quinta-feira, 30 de junho de 2005

PENA NÃO AMAR

Continuas a fazer-me falta!
Como é que eu posso esquecer o teu riso maroto, o brilho nos teus olhos quando brincas comigo?
Ou como torces o bigode quando te sentes nervoso?
E como nunca elevas a voz, porque sabes que eu reajo mal quando me falam aos gritos?
Há sempre o e-mail, o telemóvel, mas não é a mesma coisa, porque há coisas que não ficam escritas!
Sentem-se, deduzem-se, inspiram!
Tu inspiras-me, com a tua atenção, com o teu carinho!
Sinto-me feminina na tua presença, porque para ti, eu sou quem sou!

Uma mulher, de quem tu gostas!
Pena que não me ames!

quarta-feira, 29 de junho de 2005

LIÇÕES DE VIDA

Diz a minha Mãe que se não fossem os “se” e os “mas”, a vida não seria tão complicada!!
Infelizmente, ela tem toda a razão, embora eu ache que ela se deixa dominar por “essa sensação” e não tenta ver mais o lado positivo das coisas.
Devemos sempre deixar a porta entreaberta, mas a minha Mãe sempre foi assim e não é agora que vai mudar.

Contudo, não posso concordar quando dizem que “mentimos” quando falamos em “estar completamente felizes”.
Não sabemos qual é a noção de felicidade da outra pessoa e se há qualquer coisa que não corresponda ao que ela concebeu, não é assunto que ela discuta à mesa do Café e com toda a gente.
É um assunto que ela poderá discutir com uma irmã, como a minha irmã faz comigo e vice-versa.
Eu fiz confidências a quem não devia e o resultado foi uma verdadeira catástrofe, com muitos “se” e “mas” à mistura.
Bem diz o ditado “Vemos caras; não vemos corações” !
O que aconteceu, aconteceu, é passado – é uma lição que nunca esquecerei – ganhei fama de “importante”, porque agora estou mais selectiva!

Mas estou mais tranquila e porque não dizê-lo? mais feliz!
E se, quando pedimos desculpa por terem desarrumado a loja à procura dos sapatos ideais para os nossos pobres pés, nos dizem
“Para si, não há problema, porque respeita o nosso trabalho”, então....
Nada mais há a dizer, mas volto a repetir:
Só posso falar por mim!

terça-feira, 28 de junho de 2005

PÁGINAS ESCRITAS

Porque não organizar uma soirée musical numa noite perfeita de Verão?
Uma noite perfeita de Verão é uma noite estrelada, temperatura amena – nem quente demais nem com muito vento – ideal para estar cá fora.
O local ideal?

Um desses solares, agora recuperados para Turismo de Habitação para recriar de certa forma o ambiente romântico que associo à música de Vivaldi.
E tem que ser à beira-rio para que o pano de fundo do concerto seja a água calma do rio a correr para um destino, que só ele conhece e dê mais ênfase ao som do violino.
Porque, como adoro o violino e como estamos no Verão, escolhi “As 4 Estações” para mergulharmos profundamente na música e deixarmos que o nosso “jardim secreto”venha à superfície.
É um concerto leve, repousante, que enche de emoções novas o nosso coração!
É transparente e ajudou-me a perceber que há realmente pessoas a quem não devemos dar uma segunda oportunidade.
Pode parecer radical, cruel mesmo, mas como alguém me disse, não podemos estar sempre à mercê dos outros; é cansativo; é um jogo que nunca mais acaba, porque não há regras.
À Dora, que me ajudou a compreender e a enfrentar essa verdade, obrigada!
Porquê “Páginas escritas”?

Porque a folha estava em branco e eu dei-lhe forma ao descrever o que guardo no meu “jardim secreto”!

quinta-feira, 23 de junho de 2005

PEDIDOS E FAVORES

Que fazes tu por aqui, “menino mau”?
Descobriste que, apesar de tudo, não podes passar sem mim ou será que os portos, por onde agora andas, deixaram de ser “excitantes”?
“Excitante
” é a tua palavra favorita e eu sei bem que não me achas “excitante” a esse ponto.
E creio que tudo ficou dito naquele bilhete agressivo que me deixaste em cima da mesa e que reli várias vezes para ter a certeza que tinha compreendido bem.
“Não entendo qual a sua dúvida” ?
“A minha dúvida? Nenhuma! Não há uma explicação mais pormenorizada a dar?” -
era tudo o que eu queria saber, mas parece que, como sempre errei!
E andaste por aí, evitando-me, servindo-te dos outros para me dizeres do que precisas!
Mas precisas mesmo de falar comigo, queres mesmo a minha ajuda, não é?
E precisas que eu faça um milagre, porque não gostas de ser pressionado, que te chamem a atenção...
Olha que eu também não! E, ser humilhada publicamente, muito menos!
Não te preocupes; eu resolvo o problema, nem que tenha de abdicar do meu tempo livre....
Lembra-te do que me pediste, lembra-te de que te estou a fazer um grande favor e pensa numa forma de me retribuíres!
Aprecia-me, cultiva a minha companhia, mostra-te amável e acessível!
Não continues a ser um “menino mau”, não amues, porque não temos idade para isso!!

