terça-feira, 29 de novembro de 2005

ENTRE FITAS E LAÇOS

Entre fitas e laços, ursinhos vestidos de Pai Natal ou Árvores Falantes, hesito!
Não sei se devo incluir uma música – muitos dos Cartões na Net têm essa vantagem – ou apenas escrever o texto.
E, sobretudo não vou chorar; não vou dar essa satisfação, talvez a quem me disse “é velha para trabalhar!”
Grande coisa!
Todos sabem disso; temos um bilhete de identidade que não nos deixa mentir e estamos conscientes que a mentalidade do País é essa.
O que vamos fazer? Ocultar a idade? Será uma solução, mas será honesta?
O pior não é enganar os outros; é enganarmo-nos a nós próprios, viver e construir uma vida de mentira, que, como alguém me disse, é uma prisão. Não se pode voltar atrás e valerá a pena?
Não, não vale – nada paga a consciência tranquila de quem fez o possível, mas, pela força das circunstâncias teve que desistir a meio.
Com isto em mente, a minha pergunta é – para quê “cravar” o punhal ainda mais fundo e abrir ainda mais a ferida?
Por Deus – há muitas formas de dizer a verdade! Para quê magoar-me daquela maneira?
Não tenho resposta; não consegui responder, porque não havia resposta possível.
Porque quem comigo fala deixa-me quase sempre uma mensagem de esperança e de coragem – mas parece-me que, para algumas pessoas isso é terreno desconhecido
.

sábado, 26 de novembro de 2005

ESTE NATAL


Hoje, não sei porquê – talvez porque vamos entrar em Dezembro – lembrei-me que está na altura de escolher os cartões de Boas Festas, fazer a lista e começar a estruturar um pequeno texto divertido para dar ainda mais cor e conforto ao cartão.
Dar um toque pessoal, um desenho, uma citação – qualquer coisa que faça a pessoa que o recebe sorrir e dizer “É mesmo da Marta.”
Eu gosto destas pequenas coisas – às vezes, escolho um tema e mando o mesmo cartão com um texto diferente, o texto que penso ser o mais adequado à pessoa a quem escrevo.
Não vou negar que houve um ano em que não o fiz – talvez porque me sentia desiludida comigo mesmo e com o mundo.
Este ano, sinto-me também desiludida, mais com o mundo do que comigo mesmo, mas como diz Paulo Coelho no “Diário de Um Mago:

Atacar ou fugir fazem parte da luta.
O que não faz parte da luta é ficar paralisado de medo”

e eu resolvi “atacar” – “atacar” a depressão, a angústia que se infiltra cada vez mais nas paredes desta casa, a casa dos meus Pais .
A casa que me viu crescer, tornar-me mulher e conhece todas as minhas hesitações, todas as minhas dores e só raramente é que ouve o som do meu riso, porque deixou de ser o meu abrigo.
Vou fazer a festa sozinha, vou vasculhar a Net à procura dos meus cartões e cada um dos meus amigos receberá um.
Uma surpresa – pode dizer apenas “Feliz Natal”,
Cuidado com o Champagne”
ou “Manda-me um SMS para saber que estás vivo” ou
“Pena não estares aqui para beberes cacau comigo à meia-noite”.

