quinta-feira, 21 de julho de 2016

A VERDADEIRA HISTÓRIA DO ZÉ - PARTE I


Desengane-se quem pensa que a minha alcunha - Laço - é porque ando sempre com um laço...

Ah,ah... Perdoem-me se rio, mas detesto andar com laços e gravatas...

Não, deram-me essa alcunha, porque sou alto e esguio e sempre morei na Travessa do "Laço"...

Ninguém sabe o porquê desse nome e ninguém quer saber... 

É uma travessa pacata e raramente a polícia ali entra...

Se bem que eu seja conhecido da polícia; já passei algumas noites na esquadra do Bairro, mas as provas que têm contra mim baseiam-se no " não tenho a certeza; estava tão escuro que não lhe vi bem a cara..." e por isso, soltam-me.

A minha desgraça foi ter conhecido numa dessas noites o Zé da Viola. Achamos muita graça termos o mesmo nome e  alcunhas diferentes.

Conversa puxa conversa e de repente, o Zé pergunta-me se sei conduzir.

" Claro que sim!" respondo indignado " De vez em quando, encontro uns XPTO que levo até à Oficina do Cais. Mas porquê?" pergunto, curioso.


CONTINUA


segunda-feira, 18 de julho de 2016

DEMAIS IV (O FIM)


O jantar tinha sido um verdadeiro sonho...

Um restaurante no último andar, acesso exclusivo a membros e a comida requintada...

Mena sorria quando entrou no carro e o motorista (Zé, João do Laço? Seria?) fechou a porta com deferência.

" Será que este é o homem dos meus sonhos?" pensou instantes antes de receber um beijo
exigente que a fez estremecer...

De paixão? De desejo? Mena não quis aprofundar e relaxou contra o peito do homem.

E pensar que tinham decorrido apenas 48 horas desde que se conheceram no evento que tinha organizado.

Ele destacava-se dos demais... Emanava um ar de poder e de perigo que a fascinou...

" Mmm..." disse a Elvira, o seu braço direito " Este homem não é de confiança! Há qualquer coisa nele que não bate certo."

Mas Mena encolheu os ombros e quando ele lhe ofereceu uma taça de champagne, embora fosse contra as regras, ela aceitou-a.

FIM 

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Aqui fica a minha história (tentativa) escrita do fim do princípio.

Espero que tenham gostado... Eu gostei..

Obrigada pelo incentivo. 

quinta-feira, 14 de julho de 2016

DEMAIS III


" Compreendes, estamos no meio de uma operação delicada e não podemos ter a polícia a bisbilhotar..." explicou o "Boss"...

Como o Zé do Laço não disse nada, o "Boss" continuou: " Não te pedimos nada demais. Apenas que te declares culpado e te cinjas à história que preparamos. E... " fez uma pausa, como se procurasse as palavras certas e acrescentou: " O advogado trabalha para nós e também vamos tentar que seja um dos nossos a presidir o julgamento para que cumpras o mínimo. Quando saíres, tens a vida garantida." esboçou um sorriso nada simpático e saiu.

" Mas o que estás a fazer?" perguntou, alarmada, a Mena e o homem esbofeteou-a de novo. 

Violentamente...

" Larga-me! Estás a magoar-me!!!" gritou, mas ninguém a ouviu. 

A vivenda estava um pouco isolada; os vizinhos mais próximos estavam a 1 Km de distância.


(CONTINUA)

segunda-feira, 11 de julho de 2016

DEMAIS II


Nem sequer pestanejou quando o prenderam no Bar da Eunice, numa viela escura perto da Travessa do Padre...

Até parecia que estava à espera deles, pois levantou-se prontamente e disse:

" Está à minha procura, Inspector? Já calculava!" e não resistiu quando o Bernardes lhe pôs as algemas.

72 horas após o assassinato de Maria Filomena Telmo, gerente da Flower Eventos.

A porta não tinha sido forçada; na sala, havia sinais de luta e manchas de sangue. 

Mas o golpe fatal tinha sido dado no quarto, onde encontraram a vítima meia despida e com o crânio esmagado.

O alerta tinha sido dado por um dos funcionários da empresa que ficou preocupado quando a Mena, como lhe chamava, não apareceu para a reunião semanal.

 (Continua)

Nota:
Ler o post anterior, uma vez que é a continuação da história. 

sexta-feira, 8 de julho de 2016

DEMAIS



E aqui está a minha tentativa de escrever uma história do fim para o princípio...

Sem promessas... Apenas boa vontade...

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Embora o Zé do Laço tivesse confessado o crime e o julgamento estivesse marcado para o mês seguinte, o Inspector Leandro continuava a achar que ele estava a proteger alguém...

A história que ele contou era perfeita demais... 

As respostas eram rápidas, objectivas e o Zé parecia sempre relaxado, mesmo sabendo que poderia ter uma pena entre 5 a 10 anos...

Os jornais não se calavam com o crime que classificavam de "horripilante" e exploravam todos os ângulos possíveis da história...

E na morgue, à espera que alguém a reclamasse, estava uma mulher assassinada em casa, uma vivenda luxuosa perto da Trofa e de quem o Zé do Laço dizia ser o "companheiro"...

" Namorado?" riu-se o Inspector, pois o que faria uma empresária com um ladrão de pequeno calibre como o Zé do Laço?

Mas o Zé apenas sorriu... Calmamente... Como se não tivesse nada a perder...


(Continua)


segunda-feira, 4 de julho de 2016

DÉCADAS



Tive uma ideia extravagante...

Desvendar o fim da história e explicar passo a passo os acontecimentos que precipitaram tal conclusão...

Como Ruben A... 

Mas eu não sou o Ruben A e não escrevi ainda um romance... 

Não sei se tenho coragem... 

A minha primeira tentativa, era ainda adolescente, foi um verdadeiro fracasso...

Mostrei o rascunho às minhas irmãs e elas gozaram-me tanto que desisti...

Durante décadas... 

Até me deparar com o poema da Sophia " A hora da partida"...

Que ainda leio quando me sinto triste, desiludida...


sexta-feira, 1 de julho de 2016

FELIZ


Alguém disse que sou uma pessoa feliz... 

Surpreendeu-me, pois não me considero nada feliz... 

Há até quem diga que pareço estar sempre aborrecida, mas nem todos temos   

que falar e rir tão alto que incomodamos os outros...

Talvez a pessoa o tenha dito, porque conversou verdadeiramente comigo...

Partilhamos ideias, planos.... E descobrimos interesses comuns...

Sem falarmos da vida alheia... Porque a nossa não é vazia...

Por isso, considerando todos os aspectos da minha vida, sou uma pessoa FELIZ...