É impossível não te olhar sentir-te desejar-te em cada
palavra que penso... É impossível não me
perder na loucura e não
pressentir (nessa
loucura) o sentido da
minha vida.....
Hoje, tropeço em tempos de verbo errados, em palavras
mal escolhidas Talvez me perdoes se for em verso
branco E tudo o que faça sentido (no verso) seja a
palavra “sensual”... Pois não há tempo de verbo nem qualquer
outra palavra que melhor me defina (hoje)
Estou
perdida no tempo No
teu tempo Do
meu... Há
muito que nada sei Não
sei como o esqueci Como
o deixei escapar E
o sinta tão distante de mim Num
dia em que tudo é sombrio Eu
própria estou sombria E
as palavras... ….....recuam....
vou gritar violentamente… Como se tivesse perdido, o juízo. Que alguém me escute, mas que não seja o Vento. Para que as palavras fiquem completas e não sejam fragmentos, farrapos… De uma angústia, que não sei, não consigo explicar…
Como as horas são vagarosas, amor, e como as palavras estão sonolentas, sem sentido em mim. Porque este é o meu momento… A minha memória de ti, e de palavras, não precisa... Só de ti, do teu nome...
Nenhum toque é desnecessário; todos são irresistíveis… Nesse gemido sonolento, de quem se amou febrilmente. Em que fomos invadidos, conquistados, esmagados pelo prazer… O prazer mágico do toque que se sente, escorrendo pelo corpo…
Sei que não te sou indiferente… Não posso esquecer as tuas palavras, porque estão gravadas na noite onde me dispo para ti. Por entre trocadilhos, e risos, mas em que te amo tanto.... Se hesito, é porque gosto de prolongar a suavidade do momento, em que o meu dedo sobe até aos teus lábios e fica aí quieto....
Não sei o que dói mais. Se a saudade ou o silêncio, numa noite que é longa demais. Está vazia de amor, é mal-amada por minha causa... Porque não quero partilhar a tua memória.... Não quero dizer que partiste e que eu fiquei...
Não basta, sabes? Dizeres que me adoras e deixares-me assim… Sem nada, um gesto que seja, uma palavra gentil… Só isso que eu quero… Uma palavra que me atenue a dor, a dor que ninguém sabe como sinto. Não há palavras milagrosas, eu sei... E tenho que confiar no tempo… Mas queria confiar em ti...
Esta noite, responderei às minhas próprias perguntas e cederei o meu papel de protagonista à Lua. Não estarei em cena.. Estarei nos bastidores, serei uma mera espectadora da dança burlesca do Vento e da Lua. O que queremos esquecer??? O que escondemos nessa dança frenética, que nos cansa o corpo e a mente?
O retrato da vida... Com caminhos sinuosos, dúvidas e coragem... E falar de medo, não é cobardia.... Se o próprio Hercules duvidou... Se a árvore continua serena, ali à beira do abismo... Se não entrarmos em pânico, podemos arriscar e atingir o topo... O nosso próprio topo, a meta que todos nós temos na vida... E sentirmo-nos tão confiantes e tranquilos como a árvore...