sexta-feira, 31 de março de 2006

PENSAR E DANÇAR EM ESPANHOL


Lá voltei eu a lembrar-me da frase de Lady Macbeth:
"Por muito que lave as mãos, o sangue não saí"
Não sei se foi exactamente assim que ela o disse, mas o sentido é esse.
Às vezes, é melhor desistir e passar à frente,
porque se achas que dizer "bom dia" é antiquado,
se não tomaste chá em pequenino, o que é que eu vou fazer?
Nada – afinal, não somos nem nunca seremos amigos!
O que eu vou fazer é apenas explorar um pouco mais o meu novo projecto!
As coisas acontecem quando menos esperamos
e aprender espanhol vai ser útil.
Não só pessoal, mas profissionalmente também!
E o gozo que é aprender uma nova língua, tropeçar nos tempos verbais, na pronúncia da palavra até a dizer correctamente e escrever com desenvoltura.
Estranho pensar como tudo, de repente, ficou mais claro, se tornou mais simples e hoje, sinto-me nas nuvens – apesar da discussão com um "chato malcriado"!
Aprender espanhol já está decidido: o próximo passo será talvez aprender a dançar "sevilhanas".
Eu até gosto de vestidos com folhos; vamos tentar?

quinta-feira, 30 de março de 2006

UMA CARTA


Hoje, apetece-me escrever uma carta!
Uma carta só pelo prazer de a escrever, pois não a vou enviar a ninguém!
Uma carta dirigida a todos e a ninguém em especial!
Só tentar recuperar uma forma de escrita,
esquecida, desprezada,
perdida numa tecnologia
que está a conquistar este mundo e promete conquistar o próximo.
Não sei onde estarei nessa altura;
talvez já tenha emigrado para Marte
ou seja já possível descer no Sol.
Por isso, esta carta pode ser para a mana Cristina,
a contar idiotices
que o nunca são,
porque como há intimidade e amizade total,
ela saberá ler nas entrelinhas e tentará descobrir se há algum problema camuflado naquele rol de anedotas.
Ou então ao meu amigo "perfeito",
para brincar mesmo com ele e desafiá-lo para um programa especial.
Ou até mesmo a ti,
que manterás o silêncio,
me tratarás como uma desconhecida
e eu consolar-me-ei a procurar novas formas de preencher a minha vida.

Como Marisa Monte diz no refrão de "O Bonde do Dom":
"juntando rimas
como um pobre popular
estou bem na vida
com você no altar"

e é isso que eu tento fazer
– estar bem na vida,
com a vida e
com todos aqueles que são meus amigos!

quarta-feira, 29 de março de 2006

COMPORTAMENTO SELVAGEM

Que és malcriado, não é novidade para ninguém!
Agora que ofendas os outros,
é um caso totalmente diferente!
Não tens esse direito
e apesar dos teus discursos inflamados sobre comportamento,
és tu quem se comporta como um "catraio".
Se tivesses a idade do meu sobrinho, o caso resolvia-se, nem que fosse à bofetada,
mas uma pessoa adulta, com experiência de vida?
Que devia saber o significado da
palavra "respeito"?
da expressão "viver em sociedade"?
Enfim, saber o mínimo para se comportar
como uma pessoa normal e não como um selvagem!
Nem vale a pena explicar-te o que quero dizer
nunca entenderás, nunca darás o braço a torcer!
O pior foi para mim – logo agora que pensava ter finalmente resolvido as "nossas diferenças"!
Pura ilusão minha – não há diálogo possível com "selvagens" deste tipo
.
E eu estou muito cansada –
estou sempre a dar-te novas oportunidades
e tu estás sempre a maltratar-me!

FONTE DE CHOCOLATE

Ontem fui convidada para ver uma "fonte de chocolate e fruta"!
Fiquei curiosa, até porque li recentemente um artigo sobre os mitos e os milagres do chocolate!
Falava também do tipo de consumidor, dividia-os em grupos consoante o consumo e a variedade do chocolate.
Devo confessar que não me preocupei em saber que tipo de consumidor sou, porque a paixão, a gulodice de devorar tudo o que aparecia à minha frente desapareceu!
Simplesmente, como um toque de mágica!
Talvez me tenha tornado mais selectiva com a idade ou descoberto que me servia do chocolate para, como se diz vulgarmente, "afogar as mágoas".
O que pode ou não ser um erro,
porque não é o chocolate que nos liberta da confusão em que a vida se transforma e/ou das armadilhas em que caímos.
A dita fonte é uma pequena Máquina, com um dispositivo giratório que faz o chocolate jorrar tal como os jactos de água numa fonte.
Dispostos na mesa estão morangos cortados em metades, biscoitos ou ginjinhas que se mergulham no jacto do chocolate.
Uma ideia interessante para uma sobremesa original a oferecer aos amigos!
Provei, claro está, dei a minha opinião, sorri, sem talvez muito brilho, mas isso não me cortou a vontade de dar um grito bem dado!
Que acabei por dar, na presença dos meus Pais, assustando-os!

