto de Heylormammy "Rhymes and reasons" (DeviantArt)

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

DESENHOS NO CHÃO

Ás vezes, as palavras voam...
Não sei para onde,
ou por quanto tempo...

Deixam-me com a boca amarga,
os ombros contraídos e
uma atracção fatal pelos desenhos no chão...

Contudo,
nada tem que ser imperfeito,
só porque as palavras me abandonaram...

Se a vida ainda dorme em mim...
Se a alma a saboreia, livremente....

Não preciso delas.....



Foto de Graça Loureiro, "Feelings in the emptiness" (Olhares)

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

ABSURDAMENTE FELIZ

Poderia ser fácil
desenhar arcos por entre as nuvens
e decorar a lua com laços vermelhos.

Poderia ser fácil
procurar no sussurrar do mar o riso
e dizer que as estrelas são mágicas...

Mas hoje,
dói-me falar nisso...

Dói-me ver as cores
e os desenhos engraçados,
dóí-me ouvir os risos felizes
e não os sentir também....

Poderia ser fácil,
mas dói-me não ser absurdamente feliz
como se fosse a resposta certa....



 Foto gentilmente cedida pelo "O Sofá Amarelo"
Um beijo, Alex...

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

O PORQUÊ DE TUDO

Conheço todos os teus segredos.
Sei o porquê de tudo.

Por isso,
quando não souberes sobre o que escrever,
escreve sobre mim.

Algures entre o Vento e o Mar,
entre a magia do dia e o brilho da noite,
reescreve-te,
reescreve-me...

Sem esconderes as palavras,
mesmo quando tudo parece desmoronar-se....



Foto de Paulo Dias "Intemporal" (Olhares)

sábado, 11 de dezembro de 2010

ABERTA

Deixei o meu poema inacabado...
Que a chuva me distraísse
e me confundisse....

Com o cinzento escuro do dia,
com a tristeza espantada no olhar das gaivotas....

Á espera de uma aberta....

Para voar em direcção ao mar,
em rimas improvisadas
e desejos inflamados.....




"Beleza violenta" , foto de Carlos Pereira (Olhares)

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

HERÓIS ESQUECIDOS

O corpo, tenso, desobedece-me.
Enrosca-se-me e suspira
palavras que não conheço.

Fica alheio às palavras
sobre o Vento,
sobre as Sereias,
e sobre a agonia dos pobres marinheiros.

Na verdade, o que me apetece fazer
é deambular pelo Vento,
escorregar
pela vela erguida de sabre na mão,
perseguir sem dó nem piedade
quem apenas procura
a fama e a fortuna.

Espanto-me, pois não falo
de uma coisa nem doutra.
Somente pequenas histórias
sobre heróis esquecidos -
sereias, piratas, marinheiros....

Mais do que isso,
as palavras enrolam-se,
porque o meu corpo não deixa.

CONTINUA


Foto de Graça Loureiro "Sing me a lullaby" (Olhares)