terça-feira, 21 de junho de 2005

LEVES COMO A BRISA

Num dos seus posts, a Dora fala nas “salas do seu coração”.
Achei curioso o tema e li com interesse o post até ao fim, porque nunca tinha ponderado muito nesse aspecto da realidade.
Como sempre vivi numa “Torre”, o meu coração só conhecia uma “sala”.
Aquela onde eu me fechava, onde mais ninguém entrava!
No dia em que comecei a descer aquela escada em espiral, deparei-me com vários patamares.
O primeiro patamar é o patamar dos meus amigos verdadeiros, que me abriram os braços (como é bom receber um abraço!) e se prontificaram a ajudar-me.
Um marcou-me a consulta; outro telefonou-me a perguntar como é que tinha corrido e todos os dias, havia uma palavra carinhosa, uma sugestão, um sorriso vindo do fundo do coração. É neste patamar que encontro o meu amigo perfeito, que tem sempre tempo para tomar um café comigo!
No segundo patamar, estão os indiferentes – os que acham que nada há a discutir; limitam-se apenas a observar e a dirigir uma breve saudação.
Considero-os mais honestos que os que habitam no terceiro patamar:
Os perigosos, os teatrais, os vazios – acham-se os donos do Mundo, os outros estão sempre errados e por isso, reduzem-nos a pó.
São perigosos, porque como o único objectivo na vida é derrotar os outros, salvando a sua própria imagem, não hesitam em distorcer a verdade sobre quem acham que está a atrapalhar o seu caminho.
São teatrais (sem qualquer semelhança com um verdadeiro actor!), pois gostam de pensar que são uns verdadeiros génios e agem como tal.
E vazios, porque se só pensam nisso, não têm tempo para se cultivar, para se enriquecer!
No último patamar, encontrei muita gente, boa e má, que me apoiou, que me derrotou, mas que me ensinou o verdadeiro sentido da vida.
Muitos destes já estão lá em cima, no primeiro patamar, alguns indiferentes também já subiram.
Outros desceram para o terceiro patamar e quando acabarem de descer os últimos degraus, a porta vai fechar com estrondo, definitivamente!!
Mas não esqueçam – a minha Torre já tem janelas com cortinas leves e esvoaçantes para que a brisa possa entrar e brincar!

segunda-feira, 20 de junho de 2005

MUITO PRAZER

Há histórias engraçadas, que estão inscritas no Livro de Ouro das recordações familiares.
.........................E eu achei que devia partilhar convosco 2 dessas histórias:
Embora tenha sido a protagonista de uma baseio-me no que as outras pessoas dizem......

........................ Porque era muito pequenina; teria uns 4, 5 anos!!
..............Mas a minha mãe conta-a com certo orgulho, porque ninguém esperava uma reacção assim de uma criança!
Nasci em Chaves; como tínhamos lá família, o mês de Setembro era-lhes dedicado e costumávamos ficar hospedados em casa de uns primos da mãe.
O primo da mãe, embora gostasse muito de crianças, também gostava de as arreliar e quando me viu, lançou-se num discurso que me deve ter parecido um autêntico disparate:
“O que é que vens cá fazer? Comer da minha comida, beber da minha água, dormir nos meus lençóis?” etc
Eu ouvi tudo até ao fim e aproveitei quando ele parou para tomar fôlego, para lhe estender a mão e dizer muito séria, compenetrada do meu papel:
“Muito prazer”

