sexta-feira, 30 de dezembro de 2005

EM 2006

Não sei se amanhã poderei vir aqui; por isso, aqui vai o meu texto relativo ao novo ano.
Não é propriamente um texto; é apenas um conjunto de frases que resumem o que eu desejo para 2006.
E o que é que eu desejo verdadeiramente para 2006?
Além de paz no Mundo?
Que a Minha Página continue a ser o nosso ponto de encontro.
Simplesmente!
Meu, da Aluena, da Carmen, da Dora, da outra Marta, do António, etc para conversarmos.
Para só beber uma bica, um pingo, um Porto
ou então,
preparar um chá à moda antiga, com toalha branca bordada, chávenas bonitas com uma história a contar, scones quentes com manteiga a escorrer e chá de frutos a espalhar o cheiro pela casa inteira.
Outra coisa que desejo para 2006?
Vamos continuar a ser generosos
- obrigada por estarem aí!

quinta-feira, 29 de dezembro de 2005

ESTAR OU NÃO ERRADA

Longe vão os dias em que ficar em casa a ler era a forma ideal de passar as férias.
Agora, e segundo diz a minha Mãe, "bichos carpinteiros" impedem-me de estar um minuto sossegada e nem que seja ir até à FNAC em Santa Catarina, tomar um pingo e ver as novidades, eis-me fora de casa.
Enfrentando chuva torrencial, vento agreste ou um sol sufocante!
Basta uma hora para que eu sinta que faço parte da raça humana e respire livremente.
Tenho que sair, mimar-me um pouco e por isso, hoje meti-me no Metro, fui até ao Dolce Vita, almoçei por lá e fui ao cinema.
Regressei há pouco e pondero seriamente a hipótese de te ligar.
De te lembrar que existo, mas a verdade é que tu tens o meu nº de telemóvel e também me podes ligar.
Tomar a iniciativa, fazer perguntas tipo "Como estás? O que fazes?" não comprometem ninguém - é uma conversa normal entre duas pessoas que se conhecem razoavelmente bem.
Continuas a intrigar-me - não me recusas ajuda quando preciso, mas falar num simples jantar de amigos complica as coisas.
Como escrevi aqui uma vez, não vou mendigar - seja amor ou amizade - porque isso dá-se!
Talvez tu continues sem saber como; talvez não queiras aceitar esse facto, mas não te posso ajudar, se não me falas!
Não estou errada, pois não?

quarta-feira, 28 de dezembro de 2005

MAGOAR

Eis-nos chegadas novamente ao dia do meio – àquele dia em que muita gente suspira de alívio e pensa “Ah, já só faltam dois dias para o fim-de-semana” e parece que trabalham mais depressa e com mais animo.
Tal como aquela senhora me disse há muitos anos, enquanto esperávamos que o sinal mudasse para verde para atravessarmos “Sabe? O que eu mais gosto é dos fins-de-semana e dos fins dos meses”.
Mas este dia do meio é especial, porque é o último do ano, um ano que, no geral, não me correu mal.
Digo “no geral”, porque gostaria de mudar algumas coisas.
Só que, e já lá diz o ditado, “o futuro a Deus pertence” e eu não posso interferir.
Posso, e devo continuar com os meus cursos de línguas, cuidar do corpo e da mente, inscrevendo-me no ioga, melhorar os meus blogs e a participar noutras coisas que me dão prazer.
Eu falo muito nas “coisas que me dão prazer”, porque é exactamente por aí que devo equilibrar a minha vida.
É que eu continuo a pensar o melhor das pessoas, mas tal como uma amiga me disse, muitas vezes, essas pessoas não têm mais para oferecer e eu não devo ficar tão desapontada.
O problema é que magoam-me e magoar-me, ninguém tem o direito de o fazer!!!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2005

GENEROSO

A certa altura do seu livro “Paula”, Isabel Allende escreve “descobri como a vida pode ser generosa”.
Na altura em que o escreveu, a vida não lhe estava a ser generosa – ver morrer a filha não é fácil ou aceitável.
E, porquê escrever um livro sobre isso?
O livro dá a resposta - foi a própria agente da escritora que lhe pousou no colo uma resma de papel e lhe disse para escrever.
Como eu fiz na noite de Consoada – entrei no Messenger para conversar com alguém, bastante generoso, que me deixou uma mensagem a dizer “que estaria online a partir das 21h00 para conversar com quem se sente só”.
A solidão pesa; verga-nos, parte-nos a vontade e poucas são as pessoas que compreendem isso
.
“Oh, como é que podes dizer? Tens família; como é que te podes queixar disso” – não compreendem que, por muita amiga que a minha família seja, há uma curva na estrada, em que tudo acaba e não me acompanha mais.
Fico vulnerável, sozinha, a perguntar “E, agora?” – o “agora” é tentar preencher essa falha, como eu fiz, entrando no Messenger numa noite que, por tradição, é uma noite dedicada à família.
A minha família está parada na curva; sei que vai ficar ali (ler post "Realidade"), mas tal como a Isabel Allende diz, a vida pode ser generosa.
Obrigada, Aluena!

sábado, 24 de dezembro de 2005

UM GAJO PORREIRO

Cá estamos, Pai Natal nas preparações para a Noite de Consoada.

