sexta-feira, 29 de julho de 2005

ESSENCIAL

Pior que a morte de um homem é a morte das ideias
Frase que a minha irmã sublinhou em certo capítulo do livro
“As duas mortes de Sócrates” de Ignacio Garcia-Valiño, um romance histórico, escrito tipo policial com uma abordagem “essencialmente moderna e original”, como diz o resumo.
A frase é verdadeira, porque muitas vezes, não há um seguidor capaz de ultrapassar os ensinamentos do mestre, aprofundar ainda mais o porquê das coisas.
E não é novidade nenhuma – todos nós sabemos que isto acontece por medo – medo de fazer perguntas, medo das respostas, até medo de nós próprios.
Seja na Grécia antiga, seja em pleno Século XXI – tão velha como o mundo!
Custa aceitar isso, porque representa uma má organização, falta de valores e de audácia da sociedade em que vivemos – as aparências iludem, diz o ditado.
E o que nos ensinou Sócrates?
A analisar a nossa mente, a ponderar todos os pontos de vista.
A mensagem que fica?
Vamos continuar onde os outros pararam; vamos a ter ideias, desenvolver essas ideias e tal como Sócrates, não ter medo de as expor!
Na minha opinião!
Porque eu sei o que é ter medo de tudo e de todos!

quarta-feira, 27 de julho de 2005

O TEMPO A PASSAR

Como o tempo custa a passar, quando nada tenho para preencher o espaço aberto pela tua mentira.
Melhor dizendo, a incoerência da tua história ou será que pensaste que eu não compreenderia?
Aquela história que me contaste, a tal mentira branca, insignificante para me desviar atenção…
Transforma-se numa bola de neve e sabes?.....
Odiei que se tivesse derretido na palma da minha mão – que a queimasse como se quisesse gravar uma mensagem, que já compreendi, mas em que não quero acreditar.
Não quero cometer o erro de estar a ler nas atitudes dos outros coisas que lá não estão (já falamos sobre este meu defeito), mas é impossível não compreender o que não tens coragem de me dizer frontalmente.
Mais uma vez!
Mais uma vez encontro um buraco na tua história que me contas para disfarçar, sei lá o quê….
Fica tudo no ar, sem explicações………

É só comigo ou és assim para toda a gente?
Mais uma coisa a aprender e a ter que esquecer…..
como o texto daquele autor desconhecido que a Carmen transcreveu no seu blog “Você pode…” diz.
Podemos fazer tudo, podemos ser uns gigantes, mas há pessoas que temos que deixar para trás, pois só nos complicam a vida!

domingo, 24 de julho de 2005

EU, A VENTANIA E A SOFIA

Ao abrir a pasta, encontrei o rascunho para a minha história.
Uma história para crianças, esses seres maravilhosos que nos fazem sentir “grandes” em sentimentos e desejos.
Porquê uma história para crianças? Eu, que não tenho filhos – nunca terei – e pouco convivo com crianças.
Não sei; talvez porque são um público mais exigente e eu quero responder a esse desafio.
Porque eu própria exijo dos autores que aprecio e leio coerência, bom desenvolvimento da história, bom enquadramento na época, caso se trate de um romance de ficção histórica.
Porque nunca tentei escrever uma história completa, com personagens e achei que uma história para crianças era um bom ponto de partida.
Lembram-se da Ventania e da sua gata Sofia?
Já escrevi aqui no blog sobre estas minhas 2 personagens, transcrevi a frase de abertura, mas a uma certa altura "bloqueei" e sinto que há qualquer coisa que me está a falhar.
Li livros de autores infantis, para estudar as palavras que usam, as imagens que constroem para me guiar.
A verdade é que não lhe tenho dedicado muito tempo; talvez agora, nas férias com calma, eu consiga fazer o que Eugénio de Andrade aconselha num dos seus poemas:

paciente; espera que a palavra amadureça……”


sexta-feira, 22 de julho de 2005

QUEM ÉS TU, LEONOR TELES?