sexta-feira, 25 de novembro de 2005

TER SOBRINHOS ADOPTIVOS

Vamos esquecer as agressividades escondidas e patentes e pensar no que de melhor nos aconteceu esta semana?
Para mim, foi abrir o Inbox e deparar-me com as fotografias de uma menina linda, moreninha e muito risonha a chamar-me carinhosamente “Titia”.
Claro que a “Titia Marta”, que está sempre pronta a derramar lágrimas, conhecida em tempos por “Madalena arrependida”, foi isso mesmo que fez.
Não só por causa da menina, que é linda, mas também pela amabilidade e simpatia daquela Mãe orgulhosa, que só me conhece daqui, da comunidade bloguista.
Estou orgulhosa da minha nova sobrinha “adoptiva”, vestida de cor de rosa, tal como eu gosto.
Porque é isso a única coisa que posso ser – tia adoptiva para os filhos dos meus amigos!
Pronta a rebolar-me no chão com eles, a aprender a jogar Play Station e outros jogos horrorosos de computador e ir às escondidas comer ao MacDonald’s.
Depois eles crescem e têm a sua própria vida, mas espero que se lembrem de mim com carinho e amizade, como alguém que participou activamente nas suas brincadeiras.
Eu não tive “um companheiro de brincadeiras” – não que tivesse uma infância infeliz, mas foi uma infância muito solitária e talvez tenha sido por isso que não tive filhos quando devia.
Mas hoje não se fala em tristezas; vamos apenas inventar brincadeiras malucas para que os nossos sobrinhos, verdadeiros ou adoptivos, não parem de rir!

quinta-feira, 24 de novembro de 2005

AGRESSIVO

Hoje conheci uma faceta tua que não gostei!
És sempre tão calmo, tão carinhoso, tão diplomata, que ouvir-te falar assim tão agressivamente, fez com que eu te olhasse com surpresa e incredulidade.
Nada justificava a tua agressividade e se bem que o meu papel foi apenas o de mera espectadora, fiquei tão chocada como a pessoa, que foi vítima das tuas palavras duras e curtas.
Depois do silêncio instalado, a vida de volta ao normal, conclui que afinal, não te conheço tão bem como pensava.
Chocou-me, porque estava escondida; as tuas reacções foram sempre tão normais; as observações sensatas; as palavras ponderadas, bem enquadradas.
Nunca detectei em ti agressividade, uma agressividade que é patente, por exemplo, no “menino mau” - no olhar, na postura do corpo - o que torna fácil reconhecer que qualquer coisa vai explodir e dá-nos tempo para preparar a defesa.
Em ti não houve qualquer sinal e tal como se estivesse a montar um filme, revi todas as imagens da cena que presenciei e foste extremamente injusto!
Não sei se fale ou se me cale – talvez opte por não dizer nada, um vez que tudo está já resolvido - mas se um dia falares assim comigo, não fiques surpreendido se te responder da mesma maneira.
Esse foi o meu erro com o “menino mau”; aprendi a lição e não voltarei a deixar que me tratem assim.
E, se como o “menino mau” amuares e me deixares de falar, então aí, meu querido, estamos com um grave problema!

terça-feira, 22 de novembro de 2005

O LADO CÓMICO DA VIDA

Dizem os outros que devo levar a vida a rir!
Não é a primeira vez que me dão este conselho e às vezes, resulta tentar ver o lado cómico da situação.
Como, por exemplo, a minha Mãe achar que estou magra demais, amarela e o facto de eu adoecer provocar “caos na minha vida que já tenho que sobre!”
Ao princípio, fiquei chocada e pensei “e o caos na minha vida?”, mas como já aqui falamos, foi por amor que ela falou. Só que viu o problema do ponto de vista dela, esquecendo-se, por completo que há dois lados da moeda – o meu e o dela!
A única coisa que tenho a fazer, que posso fazer é manter-me saudável, cumprindo com todo o rigor os conselhos do meu médico.
Pode ser o suficiente e pode acontecer exactamente o contrário, mas as coisas acontecem quando menos esperamos e o pior de tudo foi ter estado 9 dias numa cama de hospital e continuar ainda hoje sem saber o porquê de ali ter estado.
Por isso, seguindo o conselho que me deram, vou tentar rir-me mais; mesmo das bocas insolentes e dos sorrisos irónicos, das brincadeiras sem graça de quem acha que o mundo lhes pertence, vá lá saber-se porquê!
Afinal de contas, eu também cá estou, conquistei e reconquistei o meu espaço e voltarei a faze-lo se tal for necessário, porque afinal eu sou tão importante como os que se acham importantes!

