domingo, 5 de março de 2006

TER MEDO

Não foi pelas setas de Cupido, mas sim pelas do saudosismo que esta família foi atingida.
Primeiro fui eu que liguei o leitor de CD’s e escolhi uma canção já antiga dos Simply Red e que continua a ser a minha favorita – Say You Love me.
Depois, seguiu-se o Sunrise e o You Make me feel brand new – um tema apropriado para quem vive uma situação polémica – e acabei com Il Divo.
A Mãe pediu depois para ouvir o Nat King Cole e o CD abre com o “Unforgettable”.
Aí, eu achei que já estou a viver uma situação demasiado inesquecível para escutar outra e preferi enfrentar o temporal, contra os protestos da minha Mãe.
“Estás tão magrinha que este vento ainda te leva, etc…”,
mas a verdade é que, com falta de peso ou não, eu tenho resistido aos ataques normais da gripe e das constipações.
Por isso, refugiei-me na FNAC e passei lá uma hora muito agradável a ler um livro de citações de diversos autores.
Transcrevi algumas para o meu bloco de notas e aqui ou no meu outro blog, falarei sobre elas convosco.
Não esqueci o que se passa nos bastidores do teatro em que a minha vida se transformou, mas fiz qualquer coisa que me deu prazer, mimei-me e aliviei um pouco a minha tristeza.


Jurei a mim próprio
Cobrir o mundo com cabelos de esperança,
Tentar viver a vida
E não esperar por ela.
Mas continuo com medo


De António Marques Leal –
Desertos de Eco,
porque é natural que se tenha medo e eu estou com medo.

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