domingo, 18 de dezembro de 2005

NÃO POSSO MAIS

Olá, passarinho!
Que fazes tu aí, meio escondido, mas sempre sem me perderes de vista!
Andas de galho em galho, a observar-me, mas foges se te tento apanhar.
Reparas no que visto, sentes o meu perfume, piscas-me o olho e lanças no ar um beijo que não consigo apanhar.
Falas com todos, mas nunca comigo!
E eu até gostava que falasses comigo!
Pedi, implorei, supliquei - fiz tudo o que não devia, mas se assim o queres, passarinho, fica aí ao vento , ao frio, à chuva - deixa que te castiguem, te esmaguem como seres poderosos que são.
Eu não te vou abrir mais a janela; dei-te tudo e tu nada me deste.
E, se nada me deste....é porque não tens nada para me dar!
As coisas devem ser dadas de "coração" e nunca por "favor" - tentei explicar-te isto tantas vezes e vejo que não consegui.
Chorei tantas vezes por tua causa, passarinho - não posso mais!!!

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