quarta-feira, 20 de julho de 2005

SACRA

Quem é que não conhece a “Ave Maria” de Gounot?
Ontem, descobri por acaso na FNAC, um CD com excertos de música, que eu chamo de música sacra e que a ouvir tipo concerto ...... só numa Igreja!
Exactamente porque a considero música sacra e se estamos a louvar a Deus, uma Igreja com boas condições acústicas como a da Lapa, é o sítio ideal.
Ou a Igreja do Marquês, mais moderna que a da Lapa, que, com a ajuda dos paroquianos e uma série de iniciativas, angariou dinheiro suficiente para comprar um órgão.
Assinalou essa compra com um concerto, convidando uma orquestra e um coro especialista em tocar e cantar música sacra.
Infelizmente, não me lembro do programa; lembro-me da excitação, da emoção das pessoas por terem concretizado um sonho.
A Igreja do Marquês organizou o seu próprio coro, com o seu solista residente, embora convide outros solistas e gere um programa variado para a comunidade e para quem quiser ir.
Como eu, que não pertenço à paróquia e fui assistir ao concerto com a minha irmã.

Até fui convidada para subir e ver o órgão de perto.
Há muito tempo que não vou a um concerto assim – às vezes, porque a publicidade é muito discreta e feita boca a boca.

Outras, vejo o anúncio tarde de mais e como é por convite, já não o posso levantar.
Um concerto de música sacra, num domingo à tarde, é uma boa ideia.
Há quem não goste; acha que “abanar o capacete” é melhor, mas quem é que pode esquecer o poder e a beleza do Messias” de Handel?

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