Quando era pequena e o Natal era cá em casa, lembro-me que o meu Pai me
levava a almoçar fora – num restaurante que se chamava “Os Três Irmãos” e que
agora desapareceu – e depois íamos ao circo.
Passávamos uma tarde divertida, com direito ao lanche num café, que outras
pessoas na mesma situação enchiam, longe do bulício que este dia significa.
Depois era o regresso a casa e a contagem decrescente até à vinda do Menino
Jesus – a mim sempre me disseram que era o Menino Jesus que trazia os
presentes – e explodia a alegria.
Aqui está outra coisa que vou gostar de me lembrar – os almoços com o meu Pai
no dia da Consoada e as idas ao circo, cuja mensagem se perdeu no tempo,
porque encontro as minhas alegrias e risos noutros locais.
Lembrei-me disto, talvez porque gostaria de recuperar o espírito desse dia;
tornaria o dia diferente, mais fácil, dava-lhe outra alegria – eu que sempre disse
que o meu Pai era “um gajo porreiro”.
E continua a ser; só que a idade avançada dele (83 anos) o fizeram recuar para
um outro mundo, onde não o posso seguir; mas, como já disse antes, estou
presente.
Distante, mas presente!

terça-feira, 20 de dezembro de 2005

SABER O QUÊ

Enfim, confesso – estou novamente desorientada e não gosto nada de me

sentir assim, pois estou farta de prometer a mim mesma que não vou ligar

às tuas brincadeiras idiotas.

Ontem, quase que me arrancaste a cabeça, como se tivesse ferido

mortalmente o teu ego e eu tive que recuar apressadamente, dar-te uma

resposta curta e seca que cortasse qualquer hipótese de discussão.

Seguiu-se o silêncio, um silêncio árctico, tão profundo e tão frio que

quase me convenci que tinhas desaparecido da face da terra
.

Não suportei o "suspense" – talvez não o devesse ter feito – e quebrei

o "gelo", pedindo desculpas e prometi solenemente que não se falava mais

nisso.

Que não se falou, não se falou, mas como geralmente quando temos uma

discussão, amuas e evitas-me, etc - atitude própria do menino malcriado

que és - nunca pensei que tu brincasses assim comigo
.


Respondi às brincadeiras, com um sorriso um pouco irónico, porque

como estamos no Natal, vou deixar-me "convencer" que aderiste ao

espírito da fraternidade, da solidariedade e da amizade que anda pelo ar

esta semana e de que todos falam, mas que infelizmente esquecem nos

outros dias do ano
.

Mesmo que não mo desejes, Feliz Natal para ti!

segunda-feira, 19 de dezembro de 2005

REALIDADE

Só hoje é que compreendi verdadeiramente que a noite de Consoada é no sábado.
Talvez porque estive demasiado ocupada com o meu próprio projecto de Natal e nem sequer me lembrei que devia ter incluído a compra dos presentes.
Para os meus Pais, mas creio que isso não vai ser um problema, porque o importante é o facto de que, e apesar da idade avançada deles, eu vou celebrar o Natal com eles.
Por quanto mais tempo não sei e um livro, que é o que eu ofereço geralmente, posso dar em qualquer altura.
Aliás, um dia quando tiver que arrumar as coisas deles e encontrar esse livro, cheio de pó e escondido por outros, o que eu quero é sorrir e dizer:
Ah, cá está o livro que não cheguei a ler, porque a Mãe se encarregou de me contar a história toda!” e não começar a chorar e pensar que “dei-lhe este livro naquele Natal, lembras-te?, em que…”
O dia de Natal vai ser um dia igual aos outros; não vou pensar se será o último ou não com os meus Pais e apesar dos discursos derrotistas da Mãe e dos amuos do Pai, vou gozar o melhor possível a companhia deles e deixar que se sintam reconfortados com a minha presença.
Acho que esse é o melhor presente para qualquer um de nós – estarmos em paz, a gozar a companhia uns dos outros!!

