sábado, 24 de junho de 2017

O FILME - PARTE II



MAS TENHO QUE FAZER QUALQUER COISA!!! Decido....

Porque não posso continuar a escrever em maiúsculas para exprimir toda a minha indignação, frustração... 

Sei lá o que hei-de dizer mais...

Resolvo, então escrever um argumento para um filme. 

Isto significa que tenho fazer alguma pesquisa.

Porque não sei realmente como escrever um argumento...

Bastará ter uma boa história?

E o que devo fazer relativamente a personagens? Fortes, problemáticos?

Estou tão habituada a falar na primeira pessoa...

Faço uma pesquisa no Google... Ai, o que é isto?

Guião, Roteiro, Argumento.... É a mesma coisa ou há alguma diferença?

SOCORRO!!! Lá volto eu a escrever em maiúsculas...

CONTINUA




quinta-feira, 22 de junho de 2017

FILME



Se a minha vida dava um filme???

Só se fosse um filme de terror, daqueles que faz com que se salte da cadeira e grite...

Porque é isso que tenho vontade de fazer: GRITAR com letras maiúsculas. 

Sabem o que quero dizer?

Porque é impossível que tudo corra mal todos os dias.... 

Não haja uma palavra de alento, de confiança, de simpatia... Está tudo doido, só pode dizer...

Talvez eu já esteja a ficar contagiada por essa loucura... 

Até já nem me apetece ler um livro.... Eu que adoro livros!!!

CONTINUA

quarta-feira, 21 de junho de 2017

AGAPITO - O FIM


" Com o que se diz..." disse o Livramento e, como o Agapito continuava perplexo, acrescentou:

" Digamos que alguns dos meus negócios não são assim tão claros como este, compreendes? Não te preocupes! Está tudo controlado." e saiu apressadamente.

Como se tivesse visto o Diabo!

O Agapito sentou-se e ficou imóvel por uns minutos. Na sua mente, já se via numa cela minúscula como mostram os filmes americanos.

Quem era o Francisco Livramento na realidade? O que é que sabia sobre ele? De que negócios estava ele a falar?

Drogas? Lavagem de dinheiro?... Agapito deu um murro na mesa....

Claro que era lavagem de dinheiro... Como é que pode ser tão ingênuo?

O que é que devia fazer agora? Fazer dos ginásios um sucesso e mantê-los fora de qualquer investigação policial.

E foi bem-sucedido até ao dia em que o Livramento lhe pediu para confirmar o álibi e foi interrogado pelo Inspector Leandro....


FIM 

 

domingo, 18 de junho de 2017

AGAPITO - PARTE II


Entusiasmado com a ideia, Agapito entregou-se de corpo e a alma ao novo projecto e passados alguns meses, o ginásio estava a funcionar em pleno.

Incentivado pelos pais, o Agapito terminou o Mestrado em Ciências Desportivas e matriculou-se num curso de Gestão.

Estava a ter sucesso e não podia estar mais feliz. De vez em quando, o Livramento aparecia para controlar o negócio, pensava o Agapito, mas não tinha que se preocupar: ele assegurava-se que estava tudo dentro da lei.

Até ao dia em que o Inspector Leandro apareceu no novo ginásio que o Livramento o tinha convencido a abrir.

" É preciso diversificar, pá. " justificou o Livramento e, como campanha de abertura, o Agapito preparou uns vouchers para sessões de treino livre de yoga, pilates, hidroginástica, danças latinas distribuídos na rua e metidos nas caixas de correio.

Satisfeito por ter um ginásio perto de casa, Leandro aproveitou o voucher e foi a uma aula de hidroginástica.

Naquela noite, o Livramento resolveu aparecer e viu o Inspector na recepção. Leandro também o viu, registou o facto na memória e seguiu o funcionário até ao balneário.

" Sabes quem é?" perguntou o Livramento ao Agapito.

Este encolheu os ombros e disse: " Quem?"

" Inspector Leandro Marques da Judiciária. É um tipo esperto. Temos que ter cuidado."  respondeu Francisco.

" Cuidado com o quê? " e a expressão do Agapito era perplexa.


CONTINUA

sexta-feira, 16 de junho de 2017

AGAPITO


Por causa do seu nome surpreendente, Agapito Pedrada foi vítima de bullying.

Os pais disseram-lhe para ter calma, que se não desse resposta, a situação resolvia-se por si.

Mas no dia em que o fizeram tropeçar e ficou com o nariz a sangrar, Agapito não aguentou e respondeu com um soco valente no estomago do opositor.

Resultado: suspensão para um e o Agapito foi transferido para outra escola.

O pai resolveu matriculá-lo num ginásio, numa aula de luta livre para dar vazão à raiva de que o acusavam, mas sem entender verdadeiramente o porquê.

O Agapito era tão bom menino! 

Agapito adorou as aulas e participou em algumas competições internacionais.

