segunda-feira, 6 de março de 2006

MESMO QUANDO SÓ



Hoje uma das minhas colegas mostrou-me, toda orgulhosa a fotografia da neta.
A menina estava fantasiada de Branca de Neve e estava muito compenetrada do seu papel.
Sei que não devia lamentar, que é mais fácil aceitar o facto como consumado e seguir com a minha vida, tentando não olhar muito para o passado.
O passado esconde coisas que quero mesmo esquecer, mas há uma coisa que lamento profundamente.
Naquela altura, em que eu era nova o suficiente para ter um filho, nunca me esforcei por ultrapassar o medo que tinha da responsabilidade que ser mãe acarreta ou mais grave ainda, deixei que me convencessem que não tinha "estofo" para o ser.
Hoje sei que seria uma boa mãe, atenta e carinhosa, mas não terei esse filho, porque sei que o meu corpo não lhe proporcionaria os nutrientes necessários para um bom desenvolvimento e não tenho o direito de lhe negar uma vida com qualidade.
Pensei na adopção, li numa revista francesa um artigo sobre os "Parrains du Monde", que será um tipo de ATL, mas personalizado, pois a pessoa encarrega-se daquela criança, controlando os estudos, organizando as saídas, as férias, etc, mas neste momento, todos esses projectos estão em suspenso.
Talvez os possa retomar um dia... quem sabe?
Porque gostaria muito de dar amor, carinho a uma criança, pois uma criança dá cor e riso à nossa vida.
Mesmo a quem está só........

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