terça-feira, 28 de março de 2006

PAZ DE ESPÍRITO


Hoje, apetece-me dar um grito!
Um grito que ultrapasse a velocidade do som e da luz!
Que estilhasse o vidro das janelas!
Que desfaça as nuvens em mil pedacinhos!
Que transforme os galhos das árvores em estátuas!
Para desanuviar toda esta tensão, toda esta ansiedade que, de repente, sem saber bem porquê, me encurralou.
Eu,
que estava tão calma!
Tão poderosa depois do fim de semana!
Pronta a gozar plenamente esta harmonia, este bem-estar interior!
Mas algo ou alguém já perturbou esta minha paz de espírito e dei comigo a pensar se não estarei no sítio errado!
Ou apenas com as pessoas erradas?

domingo, 26 de março de 2006

CELEBRAR A PRIMAVERA

A Primavera anuncia-se ventosa, vitoriosa, sorridente!
Desde que traga o sol, eu deixo-me guiar pelo vento e pelos humores do dia!
A vida dá-nos e tira-nos coisas – tu desapareceste, mas outras pessoas apareceram!
Alguns são velhos amigos, com novas histórias, com novas experiências para partilhar; outros são recentes com vidas diferentes, com objectivos diferentes.
Com quem é fácil discutir novas ideias, forjar novos planos, até mudar a estrutura de uma ideia, que não conseguíamos identificar.

Continuar, enfim a acreditar que tudo é possível;
sobretudo,
que nós estamos realmente a comandar o barco, a jogar limpo, a ser quem somos e não quem os outros acham que somos.
Como alguém disse - viver até é fácil – nós é que complicamos as coisas.
Para celebrar a Primavera, que tal o novo disco de Marisa Monte?
Música fresca e suave, como merecemos
!

sábado, 25 de março de 2006

SIMPLESMENTE ACONTECEU

Não sei por onde andas; não sei o que fazes; nem sei como te procurar”

foi o que escrevi no meu post, mas esta manhã, ao acordar, concluí que
se me quisesses encontrar, verdadeiramente, já o terias feito.
Ou deixavas que eu te encontrasse!
Dei-te todas as pistas, abri ainda mais as portas da minha Torre, há um novo candeeiro no meu jardim e parece que te evaporaste!
No ar, com a chuva e com o vento!
Estou a retomar velhos hábitos,
coisas que fazia
e que larguei para te dar espaço.
Espaço que
te dei de boa vontade,
de que não reclamei,
ao qual não impus limites –
era única e exclusivamente teu!
Agora:
Voltei a sentar-me naquela café, com o livro aberto e
sei que o telemóvel não vai tocar
para conversarmos antes de eu entrar no escritório.
Ao fim da tarde, vou tranquilamente fazer yoga e
desligo o telemóvel mais cedo,
porque sei que ninguém me vai ligar às 11h da noite,
para conspirar comigo antes de dormir.
E tendo redescoberto esse prazer,
vou tomar um chá bem quente e um scone às 6ªs Feiras ao fim da tarde, antes de vir para casa e preocupar-me com os meus Pais.
Só?
Não, esta solidão é diferente – não é pesada, porque não é imposta! Aconteceu!
E sobre isso, falaremos mais tarde noutro post!

sexta-feira, 24 de março de 2006

PARTILHAR

Tanto ódio e tanto amor
na minha alma contenho;
Mas o ódio inda é maior,
que o doido amor que te
tenho.
Odeio o teu doce sorriso,
odeio o teu lindo olhar.
E ainda mais a minh'alma
Por tanto e tanto
te amar!
Florbela Espanca
Quando o "descobri" - porque ler poesia está a ser uma viagem de descoberta - eu sentia-me exactamente assim!
Com ódio!
Nada se consegue com ódio;
apenas nos destruímos
e se bem que haja pessoas
para quem a vida é um jogo de cartas,
em que nada se respeita ou valoriza, eu valorizo-me.
Não é egoísmo;
não é excesso de auto-estima -
é apenas sentir prazer em estar viva
e ter amor para partilhar.
Como faço agora ao partilhar este poema!
Mesmo que seja um poema dilacerado pela dor!

quinta-feira, 23 de março de 2006

AMANTE FAVORITO


Nem mesmo o "Baci" que lhe ofereci,
a medo confesso,
o acalmou!
Pelo contrário!
Ficou ainda mais furioso, este vento,
que me arrancou
o papel prateado e azul
que embrulha o bombom das mãos
e me arrastou literalmente pela rua fora até à paragem,
onde fiquei exposta,
à mercê da sua frustração.
Gostava de saber, oh vento, que culpa tenho eu
se o calendário estipulou que o Inverno
tinha que terminar esta semana?
Se a Primavera está alegre, confiante e exuberante e sente-se radiosa, pronta para se revelar e pavonear-se pelas ruas?
Porque é que temos que andar com estas roupas pesadas e tristes quando as montras estão inundadas
de tops e blusas leves, cheias de flores, riscas e rendas
que nos inspiram
e nos fazem suspirar
pelo piropo
que adivinhamos
no olhar do homem que também parou para apreciar?
Vá lá, vento, deixa a Primavera instalar-se,
porque estarás sempre presente
– num dia de sol, quando menos esperarmos,
cá virás tu para varreres tudo,
até os nossos pensamentos mais agradáveis!
E, nunca, mas nunca te esqueças que,
aconteça o que aconteça,
serás sempre o meu amante favorito.

