quinta-feira, 3 de novembro de 2005

MENSAGEM


Tentei encontrar-te no Messenger, mas não estavas online!
Tínhamos falado sobre a possibilidade de conversarmos online, para estarmos mais à vontade, mas na realidade, não tínhamos combinado em concreto.
Por isso, conversei com outras pessoas, que estavam online e se sentiam tão solitárias como eu, neste dia escuro e triste.
A chuva continuava a cair; a temperatura baixado e era feriado – dia em que, por norma se aproveita para se por o sono, e não só em dia!
A conversa até se tornou interessante, pois todos tínhamos lido determinado livro e como tínhamos opiniões divergentes, falamos abertamente sobre a nossa posição.
Quando decidimos fechar a sessão, a chuva tinha parado, mas as nuvens estavam opacas, ameaçadoras, assustadores e lembro-me que pensei:
“Meu Deus, esta vai ser uma noite de tempestade!” e apressei-me a fechar a persiana, como se esta me protegesse contra a fúria duma natureza revoltada, à procura de sangue.
Quando me sentei, confortavelmente no sofá para ler, não me sentia nada deprimida ou aborrecida por não te ter encontrado.
Deixei-te muitas vezes pistas para me encontrares – algumas vezes, foste lá ter; outras, fiquei sozinha.
Mas, em qualquer ocasião, falamos sempre abertamente, claramente, sem mentiras ou explicações apressadas, atabalhoadas, de quem quer cobrir os rastos duma realidade bem diferente da que quer transmitir aos outros.
Hoje, achas que podes vir saborear um chocolate quente comigo? Só com espuma ou com natas por cima?

1 comentário:

Carmem L Vilanova disse...

Eu acredito que sim, que aceitará o teu convite... :) fico torcendo para que tudo dê certo, se é mesmo a vontade de ambos... :)
Muitos beijos para ti, querida amiga... e muito boa sorte... :)