Quem és tu, na verdade?
Leonor, Leonor Teles serás, na verdade, a “Rosa Brava” descrita no livro de José Manuel Saraiva?
Largas o teu veneno, corrompes a terra, expulsas quem te faz frente, cravando esses teus espinhos, sem dó e piedade?
Coisa feia, Leonor – pensares só em ti, no que te faz feliz, no poder que terás e para quê, não me dirás Leonor?
Acabares os teus dias sozinha, numa cela de um convento, envenenada!
Jogaste e perdeste – a tua beleza o teu maior trunfo, as intrigas a tua verdade!
Depressa te descobriram, Leonor – serás uma vitima ou uma mulher que nasceu fora de época?
Seja em época for, Leonor, calcar os outros para atingir os nossos objectivos não é boa política.
Não nos devemos rebaixar, devemos lutar pelo que achamos ser justo, mas Leonor, intrigas, manipulação, não!

Engraçado, Leonor estudei-te no Liceu, mas nunca te liguei importância, mas agora até estou interessada.
Vou navegar na Net, ver o que dizem sobre ti e descobrir quem foste!!!!!

quarta-feira, 20 de julho de 2005

SACRA

Quem é que não conhece a “Ave Maria” de Gounot?
Ontem, descobri por acaso na FNAC, um CD com excertos de música, que eu chamo de música sacra e que a ouvir tipo concerto ...... só numa Igreja!
Exactamente porque a considero música sacra e se estamos a louvar a Deus, uma Igreja com boas condições acústicas como a da Lapa, é o sítio ideal.
Ou a Igreja do Marquês, mais moderna que a da Lapa, que, com a ajuda dos paroquianos e uma série de iniciativas, angariou dinheiro suficiente para comprar um órgão.
Assinalou essa compra com um concerto, convidando uma orquestra e um coro especialista em tocar e cantar música sacra.
Infelizmente, não me lembro do programa; lembro-me da excitação, da emoção das pessoas por terem concretizado um sonho.
A Igreja do Marquês organizou o seu próprio coro, com o seu solista residente, embora convide outros solistas e gere um programa variado para a comunidade e para quem quiser ir.
Como eu, que não pertenço à paróquia e fui assistir ao concerto com a minha irmã.

Até fui convidada para subir e ver o órgão de perto.
Há muito tempo que não vou a um concerto assim – às vezes, porque a publicidade é muito discreta e feita boca a boca.

Outras, vejo o anúncio tarde de mais e como é por convite, já não o posso levantar.
Um concerto de música sacra, num domingo à tarde, é uma boa ideia.
Há quem não goste; acha que “abanar o capacete” é melhor, mas quem é que pode esquecer o poder e a beleza do Messias” de Handel?

terça-feira, 19 de julho de 2005

EM CONFLITO

Nada melhor que um biscoito de canela para saborear depois de beber o pingo.
Nem sempre o como, mas hoje apeteceu-me.
Ontem foi um dia difícil – tive que ir a casa à pressa, pois o enfermeiro que faz o penso à ferida que a minha Mãe tem na perna disse que esta estava inflamada e era melhor ser vista por um médico.
O meu lado rebelde gritou “Porque é que não nos deixam contratar alguém que esteja lá todo o dia, que ouça o que o enfermeiro tem para dizer e caso disso, chamava logo a ambulância para a levar ao Hospital?”
Mas não; insiste em estar sozinha e assusta-nos com telefonemas deste género – “Nem calculas o drama que está lá em casa” disse-me a minha irmã e acrescentou “Estou como o tolo no meio da ponte. Nem sei o que fazer!”
Eu também não; continuo a achar toda esta história muito estranha, mas quando tento argumentar, a resposta é “Já te contei tudo. Temos que aguardar.”
E, aqui estou eu, dividida entre o remorso, a culpa e a raiva!
Remorso,
porque talvez devesse ter ficado em casa.
O lado racional diz-me que ela não foi sozinha ao Hospital – a minha irmã quis ir e não se justificava, portanto a minha ida.
Culpa, porque, embora nada seja dito, leio censura nos olhos dos outros .
E lembrei-me que uma vez tu disseste-me que “muitas vezes, as pessoas falam do que não sabem”. E, com ou sem razão, vão continuar a falar do que não lhes diz respeito.
Por isso, porque é que me estou a sentir culpada?
Raiva, porque a situação está controlada; está medicada; mudaram o tratamento.
Acho que o enfermeiro assustou-a e devia ter aconselhado calma. Talvez ele tenha falado com pouca diplomacia; são pessoas de idade e tudo que saia fora da rotina é um drama.