quarta-feira, 22 de março de 2006

CORAÇÃO ABERTO

Quase me esqueci que ontem entrava a Primavera e era o Dia Mundial da Poesia!
Foi um dos blogs que visitei que me chamou a atenção para isso e à laia de explicação, disse e repito aqui que "espero sinceramente que a minha Primavera seja melhor que o meu Inverno".
Não escondi de ninguém que este foi um Inverno muito complicado, mas e como escrevi num dos meus posts recentes, estou a vislumbrar ao longe, ainda que muito ténue, uma luz.
Rectifico hoje o que devia ter feito ontem.
É um poema, de um poeta que não conheço, porque a minha relação com a poesia não é das mais pacíficas, mas acho o poema adequado ao Inverno que se despede.
Sente-se, contudo que está relutante e por isso, continua a fustigar-nos com chuva agressiva, trovoadas rebeldes e aguaceiros loucos.
"
Uma rosa no Inverno serve como esperança
Mantém o calor do coração
quando a neve o atinge.
Uma rosa no Inverno não se improvisa; é
semente fertil, farol no labirinto.
Estamos no Inverno.
Sei que uma rosa me corre nas veias
"
de Egito Gonçalves
Além da minha rosa perfumada, e como sempre com um beijo meu, convido-os a saborear um "Baci".
Porque um beijo dado e recebido de coração aberto é sempre benvindo!

terça-feira, 21 de março de 2006

PECAR POR PAIXÃO


Pecar?
Se te amar foi pecar, então tenho um
canto no Inferno garantido.
Acendam os archotes, preparam a corrente mais forte, porque eu suspirei tanto por este amor, dei o que tinha à vista e o que descobri lá bem no fundo.
Até me esquecerei do quanto gosto da luz e deixarei que as sombras me conquistem!
Pecado seria não te ter conhecido, não ter desfrutado desses momentos únicos que vivemos!
Pecado pode ter sido vivido intensamente e esquecido os outros –
mas ninguém me poderá censurar se fui um pouco egoísta.
Todos nós somos um pouco quando amamos intensamente, quando a paixão nos rasga e deixamos de ter vontade própria.

segunda-feira, 20 de março de 2006

SILHUETAS DE AMOR

"
Hacer silhuetas de amor
Bajo la luna


Entendes agora porque fujo da lua?
Porque me lembro como a luz desenhou com os meus dedos os contornos do teu rosto!
Ou como pintou o meu corpo quando se rendeu ao teu!
E, como abafou o som do nosso prazer, o eco dos nossos murmúrios, a ternura das nossas palavras!
Bem que nego, mas continuo apaixonada por ti!
Não sei por onde andas; não sei o que fazes; nem sei como te procurar!
Apenas posso fechar os olhos e imaginar que estás a desenhar comigo na areia molhada, onde as ondas quebram os limites entre o mar e a terra, silhuetas de amor.
P.S.: É o refrão da canção "Borbujas de Amor"

domingo, 19 de março de 2006

DIA DOURADO

Espero sempre por ti o dia inteiro,
Quando na praia sobe de cinza e oiro,
O nevoeiro,
E há em todas as coisas o agoiro
De uma fantástica vinda
de Sophia de Mello Breyner Andresen
Quando se dissipa o nevoeiro,
apenas fico eu, o mar e a linha do horizonte!
Estamos completamente sós!
Nada ou ninguém se aproxima
apenas a tempestade se faz sentir,
trazendo já para o mar as sombras.
Em breve, terei que me ir embora – mas tinha que vir!
O mar é um velho amigo, que eu tinha que rever!
Sabem, aquela sensação de que falta alguma coisa
e não descansamos enquanto a não fazemos,
e tem que ser naquele momento, naquele minuto?
Depois perderá a importância
e isto era importante demais para ficar em branco!
Pouco importa
se o mar me olha enraivecido,
com olhos de louco e o azul calmo se transformou num cinza escuro e feio!
Tinha que ser o primeiro a saber,
a saber que há uma promessa,
ainda que muito ténue,
de eu voltar a ter dias dourados!

