domingo, 30 de agosto de 2015

SAUDADE



Saudade...
O que posso eu dizer sobre a saudade?
Que palavras posso eu escolher... Para a descrever, para a colorir …
Não posso...
Porque não há cores... Cores que a definem...
Apenas se pode sentir...
Saudade...




quarta-feira, 26 de agosto de 2015

O PECADO DE MADALENA - PARTE III



E o Joaquim lá começou a frequentar as reuniões dos AA, estudou a proposta de trabalho da Madalena e entrou como sócio naquela empresa de produtos têxteis inovadores. De que a Madalena queria desviar parte do capital e investir numa empresa de serviços de que o tal Martim era sócio. Seria? Joaquim duvidava; não gostava nada do tipo que mais parecia um gigolô que um homem de negócios.
Oh, querida! Não penses mais no assunto! Vem almoçar comigo na Furna; adoras aquele restaurante!” dizia, nesse momento o Martim a Madalena.
Enquanto ouvia os desabafos dela, Martim fazia contas. Já tinha conseguido sacar-lhe uns milhares e aquela proposta era apenas para acabar com ela.
Reinventar-se-ia noutra cidade, com outro nome à procura de mulheres solitárias, aborrecidas e dispostas a investir dinheiro nos esquemas fantasiosos dele.
Martim sabia como seduzir uma mulher e esse era o seu trunfo para viver uma vida luxuosa. Sem ter que estar fechado num escritório das 09h00 às 18h00.
O gigolô sorriu quando se despediu da Madalena. Era tempo de arrumar as malas, desligar os telemóveis e partir. Para onde? Para já, Algarve; depois veria.



3ª Parte do meu conto "Caprichos"

domingo, 23 de agosto de 2015

O PECADO DE MADALENA - PARTE II



Sim, o Joaquim era um alcoólico em recuperação. E tudo tinha começado quando a Júlia, a mulher tinha fugido com o professor de yoga e morrido naquele desastre aparatoso. Por muito que lhe doesse a traição, teria recuperado se aquela maluca não tivesse levado também o filho de ambos e a criança não tivesse ficado ligada às Máquinas. As Máquinas que o Joaquim teve que concordar que fossem desligadas. Ficou até ao fim e depois entrou no bar em frente do Hospital e bebeu.

Continuou a beber durante o funeral e nos meses que se seguiram. Desleixou-se, desinteressou-se do negócio até que a Mãe, uma pessoa discreta e que tanto sofreu com o vício de jogo do Pai, teve uma conversa muito séria com ele.

Não foste só tu quem perdeu o Nico. Eu também o perdi e nem sequer te lembras disso! Custa-me, mas o que me custa mais é ver que estás a desistir.

Não só do teu filho, mas do resto do Mundo e tenho a certeza de que o Nico não queria que estivesses assim.”


2ª Parte do meu conto sobre "Caprichos"

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

O PECADO DE MADALENA





Naquele dia, a discussão foi intensa e toda a gente, inclusive o Eduardo Trapalhão parou para escutar.
Nunca a Madalena tinha falado com tanto azedume ao Joaquim nem este tinha elevado a voz assim. Depois a porta do gabinete abriu-se, mal dando tempo ao Guilherme para fugir e a Madalena saiu. Entrou no gabinete dela, fechou a porta com estrondo e baixinho, toda a gente começou a tecer histórias sobre a discussão.

No outro gabinete, Joaquim tentava acalmar-se. O que se passava com a Madalena? Desde que conhecera aquele Martim, estava diferente e hoje tinha sido muito inconveniente. Principalmente porque lhe tinha chamado alcoólico. Apercebeu-se da indiscrição e pediu desculpa, mas já tinha sido dito.


Tema proposto: Caprichos

1ª parte

Nota:
Aceitam-se sugestões sobre o que vai acontecer a seguir

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

VÍCIO II



Sou um homem justo que joga com a vida.
É emocionante estar vivo... 
Acordar de manhã e saber exactamente o que fazer....
Ditar as regras e viver de acordo com isso.
Imprevistos? Há sempre imprevistos... 
Temos que estar preparados para isso; é inevitável... É uma das regras do jogo...
Uma outra regra? Não ter medo de o afirmar... Que viver é um vício fascinante...

Apostamos tudo e ganhamos o Mundo...


Um outro excerto do meu texto sobre o tema "Vício"


segunda-feira, 10 de agosto de 2015

VÍCIO



Pergunta-me se tenho algum vício?
Deixe que lhe faça uma pergunta... Quem não tem um vício?
Há-os discretos e outros são impossíveis de esconder. Todos sabem que “fulano” gosta de jogar nos casinos e perde fortunas, mas ninguém sabe que “sicrano” é adepto de desportos radicais...
Por isso, porque é que está tão interessada no meu vício? Se é viver o meu grande vício...
A vida é o meu jogo e gosto de a controlar... 
Posso jogar ocasionalmente num casino, só pela emoção de lançar os dados e sentir como derrapam no veludo.
Mas sei quando parar; não fico desesperado quando perco...
Porque já perdi o interesse... Já não é um desafio...
E não, não vou negar de que gosto de mulheres bonitas e que conquistá-las é também um jogo...
Que não tem necessariamente que ser perverso; só sedutor e por vezes, extravagante...

TEMA PROPOSTO: VÍCIO

1ª parte do meu 1º rascunho 

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

PERGUNTA NO AR




O que é o vício? O que é a virtude?
O que os define? O que os une?
Ou são o contrário um do outro?
Não sei... Deixo a pergunta no ar...
Se bem que eu ache que a resposta perfeita é
.... VIVER...