quarta-feira, 8 de junho de 2005

ANSIOSA

Pensei em te dizer quanto ansiei por um telefonema teu quando estive doente, mas optei por não o fazer, porque nunca o entenderias.
Como nunca entenderás porque é que agora tento descobrir porque é que sempre que falo na Sophia de Mello Breyner penso na cor azul.
Talvez porque ela escreveu muito sobre o mar e eu adoro o mar!
E, quando num dos seus poemas ela fala sobre “cavalgar nas ondas”, eu vejo um cavalo elegante e poderoso, a sacudir orgulhosamente a crina e a rasgar em mil pedaços com o seu galope rápido a crista das ondas, antes destas fugirem pela areia e recomeçarem a formar-se.
Ou talvez se esteja numa prancha de surf, à espera da “grande”, que nos leva para fora dos limites, que nos dá a sensação de que somos maiores que o espaço!
Que podemos vencer o infinito!
Como sabemos que não o podemos vencer, ou talvez sim, procuramos mimar (e Deus sabe como eu preciso de mimo) o nosso corpo, a nossa vista e a nossa alma!
Quem sabe, se cavalgando no meu cavalo elegante eu não venceria a barreira do infinito e conheceria a Sophia de Mello Breyner para com ela comungar da paz que se respira dos seus poemas!
Podem ser banais estas imagens, mas a beleza dos sentimentos que despoletaram é inesquecível!

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