sexta-feira, 17 de março de 2006

PROMESSA DE SORRISO


que tempos que não sorrio!
Um sorriso verdadeiro, aquele que se dá quando se respira fundo e se expele o ar!
Aquele sorriso generoso, de quem está em paz!
Um sorriso enigmático de quem tem um segredo e não quer contar!
Eu?
Nem tenho segredos nem estou em paz!
Apenas estou confortável - sentada, como me ensinaram no yoga e em frente do espelho!
Talvez seja uma boa ideia tentar descobrir, como a Alice, o mundo que está por detrás do espelho!
Ou daí, talvez não - porque estou a controlar a respiração, inspiro pausadamente, e lentamente deixo que o ar se liberte sozinho.
Quando termino de fazer este ciclo de respirações lentas e olho novamente para o espelho, há um pequeno sorriso nos meus lábios - o tal meio sorriso de que a Laurinda Alves falou num dos seus editoriais na XIS.
Não é ainda o meu sorriso - não me vem ainda do coração - mas é a promessa desse sorriso!
O melhor do mundo são as crianças, de que posso ser apenas a tia e por isso, nada melhor do que deixar o sorriso delas.
Para que vocês sorriam também!

quinta-feira, 16 de março de 2006

UMA ESTÁTUA CHAMADA DOR


Eu já sabia que o tempo ia mudar!
Soube-o assim que vi o nevoeiro, espesso subir
e espalhar-se sobre o rio e não me enganei!
Hoje, o jardim está só, triste e a única pessoa que por aqui passou foi o jardineiro!

Pouco me importa este silêncio e esta solidão – eu gosto de estar aqui neste Jardim; tudo é diferente, porque aqui sou única, não passo despercebida.
Lá onde eu estava, escondida, esquecida anos a fio, era apenas uma entre muitas e o silêncio era mais pesado, mais sombrio.
Aqui, há mais movimento – o ar é mais limpo.
Há risos, há conversas, há beijos apaixonados, há vida!
Gosto, principalmente das crianças a esvoaçarem pelos caminhos, a fazerem mil perguntas e apesar de lhe dizerem que não, a passarem a mão pelo meu vestido.
Chamo-me DOR
sou uma estátua de um
a mulher prostrada,
sem acção,
com a boca entreaberta, num grito que não se solta.
Conheço quem este texto escreve;
esteve cá no fim do Verão passado,
num dia muito quente e muito seco.
Estava muito triste, muito só
e os olhos castanhos denunciavam uma dor muito grande.
Observei-a atentamente,
tentei ler-lhe o rosto, mas ela perdeu-se a contemplar o rio.
Como à saída tocou no tronco de oliveira,
suspirei de alívio e penso que ela agora estará em paz.
P.S.: Infelizmente, não encontrei imagem da referida estátua, que está no Jardim dos Sentimentos no Porto.
Por isso, fica a imagem destes anjos

quarta-feira, 15 de março de 2006

BESAME


Besame
Besame mucho
Como si fuera esta noche
La última vece
Besame
Besame mucho
Que tengo miedo de
Perder-te despuès
Este é o tema de abertura para uma noite de loucura!
Uma noite de paixão, de improviso - para deixar reinar a sensualidade e os sentidos mais profundos!
Soltar a nossa loucura, enrolar à nossa volta o exótico, a leveza, o fantástico e o inesquecível!
Um tango, misturando o clássico e o moderno, sem registo, sem rosto, nosso apenas com luz, muita luz!
Uma noite para se encontrar novamente com o tempo e voar com os sentidos, mas sempre com a luz como objectivo!
P.S.: Versão de Andrea Bocelli "Amore"

terça-feira, 14 de março de 2006

COMO UM BEIJA-FLOR



Hoje, sinto-me como um beija-flor.
De flor em flor, a deixar em cada uma um beijo e às vezes, uma lágrima.
As asas batem freneticamente, quero sair daqui depressa
– não quero que a noite me apanhe neste recanto sombrio.
Quero voltar para a minha montanha azul e esperar ali o pôr do sol, o momento mágico
em que deixo de ser quem sou
e me dou ao prazer de me confundir com a paisagem.
Deito-me de costas, fecho os olhos e respiro fundo!
Em breve, adormeço e nada mais peço.
Porque sou, realmente como um beija-flor – voo quando o sol se levanta, escondo-me quando a lua brinca.
Ninguém precisa de me pedir nada
– o pouco que tenho dou-o, com o coração nas mãos.
Talvez seja por isso que, às vezes, tal como o beija-flor me trespassem o coração e tu, que tantas vezes, o fizeste, porque é que agora estás tão cerimonioso?
Sê honesto contigo próprio e com os outros
– a vida é mais doce e saudável!
Por isso, diz o que se passa e talvez eu possa ajudar...
Talvez porque, para ti, não há, nunca haverá certezas
– não vás disparar uma seta
e trespassar novamente o meu coração.

domingo, 12 de março de 2006

PASSARINHO NA JANELA

Escrevo-te
não para preencher o tempo
nem para mendigar a tua atenção
Escrevo-te
simplesmente para dizer que
compreendo finalmente a razão do teu silêncio
Escrevo-te
para dizer que até foste muito honesto
e conhecer-te foi, realmente, um prazer.
Porque
conheci alguém com uma janela tão grande
ou maior que a minha para o mundo.
Porque
despertaste em mim novos horizontes,
novas visões,
novas maneiras de estar na vida.
Porque
apesar do pouco tempo
que estivemos juntos, me fizeste sentir ÚNICA.
Fui, mesmo um passarinho assustado
que bateu no vidro da tua janela
e nem mesmo o som da tua voz, baixa e meiga, conseguiu acalmar!!!