......e a sala encheu-se de gargalhadas!
.............Não sei se pelo meu comentário; se pela cara do primo!
Quanto à outra história, passou-se com a minha irmã Cristina, para quem o acto de levantar é, ainda hoje, uma autêntica tortura.
As aulas começavam às 08h30, a Ana (a minha outra irmã) estava já pronta, mas a Cristina continuava na cama.
Desesperada, a Ana chamou a minha mãe, que se apressou a entrar no quarto e exigiu que a Cristina se levantasse de imediato.
A Cristina levantou a cabeça lentamente, olhou calmamente para a minha mãe e disse:
..............“A Mamã ainda é pior que a minha professora de Francês!”
E ainda hoje, a mãe diz que não sabe o que é que a professora de Francês lhe fez, pois a Cristina até tem um Certificado que lhe permite ensinar Francês em qualquer parte do mundo, menos em França....
...............................................A conclusão a que cheguei?
Às vezes, é preciso ser espirituosa para surpreender as pessoas e fazer com que elas se sintam desorientadas.
.....................................................Como é que me esqueci disso?

sábado, 18 de junho de 2005

MUITO POUCO

Fui muito má!
Arrependi-me, claro está e pedi desculpa porque, realmente não eras a pessoa a quem eu devia dirigir a minha frustração e a minha indignação.
Fui gozada indecentemente e compreendi que qualquer coisa que dissesse serviria apenas para “atear” ainda mais a “
fogueira” de uma vaidade impossível de aceitar e compreender ou mesmo de aturar.
Porque não representa nada; é completamente oca!
Talvez devesse ter encolhido os ombros e “deixado correr”; respondido ironicamente quando me perguntaram porque é que determinada coisa não foi feita:
Porque o computador bloqueou e ninguém se preocupou em encontrar uma solução.”
Porque há uma solução para tudo, se a pessoa se empenhar; mas, não houve nada – apenas um sorriso irónico, um comentário hipócrita e no pensamento “Lá está a Marta a ter um ataque de nervos! Coitada!”.

A Marta foi contratada para executar uma determinada tarefa e só a pode fazer se tiver os instrumentos necessários para isso!
Parece que ninguém compreende isso….
Porque o meu bem-estar, a minha satisfação, a minha realização profissional não interessa…
Tinha que “descarregar” e embati com força na pessoa que nada tem a ver com o assunto.
Já pedi desculpa; nada mais tenho a fazer;
apenas fazer o melhor que posso com aquilo que tenho, que é muito pouco…………….

quarta-feira, 15 de junho de 2005

AINDA SOBRE RAMON

As coisas acontecem simplesmente e nada têm a ver com a cultura e com a educação.
Verdadeiras “horas do Diabo”, em que, por qualquer motivo, ou Deus nos abandonou ou nos desafiou.
Para saber e nos obrigar a saber o quanto valemos.
Posso estar a dizer um grande disparate e estou a falar, ainda por causa de Ramon Sampedro e do meu post “Com dignidade”, porque aquele homem, conhecedor profundo do mar, fez um erro de cálculo ao mergulhar e acabou tetraplégico.
E eu?
Só compreendi verdadeiramente o quão doente estava quando comecei a vomitar, durante 3 dias sem interrupção.
Levaram-me para o Hospital, no limite das minhas forças e passaram-se semanas até eu ser capaz de reflectir e pensar no que aconteceu, como podia minimizar os danos e que volta poderia dar à minha vida.
A minha pergunta é:
Poderia ter evitado?
Nunca vou saber – na altura, eu estava muito infeliz, muito vulnerável!
2ª pergunta:
Tem a cultura alguma coisa a ver com isso?
Nada – é impossível prever! Por muito culta que se seja, apesar de toda a prevenção que se possa fazer, há coisas que fogem verdadeiramente ao nosso controlo
!
Por isso, não vamos meter tudo num mesmo saco, porque não há qualquer ligação entre si!

segunda-feira, 13 de junho de 2005

COM DIGNIDADE

De quem vou falar?
De Ramon Sampedro e porquê?
Porque estive com o livro dele nas mãos, Cartas do Inferno na mão e gostei muito do pouco que li
.
O retrato de um homem, que argumentou a sua causa perante os tribunais e quando lhe negaram o direito de morrer, não hesitou em suicidar-se.
Não vou dizer se acho que o suicídio é um acto de cobardia!
Nem tenho o direito de questionar os motivos que levam uma pessoa a cometer tal acto!
Posso apenas dizer que tenho pena que não tenha pedido ajuda; que não a tenho encontrado a tempo!
Claro que a morte “assistida” de Ramon Sampedro levantou a questão da eutanásia.
Sim ou não?

