sábado, 12 de novembro de 2005

AMABILIDADE REPENTINA

O que dizer da tua amabilidade repentina?
Estava tão habituada aos teus gritos, às tuas ofensas que agora me sinto “esmagada” com tantos “se fazes o favor”, “quando estiveres mais livre” ou “obrigada”.
Estou desconfiada, porque conheço-te o suficiente para saber que esta amabilidade toda não vai durar e um dia destes, vais destruir em cinco minutos a tranquilidade que eu cultivei a custo.
Não será mais honesto da tua parte dizer exactamente o que queres?
Uma carta, uma tradução?
Não te vou dizer que não e até sabes que eu o gosto de fazer!
Por isso, diz lá o que queres ou será que estou a cair novamente no erro de ler nas atitudes das pessoas coisas que lá não estão?
Sou misteriosa? Não digo facilmente o que penso? Mantenho-me distante?
Nunca ouviste dizer que “gato escaldado, da água fria tem medo!”? Ou que conheces dos teus amigos? a cara ou o coração?"
E porque é que vou confiar em ti quando me tratas como se me tivesses ódio?
Ah, não sabias?
É o que te leio no olhar, muitas vezes e como te recusas a falar comigo sobre isso, eu mantenho as distâncias, porque já me magoaste muito e apenas me quero proteger!

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