Aliás, para a minha Mãe tudo sempre foi, é e será um drama!
Cansa-me brutalmente, até porque sinto que às vezes reajo assim e entro em conflito comigo mesmo para contrariar esse lado negativo!
Acreditem - não é nada fácil!

domingo, 17 de julho de 2005

DESEJOS

As pessoas são engraçadas:
Há as que ficam admiradas quando lhe chamamos a atenção para o facto do prazo de pagamento da Factura estar ultrapassado, apesar de estar escrito a negrito que é a “30 dias da data”.
Há as que se apressam a dizer que houve lapso dos Serviços responsáveis, que vão averiguar, mas garantem a liquidação no decorrer daquela semana.
E há ainda as que fazem de conta que nem receberam o fax….
Falo em “engraçado”, mas tenho vontade de chorar, porque num passado não muito longínquo, era raro, muito raro mesmo ter que contactar os clientes e pedir-lhes o pagamento da Factura.
O problema com que eles se debatem é o meu. Falta de liquidez!
Não numa escala tão grande, mas tive que fazer cortes para viver com uma certa “folga”.
Não vou tantas vezes ao cinema como gostaria; almoçar ou lanchar fora só de vez em quando, em ocasiões muito especiais!
Deixei de fazer as minhas viagens e refugio-me sempre que posso em casa da Cristina, que organiza passeios interessantes
.
Como o que fizemos a Cascais – visitamos primeiro uma exposição de cerâmica chinesa; depois deambulamos pelas ruelas estreitas do centro e acabamos na Baía, a tirar fotografias e a fingir que éramos turistas ingleses.
Este ano, tencionamos visitar o Panteão e subir até ao Castelo de S Jorge para descobrir as 7 colinas, levar um livro qualquer para ler a descrição da batalha entre D Afonso Henriques e os Mouros e fingir que somos um desses cavalheiros que o ajudou a entrar em Lisboa.
Ou a odalisca, a quem arrancou o véu e por quem se apaixonou a ponto de esquecer o voto que fez – a reconquista de Jerusalém – e voltou para trás para o seu castelo!
Como todos nós!

sábado, 16 de julho de 2005

BONS SONHOS

Nada como um bom livro para desanuviar!
Como sempre – em inglês e com um titulo bastante curioso!
“Little earthquakes”, mas assim que li o resumo, percebi que o tema central é a gravidez e as consequências, ou seja, como cada uma das 4 mulheres retratadas está a viver a gravidez.
Porque são 4 mulheres – 3 delas conheceram-se na aula de yoga e a quarta anda nitidamente perdida.
Há muitas perguntas, já tenho algumas respostas, (creio que uma delas ficou afectada pela perda do bebé), mas ainda não posso dizer concretamente o que se passa.
Cada capítulo é dedicado a uma das 4 mulheres, pouco a pouco descobre-se o que ela faz, o que sonhou, as suas desilusões e expectativas.
Um livro inteligente, porque deixa as pistas no ar para que nossa imaginação funcione, embora não seja um estilo inovador.
Já li livros semelhantes, alguns muito bem conseguidos; outros uma autêntica desgraça, porque o autor não soube contornar a situação.
Não deixa de ser agradável, contudo “estatelar-me” em cima da cama, suspirar de alívio, pensar que só falta um mês para estar de férias e abrir o livro para seguir atentamente a história de Becky, da Kelly, da Lia e da Ayinde.
Quanto ao “estatelar-me”, é de propósito que a estou a utilizar.
Enganei-me e em vez de dizer que "deitar, estender ao comprido", disse "estatelar".
Gargalhada geral e a partir daí, nem pensar em dizer outra coisa que não seja:
"Vou estatelar-me"!
Bons Sonhos!

sexta-feira, 15 de julho de 2005

QUEIXAS

Na Visão desta semana, há uma crónica humorística, muito bem escrita!
Um estilo muito directo e a desenvolver uma tema bastante interessante:
Classificar os empregados de mesa/balcão dos nossos Cafés e Esplanadas!