Não sei: acho apenas que se ele pensava, e escreve na última página do livro:

A vida vale a pena ser vivida enquanto podemos valer-nos por nós próprios; quando deixa de ser assim, é melhor terminá-la, pois continuar não tem sentido

tinha o direito de morrer, como morreu, consciente e com dignidade.
Como todos nós temos o direito!

sábado, 11 de junho de 2005

PERGUNTAS E MAIS PERGUNTAS

Quando era pequena, tinha a mania de fazer uma pergunta e dar eu própria a resposta!
Era um “mau hábito” que exasperava a minha mãe, mas fazia rir os outros!
Depois, deixei de fazer perguntas e até mesmo de dar respostas.
Não sei se era porque não gostava das respostas que obtinha; se porque era mais fácil “deixar correr” do que procurar e deslindar o que estava mal!
“Tenho tempo” e adiava sempre a decisão para o dia seguinte, para o mês seguinte, para o ano seguinte.
E, se bem que o tempo possa ser um bom amigo, também se torna num inimigo mortal.
Porque houve decisões que adiei, que podiam ter resolvido muita coisa e agora tenho que me adaptar às circunstâncias.
Recomecei a fazer perguntas, mas agora faço-as de uma maneira diferente.
Quero esclarecer uma dúvida, saber uma opinião, pedir um conselho, mas exponho o que penso, digo porque é que fiz isto ou aquilo e até posso estar insegura, baralhada, vulnerável.
Não tenho vergonha de o admitir, porque posso modificar muita coisa, mas esse traço do meu carácter - não o posso eliminar completamente!
Posso e vou continuar a trabalhar no lado positivo, tornar-me mais forte, com mais certezas, mas essencialmente aprendi que há muita coisa em que só em mim devo confiar.
Por vezes, ainda faço uma pergunta e dou a resposta, mas é só para brincar com a minha mãe, porque temos que nos rir.
Como alguém me disse, nem tudo neste mundo é uma punição e a minha cruz já é muito pesada.
Talvez não deva falar assim, mas é o que sinto, às vezes!

quarta-feira, 8 de junho de 2005

ANSIOSA

Pensei em te dizer quanto ansiei por um telefonema teu quando estive doente, mas optei por não o fazer, porque nunca o entenderias.
Como nunca entenderás porque é que agora tento descobrir porque é que sempre que falo na Sophia de Mello Breyner penso na cor azul.
Talvez porque ela escreveu muito sobre o mar e eu adoro o mar!
E, quando num dos seus poemas ela fala sobre “cavalgar nas ondas”, eu vejo um cavalo elegante e poderoso, a sacudir orgulhosamente a crina e a rasgar em mil pedaços com o seu galope rápido a crista das ondas, antes destas fugirem pela areia e recomeçarem a formar-se.
Ou talvez se esteja numa prancha de surf, à espera da “grande”, que nos leva para fora dos limites, que nos dá a sensação de que somos maiores que o espaço!
Que podemos vencer o infinito!
Como sabemos que não o podemos vencer, ou talvez sim, procuramos mimar (e Deus sabe como eu preciso de mimo) o nosso corpo, a nossa vista e a nossa alma!
Quem sabe, se cavalgando no meu cavalo elegante eu não venceria a barreira do infinito e conheceria a Sophia de Mello Breyner para com ela comungar da paz que se respira dos seus poemas!
Podem ser banais estas imagens, mas a beleza dos sentimentos que despoletaram é inesquecível!

segunda-feira, 6 de junho de 2005

HISTÓRIAS

Não me lembro do título, mas sei que era um filme com a Diana Keaton, com a Meg Ryan e Walter Mathaw.
A história é sobre as relações entre 3 irmãs e o pai, que se encontrava num lar.
Uma era uma executiva de sucesso; a outra tinha o seu próprio negócio, mas tinha um marido e um filho para cuidar e a terceira aspirava a ser actriz.
Até parece ser a história da minha família, de qualquer família e talvez tenha sido por isso que me tenha lembrado do filme.
Mas a cena de que quero falar é a cena em que a Meg Ryan cede às pressões que lhe estão a roubar tempo para pensar e tratar de si e começa a chorar em frente de alguém, que a aconselha:

Às vezes, precisamos de desligar”
e a Meg Ryan desligou tudo, desde a televisão aos telefones e foi dormir com o filho, para sentir o calor humano que precisava.
Foi o que fiz este fim-de-semana – desliguei-me completamente do mundo; acabei por fazer nada do que tinha planeado!
Adormeci calmamente, sonhei com a brisa e com o mar, ouvi as novas histórias que tinham para me contar e quando acordei, já o sol andava a pavonear-se no outro lado do mundo.
Sentia-me calma, relaxada e pensei nos conselhos que os outros me deram – estou realmente a perder o meu tempo a preocupar-me com a mesquinhez dos outros.
E se acham que a prioridade máxima da vida é ser-se mesquinho, então que sejam!
Eu vou tentar não o ser - e, se por azar o estiver a ser, digam-me!!!