domingo, 18 de dezembro de 2005

NÃO POSSO MAIS

Olá, passarinho!
Que fazes tu aí, meio escondido, mas sempre sem me perderes de vista!
Andas de galho em galho, a observar-me, mas foges se te tento apanhar.
Reparas no que visto, sentes o meu perfume, piscas-me o olho e lanças no ar um beijo que não consigo apanhar.
Falas com todos, mas nunca comigo!
E eu até gostava que falasses comigo!
Pedi, implorei, supliquei - fiz tudo o que não devia, mas se assim o queres, passarinho, fica aí ao vento , ao frio, à chuva - deixa que te castiguem, te esmaguem como seres poderosos que são.
Eu não te vou abrir mais a janela; dei-te tudo e tu nada me deste.
E, se nada me deste....é porque não tens nada para me dar!
As coisas devem ser dadas de "coração" e nunca por "favor" - tentei explicar-te isto tantas vezes e vejo que não consegui.
Chorei tantas vezes por tua causa, passarinho - não posso mais!!!

sexta-feira, 16 de dezembro de 2005

MONA LISA


Mona Lisa – o quadro
A canção
Ou o filme?

Definitivamente o quadro!

O quadro de Leonardo da Vinci é um marco na História da Arte e o meio sorriso de Mona Lisa abre a porta a milhares de interpretações.
A minha? Não sei – nunca vi o quadro ao vivo, mas vi reproduções, vasculhei livros de arte, naveguei pela Net e li atentamente os artigos, as críticas que encontrei.
Não se pode negar que é uma mulher enigmática, que me leva a perguntar “O que é que escondes?”.
Estarás somente a posar para o pintor, a pensar como seduzi-lo ou terás o teu amante à espera, algures?
É essa a razão do brilho trocista que se lê no teu olhar, a forma como o cabelo te abraça os ombros?
Não sei; só sei que o meu sorriso não é tão enigmático como o teu e não atrai o olhar de ninguém.
Talvez atraia e eu esteja tão presa em cativar o olhar de alguém, que me esqueci de olhar para o lado.

E se conseguir seduzir quem não estou a ver neste momento, porque não ao som da voz inconfundível de Nat King Cole a cantar suave, pausadamente “Mona Lisa”?
Eu ia gostar muito e é tão bom sonhar que nos podemos apaixonar assim, sem reservas, sem travões!

terça-feira, 13 de dezembro de 2005

DEFINITIVAMENTE

Definitivamente, tenho que deixar de ouvir a Ivete Sangalo!

Se eu não te amasse tanto assim” é uma canção que define tudo aquilo que senti em relação a uma pessoa e tal como a Ivete diz a certa altura “amei-te no vento do vendaval e quis ir além do temporal”, eu também o fiz.

E, às vezes não podemos ir; temos que largar a corda e esquecer as lágrimas que, ontem ao ouvir a canção, eu deixei correr pela cara abaixo.

Pouco me importei se alguém reparou e sei que devia esquecer quem a canção me fez lembrar!

Por muito grata que me sinta porque me alertou para um problema que eu tinha que resolver!

Afastou-se; deixou-me sozinha e um amigo nunca abandona um amigo quando este mais precisa!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2005

POUCO A POUCO

Pouco a pouco, começo a receber respostas aos meus Cartões.
Recebi um, também com música, com o símbolo da Paz – as pombas a voarem num fundo verde – com uma mensagem muito simpática.
Alguém também me avisou carinhosamente que estará online nessa Noite e que poderemos conversar um pouco e houve outra pessoa, que ficou extremamente sensibilizada e me disse “ter adorado a surpresa”.
E a surpresa foi apenas um cartão, um simples cartão!
O Natal é exactamente isso – surpresas e surpresas agradáveis!
Mas pode acontecer que mesmo assim, não estamos felizes e segundo o artigo que li ontem, não há nada de errado em admitirmos isso.
Tal como o artigo diz, o problema está em conseguir que os outros compreendam esse ponto de vista – por exemplo, a minha Mãe e a minha irmã não aceitam que eu queira mudar um pouco a ementa, a forma de se passar o dia e nem sequer querem ouvir o porquê da minha sugestão!
Uma das dicas que o artigo dá para se passar melhor o dia de Natal é fazer o que se gosta.
Por isso, vou entrar no Messenger e conversar um pouco com a minha amiga, vou comprar um livro que me leve para o outro lado da fronteira e vou escrever.
Sobre o quê, não sei – talvez como deixar para trás quaisquer expectativas que possa ter tido em relação a determinadas pessoas!