Sei agora que o teu nome de interdito ou inútil nada tem -
fazes agora parte integrante da história da minha vida
e lembrar-te-ei, se assim o posso, com amor e carinho.

E,
O futuro a Deus pertence” -
quem sabe se, um dia destes, ao abrires a tua janela,
não encontrarás este passarinho,
mais calmo, mais seguro, mais forte e o voltarás a acariciar??

sábado, 11 de março de 2006

SONHAR EM OLINDA

Parei para sonhar, para subir novamente as ruelas sinuosas de Olinda,
que parecem ter saído
das mãos dos responsáveis pelos adereços.
Uma cópia fiel de uma cidade perdida no meio dos tempos e da floresta!
Uma cidade gloriosa outrora e mantida para atrair os turistas que visitam um País diferente
.
Mas o que esta romântica incurável nunca esquecerá será:
ter chegado, ofegante ao cimo de uma dessas ruelas, parado numa praça e olhado para baixo, seguindo com olhos a linha das copas das árvores e lá ao longe, visto o mar, conquistando novamente a areia.
Senti-me poderosa, humilde, eu sei lá – tudo aquilo que sinto quando aqui apanho o autocarro e meia hora depois, desço na Foz.
Claro que há diferenças – nem posso fazer qualquer comparação – mas,
do que falo, é da paixão que o mar marca em mim, a paz interior que me conquista e faz com que eu renasça.
Fico mais forte, vibro mais com as coisas
e a janela da minha cabeça,
que alguns consideram oca e fechada,
porque são eles próprios ocos e fechados, rasga-se ainda mais.
Porque a palavra-chave aqui é MAIS
e ao abrir a revista e rever Olinda, foi…..
entrar no Paraíso!

sexta-feira, 10 de março de 2006

NO JARDIM COM OS SENTIMENTOS


Embora o vento seja frio e nos faça aconchegar mais o cachecol, o sol está a varrer as últimas nuvens, teimosas e sombrias do céu e a deixar que se descubra novamente o azul.
Isto fez-me lembrar que em breve poderemos entrar num local agradável, com uma vista magnifica para o rio e por lá vaguear horas com o nariz no ar para deixar que os cheiros se entranhem bem na nossa pele e se tente perceber porque é que este sentimento está aliado àquela planta.
Falo do "Jardim de Sentimentos" e encontrei no meu bloco de notas,
que sentimento corresponde a que flor/planta:
Cipreste - Incorrupção
Linho - Santidade
Limoeiro - Vontade
Amoreira - Prudência
Pereira - Indignação
Papoila - Justiça
Pessegueiro - Guerra
Junco - Hipocrisia
Alecrim - Ciúma
Hortelã - Crueldade
Macieira - Amor
Figueira Brava - Temperança
Hera - Ambição
Feto - Segurança
Loureiro - Triunfo
Cameleira - Nobreza
Murta - Dor
Buxo - Inocência
Romazeira - Perfeição
Zimbro - Avareza
Olaia - Traição
Joio - Inveja
Oliveira - Paz
Manjerona - Prazer
Hissopo - Purificação
Videira - Alegria
Lirio - Pureza
Jacinto - Sabedoria
Açucena - Saudade
Dentro de nós, há um pouco de cada um destes sentimentos!
E, mesmo os mais negativos, já o sentimos.
Fica um ramo de flores para que nunca se esqueçam, e abstraindo do positivo e do negativo da vida, é sempre um prazer recebe-las!

quinta-feira, 9 de março de 2006

PORQUE SOMOS ESPECIAIS



Minha querida amiga,
A sua mensagem, ontem no Dia Internacional da Mulher, foi na realidade única!
Porque tem toda a razão ao dizer que somos únicas!
Únicas naquelas pequenas coisas em que ninguém repara.
Somos solidárias porque estendemos sempre os braços a quem de nós precisa. Somos lindas, por dentro e por fora e porque tentamos sempre ver a beleza nos outros, por mais difícil que isso, às vezes, se torne.
Somos elegantes, porque sabemos tirar partido do que temos.
Porque gostamos de seduzir e de ser seduzidas.
Porque damos um toque especial a tudo o que tocamos;
porque queremos fazer com que os outros se sintam especiais
.
Somos responsáveis todos os dias da nossa vida e às vezes, trazemos cruzes bem pesadas aos ombros.
Ontem, o dia estava igual a muitos outros – cinzento, triste, chuvoso.
Mas eu pensei nas camélias, a flor símbolo

da cidade e aqui está ela para que todos, sem excepção a possam apreciar.
Porque somos todos especiais!!!!

