sexta-feira, 8 de julho de 2005

UMA SERENATA

Pensei que eras tu a fazer-me uma serenata!
Que tinhas contratado os “Mariachi” para me seduzir ainda mais – não é o que os filmes antigos, do tempo dos nossos avós e pais mostram?
Mas não era uma serenata – é apenas um vento egoísta que se levantou, sabe Deus donde e varre tudo o que lhe aparece pela frente.
Lá ao longe, ouve-se o ruído seco do trovão e o calor tornou-se sufocante!
Preferia que fosses tu a fazer-me uma serenata e à chuva – ainda guardo boas recordações desse filme!
Quem é que pode esquecer o bailado magnífico do Gene Kelly e aquela canção fabulosa “I am singing in the rain”?
Pois é, confesso – gosto de chapinar nas poças e de molhar os sapatos...
Enfim, prazeres infantis!
A minha Mãe resmunga e pergunta-me se “isso é a conduta ideal de uma mulher com 44 anos!”.
Esta mulher de 44 anos até gostaria de se tornar bailarina, se pudesse.
De tocar piano e quanto a falar Francês, já falo!
Onde é que eu estava com a cabeça para ter “perdido” todo este tempo, a fingir que tinha uma vida cheia?
O que é que significa exactamente “vida cheia”?
Isso ficará para outro post; para já, vou imaginar que alguém me canta uma serenata.
Para reviver tempos antigos – histórias que ouvi a pessoas para quem este mundo é uma grande confusão e cujo comentário favorito é:
“No meu tempo, isto acontecia”.

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