sexta-feira, 9 de dezembro de 2005

ATAQUES DE ANSIEDADE

O dique rebentou e aqui estou a chorar como se de algum pecado tivesse que me arrepender.
Sinto-me como se tivesse febre alta e estivesse a delirar.
Os médicos chamam-lhe “ataques de ansiedade” e uma maneira de os controlar é dar passeios a pé.
Foi o que fiz esta manhã – bem agasalhada, com o meu cachecol vermelho (que devia substituir, mas não consigo), caminhei por Santa Catarina, desci até ao Bolhão, subi Sá da Bandeira, respirando fundo e indo, sempre que possível ao encontro do sol.
Não é o sol quente de Verão; os raios não cortam totalmente o frio, mas afastaram as nuvens cinzentas e densas que desceram e ameaçaram a cidade com um vendaval.
Tal como afastaram o vendaval que abalou a minha vida nestes últimos dias!
E como já consigo ver as minhas montanhas azuis, sentir o cheiro do café a invadir as minhas narinas e ouvir as minhas cores favoritas a rirem-se e a pintarem quadros exuberantes, encontrei novamente a saída do labirinto.
Talvez consiga agora continuar a escrever a minha história, que deixei a meio. Talvez agora a minha personagem se torne novamente “viva” para mim, porque deixamos de comunicar uma com a outra; talvez por a vida dela reflecte um pouco demais a minha, porque se acaba sempre por “emprestar” à personagem os nossos próprios medos e receios.
Vamos ver se eu consigo - é outra forma de vencer os “ataques de ansiedade” !

quarta-feira, 7 de dezembro de 2005

MAL QUE NUNCA ACABE


Tão contente que eu estava com os meus planos para a festa de Natal, mas como bem diz a minha Mãe:
Não há bem que sempre dure nem mal que nunca acabe
e nestes últimos dias tenho constatado que isto corresponde à verdade!
Começou com um telefonema inesperado, um pedido de desculpas e explicações que o facto de ter perdido a cabeça nada tinha a ver com a “nossa amizade”.
Gostaria de saber qual é a base dessa “nossa amizade” e surpreende-me ter dado uma explicação sobre uma coisa, que eu tratei com uma grande gargalhada e deitei no lixo sem cerimónia.
Graves coisas houve antes e nunca tal explicação me foi dada!
Mas o pior não é isso!
O pior de tudo é a maldade que se respira, o prazer que parece haver em ferir as pessoas e as provocações às quais eu não respondo.
Diz-me a cabeça que é a melhor atitude a tomar para controlar a situação.
Talvez devesse dar um berro e calar toda a gente, mas isso pioria ainda mais as coisas, que estão pesadas, frustrantes e dolorosas.
No fundo, e apesar de todos os defeitos, o “menino mau” ainda consegue mostrar alguns sinais de decência.
O que não quer dizer que não esteja vigilante, não vá o barco tombar e eu naufragar!

terça-feira, 6 de dezembro de 2005

PREPARAÇÃO


Agora que acabei de enviar os meus Cartões, falta escolher uma música e conceber um jogo de cores, não só para a árvore, mas para a mesa, para nós … enfim, para que ninguém fique de fora.
Quanto à música, sei que a Diane Krall tem um disco novo, restaurando ao som de jazz velhos êxitos natalícios que todos conhecemos.
Contudo, talvez seja melhor escolher uma música mais “viva”, mais “ardente”, como por exemplo “All I want for Christmas is you”, escolhendo um som e uma orquestração mais moderna que convide a dançar.
Bem sei que há aquela ideia pré-concebida de que só devemos dançar no Ano Novo, mas não estará na altura de quebrar essa tradição e transformar o Natal numa festa que dê brado e faça as pessoas abrirem a boca de espanto?
E as cores? Oh, vamos esquecer o vermelho, o dourado e o preto!
Porque não apostar no laranja forte, no verde água, no rosa claro, no azul escuro, tendo sempre como base o branco.
Porque o branco é o branco – dispensa qualquer apresentação, é a cor mais rica que há.
E não concebo o Natal sem essa cor – é a cor que dá alento e inspira confiança! E o que é a vida sem confiança?

quinta-feira, 1 de dezembro de 2005

COM LUVA BRANCA

A partir de 2ª Feira, dia 5, todos os meus amigos e conhecidos vão receber um Cartão de Boas Festas meu!
Até mesmo o “menino mau”, que se está a tornar insuportável com tanta amabilidade!
Não quero com isto dizer que prefiro que ele me ofenda, desrespeite e faça com que o dique rebente e eu chore amargamente.
Não, é que ele não é assim;
portanto, o que é que mudou? O que é que aconteceu? O que quer?
Não vou procurar as respostas; verdade seja dita, nem quero ter essas respostas, mas enviei o cartão, por uma questão de boa educação.
Também para lhe dar a chamada “bofetada com luva branca”, uma vez que ele acha estas coisas “uma mariquice”.
Uma coisa tão simples, um gesto tão gentil, apropriado a qualquer ocasião, mesmo não sendo Natal.
Como já aqui disse, levar um pouco de conforto e cor a alguém que, neste momento, se pode sentir derrotado, desesperado é dizer-lhe que não está esquecido!
Não resolve os problemas pendentes, mas sempre anima!
Porque é isso que eu vou sentir quando abrir os cartões que me enviarem!
Não há nada de mal em devolver aos outros o que eu própria vou sentir!