Numa dessas viagens, conheceu o Francisco Livramento, dito investidor que, ao conhecer o sonho do Agapito em ter o seu próprio ginásio, prontificou-se logo a emprestar o dinheiro necessário.

Só que o Livramento não explicou exactamente que tipo de investimento fazia....



CONTINUA


terça-feira, 13 de junho de 2017

O REGRESSO - FIM


Sim, Leandro conhecia muito bem o Agapito Pedrada, um dos "correios" do Bando da Cruz.

Também sabia que, algumas vezes a informação prestada era apenas para desviar a atenção das actividades do Bando, mas valia a pena confirmar a veracidade da dica.

Por isso, Leandro pediu ao Bernardes para localizar o Agapito Pedrado e o levar à esquadra " depressa".

Bernardes informou-o de que os corpos eram dos irmãos " Bicudos" e tudo apontava para que tivessem sido assassinados na casa em ruínas.

" Mas para quê cortar a mão do irmão?" inquiriu o Bernardes e o Torcato sugeriu:

" Um gesto de intimidação. Pressionar o "Bicudo" para lhes dar o que eles queriam..." 

" Pois... Mas o quê? " perguntou Leandro " Talvez o Agapito saiba. Ele gosta de falar."

E, efectivamente o Agapito falou. Teria 35 anos, alto de olhos azuis e sorriso franco, mas Leandro sabia que ele podia ser calculista.

Sim, a casa foi utilizada muitas vezes pelo Bando da Cruz para as chamadas "vendas rápidas", mas não nos últimos meses, pois tinham encontrado um local mais discreto.

O " Bicudo"?  Não o conhecia muito bem, mas sabia que frequentava os bares da Zona da República e corria o rumor de que devia dinheiro a toda a gente.

" Principalmente ao Bernardo "Taverneiro", o dono do Bar da moda, o " Tecto". Mas porquê? Qual é o seu interesse no " Bicudo"? Não é importante; é má rês, mas nada mais do que isso." concluiu o Agapito.

" Apareceu morto nessa casa e o irmão também! Estamos a tentar descobrir quem foi. Ouviste alguma coisa?" inquiriu Leandro.

" Só isso! Que devia imenso dinheiro ao Bernardo " Taverneiro" e este pode ter-lhe exigido pagamento. O Pai do Bicudo não tem uma pequena empresa? E não se candidatou ao Portugal 2020? " replicou o Agapito, sorrindo.

Leandro olhou-o e soube, nesse instante, que era tudo o que o Pedrada diria, mas não precisava de saber mais nada para compreender o que se tinha passado.

Queriam o dinheiro que a empresa iria receber e cortaram a mão ao irmão para o "Bicudo" ceder.

Talvez o irmão tenha gritado ao "Bicudo" para não o fazer e o tenham morto para o pressionarem ainda mais.

E podia ter havido uma luta e o " Bicudo" morrido em consequência disso.

Que regresso turbulento! Pensou Leandro enquanto analisava a possibilidade de pedir uma investigação à candidatura da empresa dos Pais do "Bicudo".

" Estou mesmo a ficar velho para isto!" murmurou Leandro.


FIM


sábado, 10 de junho de 2017

O REGRESSO - PARTE V


Mas, pensando bem, Leandro resolveu visitar Damião Centurião, mais conhecido como " Max Perdido" no mundo do jogo e droga, no seu bar favorito.

De " Perdido", o Damião não tinha nada; era astuto e esquivo. Por vezes, dava umas dicas valiosas, mas sem se comprometer.

" Sim, conheço o " Bicudo" ". confirmou e devolveu a nota ao Inspector. " Emprestei-lhe esses EUR 1500,00, mas a dívida já está saldada. Pelo irmão." acrescentou.

" O irmão?" repetiu Leandro e o " Perdido" sorriu, continuando:

" Sim, um rapaz dos seus 20 e poucos anos. Pagou e arrastou o " Bicudo" daqui para fora... Mas qual é o seu interesse nisto tudo, Inspector? Não é que não goste da sua companhia, mas.... " perguntou " Max Perdido", deixando a frase em suspenso.

" A companhia de um Inspector não é bom para o negócio." completou mentalmente Leandro e em voz alta, disse:

" Temos fortes razões para pensar que estão mortos. Estamos a tentar descobrir o que se passou e como encontramos a nota, seguimos a pista." e observou-o atentamente, mas o " Perdido" devolveu-lhe o olhar calmamente.

" Não, Inspector. Tenho outro tipo de métodos para reaver o meu dinheiro." informou secamente Damião, levantando-se num sinal de que a entrevista tinha terminado.

Leandro levantou-se também e despediu-se. No momento em que o segurança lhe abriu a porta, Damião falou:

" Talvez seja boa ideia falar com o Bando do Cruz. O Inspector conhece bem um dos membros."

Leandro voltou-se para o encarar, mas o " Perdido" já tinha saído da sala.