Quem se lembraria disso?
Alguém que é muito observador e que pinta um quadro interessante da nossa sociedade.
O que nos faz rir ainda mais é a forma como ele fecha o texto:
Ou acaba o Verão depressa ou terei que fazer terapia
E eu, embora rindo, não posso deixar de dizer:
Ou Agosto chega depressa ou eu despeço-me”
Porquê?
Porque não cabe na cabeça de ninguém que um colega de trabalho me fale ou me mande um SMS como o que recebi ontem.
“Eu desliguei-lhe a chamada?” e mesmo que fosse verdade, qual era o problema, uma vez que me faltou ao respeito?
Pode negar, pode dizer o que quiser, mas eu acho que me faltou ao respeito. Eu pedi ajuda e tudo se resolveria com uma conversa franca.
Claro que “bloqueei”, quando me falam alto e deitam cá para fora todas as frustrações, todos os problemas pessoas e profissionais com que se deparam.
Agora que estou mais calma, vou deixar “rolar”, não dar importância, porque estamos todos a precisar de férias – foi um ano muito cansativo!
De qualquer forma, até às férias, já que eu também posso amuar, vou “bloquear-lhe” o acesso ao meu telemóvel.

Que é meu, particular!
Cujo nº ele tem para que, mesmo fora de horas, se precisar da minha ajuda ou de me dar um recado urgente, me possa contactar!
Está decidido - vou mudar de profissão!
Pensar nisso seriamente durante as férias!
Talvez trabalhar como freelancer seja mais fácil!
Ou não???
É que eu adoro ser "correspondente em linguas estrangeiras!!!!!!!

quinta-feira, 14 de julho de 2005

FINALMENTE

Finalmente, hoje vou sair à noite!
Vou só comer uma “francesinha” com as minhas irmãs. A Mãe foi operada e a Cristina achou que Lisboa podia passar uns dias sem ela e munida de malas, revistas e livros, bateu-nos à porta, com um sorriso franco e cheia de histórias malucas.
Até o ambiente sombrio, pesado que enche a casa se evaporou e eu até já digo piadas, canto canções “pimpa” só para escandalizar.
O efeito é o contrário e acabo por ficar com dores nos maxilares de tanto rir.
Ontem foi por causa das peúgas invisíveis que comprou para o marido e que me quis à viva força mostrar.
Cansada, a desejar ardentemente um bom banho e uma cama cheirosa, a última coisa a preocupar-me é realmente o tipo de peúgas que o meu cunhado usa – não lhe vou levantar a perna da calça para me certificar disso!
A partir daí, esqueci-me por completo do cansaço e da minha preocupação, excessiva talvez, em não ter um computador com memória suficiente para que eu faça o meu trabalho sem sobressaltos.
Desta vez, não bloqueou; avariou mesmo e não perdi todas as informações, porque partilho uma pasta com alguém que gosta de controlar e guardar tudo.
Não sei o que é que vão resolver; improvisamos para que eu continue a trabalhar normalmente, mas não sei até quando vai durar.
Vai ser uma noite óptima – as 3 manas juntas, a tentar encontrar a luz tão própria da “night”.
Não sei se vamos falar tudo ou continuar a esconder segredos, que sabemos que existem, mas que não podemos resolver.
Uma queixa-se que não tem vida própria; a outra tem o conforto de uma família, mas sente-se isolada e eu...
..................continuo a navegar à procura da luz!