sábado, 19 de novembro de 2005

BENÇÃO


Vagueio!
Estou em todos os lugares e em nenhum!
Chove e está frio, mas eu estou indiferente, porque é sábado, é o meu dia e eu resolvi mimar-me!
Não é que tenha esquecido os meus problemas pendentes; vão apenas ficar em suspenso por hoje!
O dia em que sou dona do tempo, do espaço e controlo o meu mundo!
Até o telemóvel vai ficar desligado – hoje vou exercitar a visão, apreciar demoradamente o que está lá, mas que, por vezes, pelas preocupações, pela falta de tempo não vejo.
Talvez seja hoje o dia em que vou ler atentamente o resumo daquele livro, com aquele título curioso “Não digas que foi um sonho” para saber se vale a pena arriscar a nossa vida por um sonho.
Ainda acredito que sim – e gosto de os colorir com cores fortes e perfumes suaves!
É como o Paulo Coelho diz em “Na Margem do Rio Piedra” – Às vezes, a felicidade é uma bênção, mas geralmente é uma conquista.
Hoje, vou transformá-la numa bênção!

quarta-feira, 16 de novembro de 2005

AFRODITE - AMOR E BELEZA


Também eu, Afrodite, gostaria de ter nascido da espuma do mar e poder, em qualquer altura misturar-me com essa espuma e viajar para outras orlas marítimas.
Enlouquecer os marinheiros, com promessas, risos, fugas e depois reaparecer para tornar mais doce a rendição.
Isto é um mito; uma fantasia da Antiguidade Clássica e a ti atribuíram o papel da deusa da Beleza e do Amor.
Neste momento de instabilidade que atravesso, em que a minha vida vai ter que mudar, pelas decisões difíceis que vou ter que tomar, vou precisar de todo o amor que encontrar em mim e nos outros.
Compreender, como bem disse uma amiga minha, que não há falta de amor por parte dos meus Pais – é não saberem como amar que se torna o verdadeiro problema.
Como o “menino mau” que aparece quando a luz está acesa e desaparece ao primeiro sinal de calamidade.
Apelo, portanto a ti, Afrodite para que me guies nesta viagem pela espuma do mar, pelas ondas gigantes que ameaçam destruir o navio.
Não vou ter medo, pois tu, como deusa da Beleza e do Amor, vais encontrar maneira de, quando eu desembarcar alguém estar lá à minha espera, no porto, com ou sem flores, para me abraçar, se não louco de paixão, pelo menos com muito carinho.
Alguém que sabe que o verdadeiro amor está na confiança, no respeito e na estabilidade e na amizade que as palavras e o corpo transmitem!

segunda-feira, 14 de novembro de 2005

O ORGULHO E PAULO COELHO


A verdade é que não conheço bem a obra de Paulo Coelho.
Mas, ontem na Fnac, encontrei um pequeno livro com uma série de citações dos vários livros que ele escreveu.
Como sempre, escrevi no meu bloco algumas dessas citações, as que me chamaram mais a atenção.
Uma delas, inserida no seu livro “O Monte Cinco”, diz o seguinte:

Quem não duvida de si mesmo é indigno, porque confia cegamente na sua capacidade e peca por orgulho.
Bendito seja todo aquele que passa por momentos de indecisão”


Creio que ele não se refere a coisas tão caricatas como se devemos vestir a saia verde ou amarela.
Esses momentos de indecisão são muito mais graves do que se possa pensar e podem ter consequências desastrosas para a nossa vida.
Como eu que neste momento, não sei verdadeiramente o que fazer.
O que a cabeça me diz, o coração rejeita e eu estou a deixar que o tempo me ajude a encontrar uma solução.
Uma solução que tenho que ser eu a encontrar, mas o que fazer, quando ele num tom de voz tão sexy, que ficamos incoerentes, diz tudo o que se desejou ouvir a vida inteira?
Pensando com a cabeça, sei que me vou magoar se ceder e sei que aí me sentirei indigna de mim própria.
Não que vá pecar por orgulho; mas talvez pela falta dele!