terça-feira, 7 de março de 2006

EM RESPOSTA



Eu prometi dar a minha opinião sobre a frase do Jorge Amado que deixei para comentarem.
Mas cheguei à conclusão de que não a posso comentar; não por não ter uma opinião formada sobre o assunto, mas porque falar sobre qualquer coisa que "te fere" seria desvendar o que a mim me feriu.
No meu outro blog, transcrevi um poema e fiz uma pergunta a que, prontamente, dois bloguistas responderam – a Carmen e o Zezinho.
"O amor sente-se; não se mede".
E realmente não se mede;
como também não podemos medir a desilusão, o desespero, o desapontamento.
Ou caso contrário, a alegria, a felicidade, a harmonia
.
Por isso, vou deixar a frase tal como está, pois diz tudo, embora saiba que há outras maneiras de viver e apreciar o amor.
Eu na minha vida pessoal, meti positivamente água e não tenho, neste momento, nada mais a acrescentar.

QUEM NÃO GOSTA???

E como não gosto de nºs que acabem em 3, aqui fica uma frase de Jorge Amado - Dona Flor e Seus Dois Maridos:
Também de meu amor precisas para ser feliz,
desse amor de impurezas, errado e torto, devasso
e ardente que te faz sofrer
O que eu penso, direi mais tarde.
Gostaria de saber a vossa opinião.

TRANQUILA



Sabes, hoje estou muito, mas mesmo muito carente!
E não tenho razão aparente para isso,
pois comecei ontem a fazer yoga e dormi a noite inteira,
confortável, sem ajuda do calmante que me receitaram há uns anos.
O yoga tem tudo a ver com a postura
e a respiração e fiquei surpreendida por hoje o meu corpo não se queixar com dores – estou parada há tanto tempo!
Quanto a ter ido avante com a ideia,
eu tinha que preencher este "buraco"
agora que terminei com as aulas de francês e é uma maneira "simpática" de esquecer os acontecimentos do dia a dia.
Porque digo-te – tenho vontade de "fugir";
até parece que é de propósito e
como sou apanhada de surpresa, nunca sei como me hei de defender.
É fácil dizer que "isso não te tire o sono" ou "meta-se na sua vida", mas estou cansada, estou desmotivada, estou como o "tolo no meio da ponte".
Não queres vir descobrir comigo as delícias do yoga?
Fazer a posição de "invertida" ou inspirar e expirar profundamente e sentir o abdómen esvaziar-se lentamente?
Ou ter cuidado em alinhar os braços com o corpo?
Sabes, gostei; estou muito mais tranquila
e tal como já falamos, o objectivo é esse!

segunda-feira, 6 de março de 2006

SER ASSIM


Ás vezes estar sem fazer nada tem destas coisas!
Falei nas “Amazonas” e resolvi pesquisar a NET para descobrir mais sobre essas guerreiras, que viviam numa comunidade fechada, sujeitas a regras e a desafios que serviam de teste às suas capacidades de resposta/defesa a ataques/guerras.
Estudei-as no Liceu e Marion Zimmer Bradley fala nelas no seu livro sobre a Guerra de Tróia, “Presságio de Fogo”.
Apresenta-as como pessoas orgulhosas, lutadoras e corajosas.
Lutaram valentemente e morreram orgulhosamente ao lado do Rei de Tróia, tornando-se num símbolo duma Antiguidade, que vive mais na fantasia das pessoas do que propriamente como fazendo parte da história
.
Pensando bem, eu seria incapaz de disparar ou usar uma arma branca, mas pode-se lutar de muitas maneiras.
Considero ter sido um acto de coragem voltar a um local, onde, e dada a minha prolongada ausência, tinha sido um pouco esquecida e lentamente, marquei o meu espaço, joguei as minhas cartas, perdi algumas vezes, mas também ganhei pontos.
Houve quem não gostasse, houve quem me criticasse, mas a vida ensina-nos que nada nos é dado de bandeja.
Neste momento, não sei se valeu a pena o esforço, mas, pelo menos, tenho a consciência “limpa” – fiz o que achei que tinha que ser feito!
De qualquer modo, acho que gostaria muito de ter este aspecto..........