...............................................Detesto as sombras!

segunda-feira, 11 de julho de 2005

PALAVRA-CHAVE

Parece que a palavra-chave deste Verão é o “segredo”.
Desde o “Segredo do Rio” de Miguel Sousa Tavares para as crianças até ao “Segredo do Chocolate” para os mais “entradotes”.
Emprego a palavra, não no sentido pejorativo, mas apenas para indicar que somos igualmente “crianças” para quem a palavra tem um outro significado e o livro responde a necessidades diferentes.
A necessidade de um bom livro que chama a atenção – o resumo de um livro leva-nos à conquista espanhola por Cortés das chamadas Américas, de um jovem que parte em busca de ouro e glória.
Só que encontra um feiticeiro e uma nativa por quem se apaixona e que o seduz através da magia do chocolate.
Qual é o segredo?
Qual é a magia que o chocolate esconde e nos torna viciados?
Terá sido por isso que o nosso jovem herói está condenado a viver no limbo?
Será que há realmente pessoas que não tem sossego, nem em vida nem na morte, porque lhes falta alguma coisa?
O livro é de um autor americano que não conheço e fiquei curiosa em saber o desfecho desta história perdida na história dos tempos:
Uma época que apenas vivemos pelos olhos dos outros que interpretam papéis preciosos, frágeis, quase relíquias e que partem, por esses desertos, por essas florestas esquecidas, para tentarem descobrir a origem deste mundo.
Uma época para darmos largas à nossa imaginação e reinventar novos segredos.
Quem sabe se não vamos escrever um livro sobre um segredo nosso?

sexta-feira, 8 de julho de 2005

UMA SERENATA

Pensei que eras tu a fazer-me uma serenata!
Que tinhas contratado os “Mariachi” para me seduzir ainda mais – não é o que os filmes antigos, do tempo dos nossos avós e pais mostram?
Mas não era uma serenata – é apenas um vento egoísta que se levantou, sabe Deus donde e varre tudo o que lhe aparece pela frente.
Lá ao longe, ouve-se o ruído seco do trovão e o calor tornou-se sufocante!
Preferia que fosses tu a fazer-me uma serenata e à chuva – ainda guardo boas recordações desse filme!
Quem é que pode esquecer o bailado magnífico do Gene Kelly e aquela canção fabulosa “I am singing in the rain”?
Pois é, confesso – gosto de chapinar nas poças e de molhar os sapatos...
Enfim, prazeres infantis!
A minha Mãe resmunga e pergunta-me se “isso é a conduta ideal de uma mulher com 44 anos!”.
Esta mulher de 44 anos até gostaria de se tornar bailarina, se pudesse.
De tocar piano e quanto a falar Francês, já falo!
Onde é que eu estava com a cabeça para ter “perdido” todo este tempo, a fingir que tinha uma vida cheia?
O que é que significa exactamente “vida cheia”?
Isso ficará para outro post; para já, vou imaginar que alguém me canta uma serenata.
Para reviver tempos antigos – histórias que ouvi a pessoas para quem este mundo é uma grande confusão e cujo comentário favorito é:
“No meu tempo, isto acontecia”.

quinta-feira, 7 de julho de 2005

QUEBRAR HÁBITOS

Não sei se reparastes, mas ainda não quebrei o hábito de te contar em primeira mão todas as novidades sobre a minha "ilustre" pessoa!
Talvez nem todas, mas as mais importantes guardo-as para ti e lá vai um e-mail ou um SMS.
Às vezes, não respondes; outras é só um "Ok", mas desta vez, foi um sincero "Acho que sim, sobretudo se te faz feliz" e escreveste a negrito.
Faz-me feliz, sim; pensei que tinha perdido o rumo, mas agora esqueci tudo, apesar das nuvens pretas continuarem lá.
Já nem te falo destas "nuvens", pois sei que vais novamente brincar comigo e eu vou ficar sem saber se estás a falar a sério ou a brincar.
As tuas brincadeiras nunca me irritam, porque nunca me humilham e agora, que apanhei o "jeito", respondo-te à maneira.
Por isso, aguardo ansiosamente a tua nova "partida"....porque eu já estou a preparar a vingança!

terça-feira, 5 de julho de 2005

NA ERA DO "LIGHT"

Com o Verão finalmente a entrar em força e o cheiro a férias cada vez mais intenso, vamos organizar a leitura.
É importante estarmos a par do que acontece no mundo literário e seleccionar os livros dos autores que conhecemos bem ou de que nunca ouvimos falar.
Que podem ser muito “light” e sobre os quais tenho as minhas reservas.
Muitas vezes, o fim é pouco real; é previsível; nada tem a ver com o mundo em que vivemos.
Eu gosto de ser surpreendida pelo fim; chegar ao fim e dizer “nunca pensei nesta possibilidade”.