CONTINUA

quarta-feira, 7 de junho de 2017

O REGRESSO - PARTE IV


" É um caso muito triste!" confessou Leandro ao Comandante " Perderem dois filhos assim... Espero que o Bernardes consiga alguma coisa com a busca nos quartos."

" Estes casos são sempre complicados! Prossiga e se precisar de reforços, diga-me!" pediu o Comandante e despediu-se.

Leandro voltou a ler o relatório e perguntou ao Tavares se tinham encontrado algum telemóvel perto dos corpos, mas o detective abanou a cabeça.

Restava esperar pelo regresso de Bernardes; talvez tivesse descoberto alguma coisa que pudessem explorar.

Bernardes regressou quase no fim do expediente com alguma coisa para contar:

" Já deixei as escovas dos dentes no médico legista. E dei ao Torcato a lista dos amigos dos rapazes para ele os contactar e obter detalhes. Os quartos estavam limpos, nada de suspeito, a não ser esta nota." e estendeu um papel ao Inspector.

" Max Perdido - EUR 1500,00. " leu Leandro " Este nome não é estranho, pois não? "

" Não, já o encontramos várias vezes. O Gangue da Moda, é assim que se chamam." confirmou o Bernardes.

" Chama-o cá para uma conversa. Provavelmente, aparecerá com um advogado, mas frise que é apenas uma conversa." aconselhou o Leandro.

" Acha que o "Bicudo" lhe pediu dinheiro emprestado? " questionou o Sargento.

" Talvez. E, Bernardes? " Leandro fez uma pequena pausa antes de continuar " Peça ao Tavares para analisar a situação financeira dos Pais."


CONTINUA


domingo, 4 de junho de 2017

O REGRESSO - PARTE III


" Encontramos o carro do Jorge abandonado em frente a uma casa em ruínas." disse Leandro, suavemente.

" E o Jorge?" perguntou a mãe e Leandro sorriu-lhe antes de continuar: 

" Na mala do carro, estava um corpo e havia um outro dentro da casa... Não, não sabemos ainda quem são.Estamos à espera dos resultados de autópsia; talvez nos possam ceder..."

" Uma escova de dentes, do cabelo... para verificarmos o ADN." atalhou o Bernardes.

Os pais ficaram calados por uns minutos e o Senhor Viriato abanou a cabeça em concordância.

" Gostaríamos de ver os quartos do Jorge e do Rodrigo... Também precisamos de uma lista de amigos, de fotos actualizadas..." continuou o inspector.

" Mas para quê, se não tem a certeza de que são eles? " quis saber a mãe, mas antes de Leandro explicar, o marido comentou:

" Têm que os excluir... Se for caso disso... Acha que tem a ver com drogas, Inspector?" questionou.

" Está tudo em aberto. O Jorge era conhecido naquela zona como o " Bicudo"." replicou Leandro " Se não se importam, o Sargento Bernardes vai com os senhores para ver os quartos dos vossos filhos e trazer o que vos pedimos... "

" Claro, claro, inspector... Tudo o quiser." anuiu o Senhor Viriato, mas Leandro percebeu que tinha sido um choque para ele também.


CONTINUA

sexta-feira, 2 de junho de 2017

O REGRESSO - PARTE II


" Também é bom estar de regresso!" concordou Leandro " Estive a ler o relatório, Bernardes. Acha mesmo que um dos corpos é do tal Bicudo? O que sabemos sobre ele?"

" Pouca coisa! Pequenos delitos! Temos quase a certeza de que a casa é utilizada como armazém; mas o que aconteceu lá verdadeiramente, para já... está tudo em aberto." declarou o Bernardes.

" E a " família"? " perguntou o inspector, mas Bernardes abanou a cabeça e disse que o Torcato voltou a falar com eles, mas apenas confirmaram a história que já tinham contado.

" Sabemos quem é a família do " Bicudo" e pedimos para virem até cá. Devem estar a chegar; o inspector quer falar com eles?" questionou.

" Gostava de ter mais pormenores, mas com os corpos quase em decomposição, o médico legista terá que fazer mais testes." murmurou Leandro.

Tavares bateu à porta e sem esperar por resposta, entrou, anunciando a chegada da família do " Bicudo".

Os pais do "Bicudo" eram pessoas discretas e Leandro, em breve ficou a saber que tinham uma pequena empresa de pavimentos e derivados e que planeavam expandir o negócio, candidatando-se aos fundos de Portugal 2020.

O " calcanhar de Alquiles" era realmente aquele filho que tinha descoberto as drogas, que usava para " explorar o Universo", sem bem que não percebessem bem o que ele queria dizer.

" Têm a certeza de que é o carro dele? Têm alguma ideia onde ele pode estar? É que também não sabemos onde está o Rodrigo, o irmão." acrescentou o Pai.

" Já telefonamos a todos os amigos, mas nada. Íamos avisar a Policia, mas entretanto, recebemos a vossa chamada." explicou a Mãe.

Leandro trocou um olhar com Bernardes e sentou-se melhor na cadeira.

CONTINUA