sábado, 18 de abril de 2015

POEMA-ME








É uma honra ter uma vez mais um dos meus poemas seleccionado

pela Editora Lua de Marfim e publicado na colectânea acima ...

E será sempre um prazer contar-vos 

uma história da noite 

ou fazer um discurso à chuva...

Obrigada por partilharem 

comigo esta viagem....


quarta-feira, 15 de abril de 2015

EM NOME DE



Choro....
Por ti... Só por ti...
Pela angústia que leio no teu olhar....
Uma angústia que ninguém tão pequeno devia sentir....
Ou mesmo esse terror e solidão que te pesam nos ombros e que não sabes, não compreendes o que é.....
Não sentes o sol nem partilhas os gritos de alegria de quem brinca tão feliz ........
Porque o teu corpo queixa-se...
Da fome que o assalta....
Do lugar sujo e frio onde te deitas... E onde sonhas... e como sonhas!!!
Que alguém te aconchegue a roupa com um sorriso...
Um sorriso que já viste... mas quando?... Já nem te lembras...
Sabes apenas que esse alguém desapareceu e te deixou sozinho...
Deixando-te à mercê de um mundo egoísta e déspota.........



domingo, 12 de abril de 2015

VERDADEIRAMENTE




Não sei que promessas a vida me fez... Lembro-me apenas dos sonhos...
Dos que desapareceram numa nuvem de cinza...
Dos que duraram um segundo, mas fazem com que ainda sorria...
E às vezes, pergunto-me:
O que faço aqui? O que quero verdadeiramente?...
Mas nem a vida me responde...


quinta-feira, 9 de abril de 2015

PEDRAS




Fácil devassar a vida dos outros e lançar pedras...
Talvez queira esconder como a sua vida não é tão perfeita como diz...
Como se sente só e vulnerável...
Tenho pena de si... Não confunda com inveja...
Porque eu sei que a minha vida não é perfeita, mas vivo-a.... Com alma....


domingo, 5 de abril de 2015

EI-LOS QUE PARTEM




Ei-los que partem...
Sem um olhar....
Se olharem, a partida será ainda mais dolorosa, porque os rostos dos que ficam reflectem a mesma dor, a mesma angústia.
E pensa-se: que País é este que deixa fugir quem o ama tanto?
É esse o grito mudo de quem parte, de quem fica amarrado a uma saudade que nunca desaparecerá...
Essa saudade que ninguém compreende, porque se entranha, profunda, na alma, no coração.
Ah, que bom seria dizer: “Não partas!”, prometer soluções que, depois se transformam em pó e ouvir na voz uma revolta surda e verdadeira...
Mas partir na incerteza, com apenas promessas?
Dói...
Como dói! Como torna os dias e as noites amargos! Como destrói o olhar e o sorriso!
Porque cada dia é um sobressalto, cada noite uma angústia...
E o silêncio é um pesadelo...
Esquecem-se os prazeres, vive-se com as promessas...
De um telefonema, de um e-mail, de uma conversa via Skype...
Falta o toque, o beijo, o abraço... o calor humano...
Por isso, respondam-me...
Porque alguém deve saber a razão porque este País ignora as vontades do seu povo....

A minha resposta ao desafio proposto pela Editora Papel d'Arroz sobre a partida.



quarta-feira, 1 de abril de 2015

É MENTIRA - O MAROTO DO TIO BERNARDO




Já perdi conta aos anos que vivo nesta vila simpática onde todos se conhecem e se tratam por tu.
O progresso já se instalou, claro está, mas há regras, porque conseguimos que fosse declarada Patrimônio Nacional.
É o local ideal para escrever os meus romances policiais com um leve toque erótico, e o sucesso que estou a ter surpreendeu-me.
O meu editor está a pressionar-me para que faça uma pequena viagem de apresentação do novo livro, mas estou relutante. Desde que a minha mulher morreu, tornei-me mais solitário e não tenho muito paciência para elogios e perguntas sem nexo.
Por isso, quando o Jaime me veio visitar, achei que ele seria a pessoa ideal para apresentar o livro.
O Jaime estudou literatura moderna, é tradutor e conhece muito bem a minha obra. Já leu o novo livro, tem uma opinião sobre o tema que pode partilhar com o público.
Oh, tio, mas não fui eu quem escreveu o livro. As pessoas vão querer saber como te inspiraste, o porquê de misturar o policial com o erótico, etc....”
Dá a tua opinião! Diz que me quis afastar do crime tradicional, do detective corrupto... Inventa...” sugiro, mas o Jaime não está convencido e abana a cabeça.
Oh, tio Bernardo, está louco. Um livro é muito pessoal; sei lá porque resolveu escrever uma história sobre uma mulher detective e porque é que ela tem um "affair" com um stripper suspeito de homicídio. Porque lhe chamou Renata.” expõe veementemente. Lembra-me o meu irmão Miguel que também adorava um bom debate.
Dá a tua opinião!” repito “Renata era o nome da tua tia...”
Tenho a certeza absoluta de que a tia Renata não era... maluca, digamos!” confessa Jaime
Rio-me também e digo:
Mas era sexy....” e o Jaime atalha envergonhado: “ Não preciso de saber!”
"
Excerto do meu conto sobre a "Mentira" e publicado na Colectânea da Editora Pastelaria Studios com o mesmo nome.



domingo, 29 de março de 2015

O MUNDO





Esta noite, pouco importa o que diz o Mundo...
Nada é relevante... Nada é impossível...
Porque hoje lembrei-me do meu Pai e da sua alegria em viver....