MESMO QUANDO SÓ



Hoje uma das minhas colegas mostrou-me, toda orgulhosa a fotografia da neta.
A menina estava fantasiada de Branca de Neve e estava muito compenetrada do seu papel.
Sei que não devia lamentar, que é mais fácil aceitar o facto como consumado e seguir com a minha vida, tentando não olhar muito para o passado.
O passado esconde coisas que quero mesmo esquecer, mas há uma coisa que lamento profundamente.
Naquela altura, em que eu era nova o suficiente para ter um filho, nunca me esforcei por ultrapassar o medo que tinha da responsabilidade que ser mãe acarreta ou mais grave ainda, deixei que me convencessem que não tinha "estofo" para o ser.
Hoje sei que seria uma boa mãe, atenta e carinhosa, mas não terei esse filho, porque sei que o meu corpo não lhe proporcionaria os nutrientes necessários para um bom desenvolvimento e não tenho o direito de lhe negar uma vida com qualidade.
Pensei na adopção, li numa revista francesa um artigo sobre os "Parrains du Monde", que será um tipo de ATL, mas personalizado, pois a pessoa encarrega-se daquela criança, controlando os estudos, organizando as saídas, as férias, etc, mas neste momento, todos esses projectos estão em suspenso.
Talvez os possa retomar um dia... quem sabe?
Porque gostaria muito de dar amor, carinho a uma criança, pois uma criança dá cor e riso à nossa vida.
Mesmo a quem está só........

domingo, 5 de março de 2006

CARTA A GEORGE CLOONEY


Pois é, George, a minha irmã, que já tem idade suficiente para se comportar como uma senhora ajuizada,
parecia ontem uma adolescente histérica
quando nos mostrou a tua fotografia na capa da revista.
Não vou negar que adoraria passar a mão nessa tua cabeleira, a minha pele ficaria queimada se a tua mão roçasse pela minha
e perdesse completamente o tino,
se me dirigisses a palavra nessa tua voz sexy.
Porque, à mim num homem fascinam-me a voz e as mãos.
O que nada de bizarro tem, pois uma amiga minha, a primeira coisa que fazia quando conhecia um homem, era olhar para os pés.
O que ela descobria nos pés do cavalheiro, eu nunca cheguei a saber; por isso, se para mim, o que conta é a voz e as mãos…
Dizes que és vaidoso e sexy;
admiro a tua coragem em o admitir,
porque conheço alguém que amua como um catraio
se ouvir uma crítica nesse sentido.
Julga-se o rei do charme; acha-se irresistível e
acusa-me de ter a “cabeça fechada”,
porque, decerto não gosta do que lê nos meus olhos,
agora que a paixão se evaporou.
Uma mensagem tipo
vai enganar outra, vai! Já sei quem tu és” e isso fere-lhe o ego.
Pena que não se lembre como feriu o meu….
Também dizes, George, que “não há mulher ideal”, mas se queres a minha humilde opinião?
Também não há “homem ideal” –
há afinidades, há interesses,
há paixões que completam um homem e uma mulher
e fazem com que fiquem juntos.
Ai, ai, que pena, mas que pena,
continuo a dizer,
que só queiras aceitar a minha amizade (ver Escrevo-te III)…………………….

TER MEDO

Não foi pelas setas de Cupido, mas sim pelas do saudosismo que esta família foi atingida.
Primeiro fui eu que liguei o leitor de CD’s e escolhi uma canção já antiga dos Simply Red e que continua a ser a minha favorita – Say You Love me.
Depois, seguiu-se o Sunrise e o You Make me feel brand new – um tema apropriado para quem vive uma situação polémica – e acabei com Il Divo.
A Mãe pediu depois para ouvir o Nat King Cole e o CD abre com o “Unforgettable”.
Aí, eu achei que já estou a viver uma situação demasiado inesquecível para escutar outra e preferi enfrentar o temporal, contra os protestos da minha Mãe.
“Estás tão magrinha que este vento ainda te leva, etc…”,
mas a verdade é que, com falta de peso ou não, eu tenho resistido aos ataques normais da gripe e das constipações.
Por isso, refugiei-me na FNAC e passei lá uma hora muito agradável a ler um livro de citações de diversos autores.
Transcrevi algumas para o meu bloco de notas e aqui ou no meu outro blog, falarei sobre elas convosco.
Não esqueci o que se passa nos bastidores do teatro em que a minha vida se transformou, mas fiz qualquer coisa que me deu prazer, mimei-me e aliviei um pouco a minha tristeza.


Jurei a mim próprio
Cobrir o mundo com cabelos de esperança,
Tentar viver a vida
E não esperar por ela.
Mas continuo com medo


De António Marques Leal –
Desertos de Eco,
porque é natural que se tenha medo e eu estou com medo.

sábado, 4 de março de 2006

DIFICULTAR AS COISAS

Apesar da chuva e do frio, ontem deambulei a pé pelas ruas molhadas da cidade.
Desci os Clérigos, atravessei a Praça e parei no Storia del Caffé, com o cheiro do chá e do café misturados e estranhamente sedutores,
para beber um chá quente.
Aromático, de manga, servido num bule redondo de vidro, com um tubinho em rede, onde enfiaram as folhas esmagadas do chá.
Aqueci as mãos e o corpo, mas não a alma que não ficou cansada o suficiente para me permitir um sono tranquilo.
Por isso, aqui estou a olhar para o espaço, com as traduções de francês para fazer e um novo livro, com uma capa dourada e vermelha, cores quentes num dia escuro de temporal.
Aqui e ali há já algumas brechas, mas não o suficiente para afastar a ameaça de uma nova carga de chuva.
Dantes, num dia destes não me importava de ficar em casa, quentinha; hoje, estou irrequieta, mas não sei o que quero fazer.
Só sei que não quero pensar – se começar a pensar, será o descalabro total!
Por onde começar?
Que tal pela tradução do artigo “Senado dos EUA renova Patrioctic Act” do Público para francês
?