sábado, 12 de novembro de 2005

AMABILIDADE REPENTINA

O que dizer da tua amabilidade repentina?
Estava tão habituada aos teus gritos, às tuas ofensas que agora me sinto “esmagada” com tantos “se fazes o favor”, “quando estiveres mais livre” ou “obrigada”.
Estou desconfiada, porque conheço-te o suficiente para saber que esta amabilidade toda não vai durar e um dia destes, vais destruir em cinco minutos a tranquilidade que eu cultivei a custo.
Não será mais honesto da tua parte dizer exactamente o que queres?
Uma carta, uma tradução?
Não te vou dizer que não e até sabes que eu o gosto de fazer!
Por isso, diz lá o que queres ou será que estou a cair novamente no erro de ler nas atitudes das pessoas coisas que lá não estão?
Sou misteriosa? Não digo facilmente o que penso? Mantenho-me distante?
Nunca ouviste dizer que “gato escaldado, da água fria tem medo!”? Ou que conheces dos teus amigos? a cara ou o coração?"
E porque é que vou confiar em ti quando me tratas como se me tivesses ódio?
Ah, não sabias?
É o que te leio no olhar, muitas vezes e como te recusas a falar comigo sobre isso, eu mantenho as distâncias, porque já me magoaste muito e apenas me quero proteger!

quarta-feira, 9 de novembro de 2005

PERFEITO

Dedicado a alguém muito especial

Que maldade – deixar tocar o telemóvel uma eternidade e no fim, ouvir uma voz pausada, sem timbre “Chegou à caixa de correio do nº tal. Ao ouvir o sinal…blá, blá,, “blá”!!
E eu que precisava tanto de falar contigo…
Primeiro, fiquei destroçada, mas depois, tive vontade de te bater.
Todo aquele cuidado em me pôr à vontade, frisar vezes sem conta “liga sempre que precisares. Não te preocupes com as horas…” e agora nada!
Fiquei parada, no meio daquele temporal, tipo estátua, sem me aperceber de nada - nem das pessoas que me olhavam curiosas nem da chuva torrencial que quase me arrancou o guarda-chuva das mãos.
Balbuciei qualquer coisa sobre o egoísmo e a insensibilidade dos homens, mas quando me acalmei, procurei desculpas – coitado, está a chover e tem que se concentrar na condução”, ou “está ainda em reunião e tem o telemóvel desligado ou “isto não é muito importante. Pode esperar até amanhã! Se calhar até estou a ver as coisas mal.”
Mais ou menos confortada, lá cheguei a casa, mudei de roupa e instalei-me confortavelmente no sofá. Já embrenhada no livro, o toque do telemóvel assustou-me e dado a hora, atendi a medo.
Não precisava - eras apenas tu a desculpares-te por não me teres atendido, - “estava tanta chuva e a polícia estava a vigiar” e a perguntares-me, carinhosamente o que se passava e o que podias fazer por mim.
O que mais posso desejar de um amigo, que considero perfeito!!!

FÉNIX RENASCIDA

Coisas curiosas – os provérbios!
Um dos provérbios que transcrevi mais tarde no meu outro blog, é japonês e diz que as “palavras são como uma teia de aranha”.
A sabedoria oriental explicou-me, melhor que ninguém, como eu, que me esqueci completamente daquele ditado “Quem vê caras não vê corações”, deixei que palavras normais, sem qualquer sentido oculto, fossem deturpadas e mais tarde usadas contra mim.
Fiquei presa numa teia de aranha, que eu própria teci, sem saber como a minha imprudência se tinha tornado a minha pior inimiga.
Mas o provérbio diz também que as palavras podem ser um “abrigo” e foi ao gritar bem alto que rasguei a cortina da minha culpa e do meu remorso e libertei todas as palavras que esmaguei durante anos.

Ao lançar o desafio no BookCrossing sobre os provérbios, fiquei surpreendida e grata pela resposta que obtive.
Por isso, o provérbio índio que a Patiblue me enviou

“A fortuna bate sempre à porta que sorri."

fez com que eu sorrisse novamente e sem bem que o sorriso ainda não tenha atravessado o olhar, pois há ainda corredores sombrios e escorregadios a atravessar, sinto-me como a Fénix renascida.