Compreendo que, e dado o stress da nossa vida diária, se procure fugir a livros com enredos complicados ou não se leia mesmo.
Procura-se prazeres mais imediatos e mediáticos e há muito tempo que eu não faço uma loucura desse tipo.
Já nem sei o que é deitar-me às primeiras horas do dia e acordar com os olhos inchados e os ouvidos a zumbirem ainda do barulho....
E com tantas mudanças que houve, acho que nem tenho roupa adequada nem sei como hei-de estar...
Ia, de certeza destoar e é por isso que um:
Bom concerto
jantar agradável e discreto
ou
Estar sentada à beira da piscina ou num jardim a conversar
É igualmente um prazer...
Não tão mediático, mas muito “light
”....
Como o Verão!!!

segunda-feira, 4 de julho de 2005

UM "SE" A IGNORAR

Há quem diga que sou frágil e cheia de complexos.
Há quem ache que o meu maior problema é ser insegura.
Mas quem me conhece desde sempre, diz que estou muito mais independente, muito mais alegre e converso muito mais à vontade.
E é com um sorriso nos lábios que escrevo, porque resolvi arriscar e vou avançar com um projecto que discuti há algum tempo com a minha professora de francês.
Aprofundar ainda mais os conhecimentos de uma língua, em cujo universo navego facilmente vai permitir valorizar-me profissionalmente e em caso disso, “reconverter-me”.
Porque eu adoro fazer traduções; acho que o desafio é muito maior do que estar sentada a uma secretária a enviar e-mails
.
Lá vou eu empregar a palavra “excitante”, mas é a única que me ocorre, pois transmite tudo o que estou a sentir.
Tenho que me preparar, esclarecer todas as dúvidas possíveis, comprar um bom dicionário e sobretudo, pensar que vou conseguir.
Com tanta conversa à minha volta, de “eu sou brilhante”, “eu sou mesmo bom nisto”, etc, acho que não há qualquer problema se eu me vangloriar um pouco e disser que "vou ter um resultado brilhante"....
Ciente, no entanto que em 6 meses muita coisa muda e no dia do exame, posso "bloquear" e não ser capaz de traduzir uma palavra
- mas esse é um "se" que vamos ignorar!!!

sexta-feira, 1 de julho de 2005

COR AZUL

Pensei em mudar o nome do blog.
Talvez um nome mais sugestivo; mais brilhante, mais excitante!
Pensei em “Senhora da Casa”, que é o que o meu nome significa.
Há uma história bíblica por trás disso:

Bem-vindo sejas Senhor a esta humilde casa” – terá dito a irmã mais velha de Lázaro a Jesus - Marta = Senhora da Casa que o Filho de Deus abençoou com a Sua Presença.
Essa é a história que corre na Família; a minha Avó paterna era uma pessoa muito devota e como nasci em Maio, sugeriu o nome.
Os meus Pais tinham decidido chamar-me “Anabela”, mas (nunca saberemos porquê) o registo não aceitou e a minha Mãe lembrou-se do que a Avó tinha dito e chamo-me, portanto Marta Maria.

Um nome simples e bonito, como eu gosto e é por isso que vou manter o nome do blog -
Minha Página.

Mas o que este título evoca é:
Páginas e mais páginas em branco,
Que eu posso preencher à minha vontade,
sem restrições,
sem sentimentos de culpa ,
sobre a vida,
a minha vida e como eu, enquanto pessoa, sinto e vejo esse dom extraordinário que é estar viva.

Gostaria imenso de saber o que é vocês pensam quando lêem a “Minha Página”.
Às vezes, perfumo as páginas; noutras, faço desenhos com cores fortes e algumas, têm traços fortes e negros!

Mas a cor dominante é o azul!
Por isso, é que estou a escrever a azul - porque é uma cor transparente!