sexta-feira, 3 de março de 2006

AUTOCARROS E AFINS


se sabe que
viajar de autocarro em dia de chuva
deixa qualquer mortal de rastos.
Principalmente quando nos atrasamos,
já a contar com o atraso do autocarro e há alguém que nos diz, pesaroso:
"Acabou agora mesmo de passar um"
e temos que nos preparar para uma espera de mais de meia hora, às vezes,
com o frio e a chuva a castigar-nos a cara e o corpo,
porque alguns dos abrigos existem só no papel.
Depois, quando se avista o autocarro,
as pessoas começam todas a empurrar,
discutem umas com as outras por causa do lugar na fila e o motorista fica irritado e diz, cortante,
"Ora, vamos lá entrar que já devia estar na Foz e ainda estou aqui!.
Lá consegui encafuar-me num canto,
fiz-me mais pequena do que sou
para não atrapalhar a passagem dos outros
e dei por mim a pensar em viagens similares
quando trabalhava fora do Porto e vinha de boleia com mais 2 colegas.
Deixavam-nos à entrada do Porto, na primeira paragem de autocarros
e tínhamos que apanhar um que nos levasse até à Praça.
Uma das minha colegas era muito forte e um dia, no autocarro apinhado, a outra rapariga, que se chamava Glória, disse bem alto para a outra:
"Oh, Fátima, tu que és gordinha, vai abrindo o caminho que nós queremos ir para trás"
A gargalhada foi geral e o resultado foi que conseguimos passar e até encontramos um banco para nos sentarmos.
Onde a Fátima e a Glória estão hoje, não sei,
mas é como a Laurinda Alves diz,
num subtítulo de uma das suas crónicas:
"A vida inteira é uma viagem......"
e as pessoas entram, saem e voltam a entrar nas nossas vidas.
Tenho que sair nesta paragem;
não sei por quanto mais tempo tenho que ficar à espera do próximo,
mas posso garantir ao Peter,
1000 vezes por dia se necessário, que nada tenho contra os sportinguistas; estou apenas a defender os nortistas.
Ainda mais agora que tenho que
mudar de profissão e tornar-me "Amazona"....

quinta-feira, 2 de março de 2006

CERIMÓNIA DO CHÁ


Não é que eu não goste do modelo da DIM
quem é que não iria gostar de ver, tocar num homem assim, com a camisa aberta, o que lhe confere um ar extremamente charmoso e sedutor, com o peito musculoso à mostra e com o cabelo negro a cair daquela maneira trocista sob os olhos?
Claro que gosto; é um regalo para a vista, faz-me sentir vaidosa e feminina.
Bem sei que é virtual, o que, neste momento é uma vantagem – não vou ficar a imaginar desculpas plausíveis para ele não responder às minhas chamadas ou ignorar o e-mail que enviei, contando os meus dramas e os meus medos.
Ainda bem que há excepções, pois estou certa que um ou dois bloguistas que, por aqui passam, não se importariam de me acompanhar à exposição – pois é de uma exposição que falo – cuja tema é o chá.
Infelizmente, para mim não tive tempo de ler o placard e não encontro qualquer outra referência à EXPO CHÁ.
Isto significa que terei que sair na paragem antes da habitual e procurar o placard para saber os detalhes.
Porque quem sabe se não vou assistir à cerimónia do chá japonesa?

quarta-feira, 1 de março de 2006

GARGALHADA RARA



Ontem ri-me tanto ao ler a coluna do Ricardo Araújo Pereira na Visão que a minha Mãe teve que me tirar a revista para perceber a razão daquela gargalhada, rara, mas genuína.
Porque quando me rio, rio-me a sério, com gosto; apenas uma pequena desvantagem – choro também.
O artigo está muito bem escrito, cheio de humor, mas um humor elegante e nada ofensivo.
A frase que desencadeou o meu ataque de riso é muito simples e à primeira vez, até pode passar despercebida.
Diz que está sempre a dizer às filhas para "fazerem o que quiserem, mas que não casem nem com sportinguistas nem com jornalistas do 24 horas." Acrescenta, depois muito sério que "...embora ambas tenham menos que 3 anos..." e continua a fazer a sua análise dos factos que têm "abalado" a comunidade de jornalistas.
O que me levou a dizer "ao que uma filha está sujeita", frase que utilizo muito para brincar com os meus Pais.
Mas ontem foram eles que me animaram, acompanhando-me na brincadeira, porque sentem que estou preocupada, aborrecida, triste, mas, e já que eu não quero dizer nada, eles respeitam-me o silêncio.
O que é menos uma coisa a preocupar-me!