P.S.: Os provérbios estão a ser publicados no meu outro blog: www.escrevercomamor.blogspot.com

terça-feira, 8 de novembro de 2005

MUNDO E VOLTA

Tão embrenhada estava no mundo dos sonhos que foi muito duro acordar para a realidade.
A realidade de ter que me levantar, quando sinto que o estou a começar a fazer por obrigação!
Porque nada me pertence; com nada me identifico e talvez seja por isso que tenha, mentalmente partido em busca do Taj Mahl.
Ou outro sítio exótico, em busca de calor que agora nos escapa, pronto para semear a destruição e o caos noutro local.
E, eu começo a pensar se, como a minha Mãe diz, não devíamos conversar um pouco mais com Deus.
No sentido literal da palavra – deixar que Ele se aperceba do nosso medo, da nossa angústia, da nossa frustração e só então, ajoelhar-nos e rezar com paz e devoção.
E, nunca esquecer que, e por muito improvável que isso possa parecer, Deus pode fechar uma porta, mas deixa sempre uma janela aberta (ditado muito antigo).
Talvez aí esteja o calor humano, a vida em comunidade e em família, noções que alguns consideram antiquadas, mas que continuam a ser bastante importantes!

sábado, 5 de novembro de 2005

VISITAR O AMOR PERFEITO


Hoje, não sei porquê, acordei a pensar no Taj Mahl.

Na Net, segundo o website que descobri, algumas pessoas acham que se deve estar lá quando nasce o sol – como se estivéssemos a polir um espelho!

Outros dizem que é quando o sol baixa na linha do horizonte e se mistura com os primeiros clarões da lua.

Não sei; só estando lá, vendo como a luz se reflecte nas paredes e jardins do mausoléu, embelezando certos espaços e escondendo outros é que poderei decidir se este é realmente um monumento:

À perfeição
Ou à eternidade
Ou se é simplesmente uma ilusão, uma fantasia
Ou remorso por não a ter amado como devia tal como os cépticos definem o amor

Pouco importa agora; para quê esmiuçar o que é realmente o amor quando um amor, que se diz ter sido perfeito, nos deixa como herança qualquer coisa que nos faz sentir tão pequenos?

quinta-feira, 3 de novembro de 2005

MENSAGEM


Tentei encontrar-te no Messenger, mas não estavas online!
Tínhamos falado sobre a possibilidade de conversarmos online, para estarmos mais à vontade, mas na realidade, não tínhamos combinado em concreto.
Por isso, conversei com outras pessoas, que estavam online e se sentiam tão solitárias como eu, neste dia escuro e triste.
A chuva continuava a cair; a temperatura baixado e era feriado – dia em que, por norma se aproveita para se por o sono, e não só em dia!
A conversa até se tornou interessante, pois todos tínhamos lido determinado livro e como tínhamos opiniões divergentes, falamos abertamente sobre a nossa posição.
Quando decidimos fechar a sessão, a chuva tinha parado, mas as nuvens estavam opacas, ameaçadoras, assustadores e lembro-me que pensei:
“Meu Deus, esta vai ser uma noite de tempestade!” e apressei-me a fechar a persiana, como se esta me protegesse contra a fúria duma natureza revoltada, à procura de sangue.
Quando me sentei, confortavelmente no sofá para ler, não me sentia nada deprimida ou aborrecida por não te ter encontrado.
Deixei-te muitas vezes pistas para me encontrares – algumas vezes, foste lá ter; outras, fiquei sozinha.
Mas, em qualquer ocasião, falamos sempre abertamente, claramente, sem mentiras ou explicações apressadas, atabalhoadas, de quem quer cobrir os rastos duma realidade bem diferente da que quer transmitir aos outros.
Hoje, achas que podes vir saborear um chocolate quente comigo? Só com espuma ou com natas por cima?