domingo, 5 de junho de 2005

EM JUNHO

E entramos em Junho, com calor que nos faz correr e transpirar, porque é preciso:

Tirar do armário a roupa leve e colorida do Verão passado e descobrir que:
Oh, meu Deus, não acredito! Engordei! Como é que isto aconteceu? Tenho que entrar já em dieta”.
Telefonar frenética, desesperadamente à esteticista e pedir muito, “por amor de Deus”,faça um esforço, nem que seja à hora de almoço”, uma horinha para fazer a depilação e arrumar de vez as meias.
Entrar nesta e naquela agência de viagens e pedir folhetos e mais folhetos de viagens agradáveis e não muito caras!
Combinar, discutir, regatear com os outros a data das férias…
Não dormir de noite, por causa do calor!
Abrir vezes sem conta o frigorifico para beber água fresquinha!
Levantar cedo para passar a ferro aquele vestido que decidimos que temos que vestir forçosamente hoje!
Ufa!!!
Porque é que as férias não começam já amanhã?

Eu? Não tenho que fazer dieta; se engordasse um ou dois quilos até me favorecia. Não está fácil renovar o guarda-roupa, porque nem todas as lojas têm o 34 e o 36 fica-me grande – implica fazer alterações que, por vezes, não resultam.
Esteticista? Tenho que lhe telefonar, mas como sou amiga dela há anos, ela vai encaixar-me entre duas clientes e o problema das meias fica resolvido.
Viagens? Gostava, mas não acho justo deixar os meus pais sozinhos por muito tempo.
Por isso, optei por fazer fins-de-semana prolongados e tenho várias hipóteses.
Talvez vá até ao Alentejo visitar uma amiga, passar uns dias a S Martinho do Porto com a mana Cristina ou a Lisboa para estar com a minha Madrinha, a quem não vejo há meses.
Férias? Não é preciso discutir nada; as 2 últimas semanas de Agosto, porque a empresa fecha.
De resto, é ter livros, muitos livros para me perder, renascer e escrever novos textos com outra paixão!

quinta-feira, 2 de junho de 2005

MORAL

Lá volto eu ao princípio, pois desta vez quem está no centro dos rumores sou eu.
A primeira pergunta que faço e sei que a estou a repetir é:
Será que esta gente não tem uma vida própria, não tem problemas pessoais que exijam a sua atenção por completo para estarem a vasculhar a dos outros?
Ao escrever isto, fico com a impressão de que estou a ser má, mas a questão não é essa e isso leva-me a fazer a segunda pergunta:
Qual é o problema se o rumor tiver fundamento?
Não estamos a ferir ninguém – não há terceiras pessoas envolvidas! – nem sequer a infringir as regras de moralidade.
Que é, pelos vistos, um tema polémico!
Porque não é um atentado à moral em dizer mal das pessoas nas costas, mas ter uma relação mais profunda com um homem é!
Eu avisei – estou a ser má, mas apenas estou a escrever o que sinto!
E o que sinto é raiva misturada com ódio, desprezo, mas ao mesmo tempo, pena!
Porque, mesmo que o rumor tivesse fundamento, eu estaria muito feliz, porque a pessoa em questão, apesar dos defeitos que possa ter, é honesta, nunca me faltou ao respeito, como quem começou estes rumores está a fazer.
A minha terceira pergunta é:
O que é a moralidade? O que é que se entende por moralidade?

quarta-feira, 1 de junho de 2005

BOA COMIDA

Como por aqui só se fala de comida, que tal tentarmos o “empadão de espinafres com alheiras”?
Não sei se não se enganaram e, em vez de “empadão querem dizer “quiche”, que acho ser um prato mais agradável à vista e ao paladar.
E se enveredarmos pela comida tradicional, não creio que se possa considerar o “empadão” como regional.
Por exemplo, a açorda é um prato regional, típico do Alentejo!
Quanto às alheiras, sou suspeita, porque uma das minhas tias fazia esse tipo de enchidos muito bem.
Ela encarregava-se de tudo: criar o porco, matar o porco na altura certa, etc e não é fácil esquecer aquelas alheiras, bem recheadas de carne e feitas com a tripa do dito animal.
Eu sabia o que estava a comer e comia com satisfação.
Infelizmente, a tia já morreu e eu estou proibida, por causa do meu problema de estômago de comer esse tipo de comida.
Mas ao pensar na alheira, com batatas cozidas e grelos, tudo generosamente regado com azeite – nunca óleo – ainda me cresce água na boca!