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terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010

CARÍCIA


Falemos hoje de exageros
e de versos incorrectos.
Poderá haver exageros,
atitudes incorrectas,
mas versos?
Só se for porque
quebram as regras?
Mas, amor,
o que são
regras?
Principalmente
quando se fala
em amar
e nos sentimos
como adolescentes,
com beijos
sempre pendentes,
e fantasias
inconfessáveis.
Sem nos esquecermos
da ternura do:
"Acaricia-me"
"Onde"
e do meu suspiro,
porque
a tua voz,
junto ao meu ouvido,
é já uma carícia





Foto de Hugo Macedo "Cold and Windy" (Olhares)

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sábado, 6 de Fevereiro de 2010

NATURALMENTE





Acaricias-me a coxa.




Beijas-me o umbigo.




O teu cabelo




roça-me




o queixo




onde a minha mão




se refugia.




Estamos apenas abraçados.




Nem conversamos.




Não precisamos.




O que sabemos




um sobre o outro




o que queremos,




o que desejamos,




um do outro,




flui naturalmente.




Foto: by Marina Segura



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quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010

DE IMEDIATO





Enrosco-me nos lençois.


Enrosco-me em ti.


Sinto-me tentada,


ao vestir-me no teu calor,


a perturbar-te o sono,


a amar-te naquele instante.


Encosto-me, no entanto,


no peito de Morfeu.


E confundo-me com os sonhos,


que a memória traz de volta.


Já não sei quem desejei ser


na adolescência.


Ou quem encontrar,


porque ao encontrar-te,


amei-te de imediato..



Foto de Sandra Marques




"A intensidade do corpo num olhar" (1000 Imagens)
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domingo, 31 de Janeiro de 2010

CONFESSO (UMA HISTÓRIA II)

Amanhã, todos saberão.

O que eu confesso.

O que não tenho medo de admitir

Ter conhecido,

finalmente,

a paixão

e

o prazer.

Com a ternura

do 1º toque.

A surpresa,

o calor

do sentir a pele

contra a pele.

Apesar da timidez,

ao princípio.


Não sei ainda

se estou a

amar

o suficiente.

Entreguei-me

à paixão,

sim.

Pus de lado

a minha máscara

e

desatei os nós

do meu pensamento.

Creio, sim,

que

começo

a amar-te

o suficiente



Foto de Knut Hoftun Knudsen "Depths nº 2"


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Nota: Um novo ensaio poético a partir da mesma frase.

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quarta-feira, 27 de Janeiro de 2010

DE COMO (UMA HISTÓRIA)


Amanhã,

todos saberão.

Como me beijaste,

arrebatadamente,

em público.

Especularão o porquê

de eu ficar surpreendida

e contarão em detalhe

como te tentei afastar

com o braço.

Como eles próprios ficaram

surpreendidos

quando o apoiei no teu ombro

e me rendi,

com paixão,

à sofreguidão

da tua boca.

Não vão esquecer a forma

desenvergonhada como

colei o meu corpo ao teu

e de como os teus braços

me apertaram.

De como olhamos

um para o outro

quando o beijo passou

e eu desatei a chorar.

Como me voltaste a abraçar

e como saímos,

sem pressas,

da sala.

Houve quem ficasse

indignado,

houve alguém que chorou,

feliz por nós.

Quem teve inveja,

bebeu mais um copo

e quem riu...

garantiu

que a noite seria maravilhosa...

Foto de Catarzyna Rzeszowska
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domingo, 24 de Janeiro de 2010




Um dia, poderei não te escrever

e desterrar para a Lua

os meus desejos.



Voltar a ser

recatada,

com os olhos

sempre no chão.



Como pude

ser assim?

Como pude

viver na sombra?



Tenho medo,

amor,

de voltar

para lá.

Não é que não

tenha medo de

outras coisas.



Mas da sombra,

onde esqueceram

o meu nome....



Tenho medo,

amor,

não me deixes

voltar para lá.





Foto de Graça Loureiro, "From here to there" (Olhares)


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sexta-feira, 22 de Janeiro de 2010

INTOCÁVEIS



Simples

divagar sobre a Lua

em frases certas

e vazias.

Escancaro as portas

do meu mundo

quando sonho

em ti.

Deixo que

me guies

no teu.

O nosso mundo

não tem

nome

e somos

egoístas

ao pensar

que

somos

intocáveis...



NOTA:

Termina aqui ou continua
este ensaio/jogo poético?

Decisão vossa.

Regras:


1- Obrigatório o comentário

ao poema em si

2 - Resposta à pergunta feita acima





Foto de Hugo Macedo (Olhares)
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