sábado, 11 de março de 2006

SONHAR EM OLINDA

Parei para sonhar, para subir novamente as ruelas sinuosas de Olinda,
que parecem ter saído
das mãos dos responsáveis pelos adereços.
Uma cópia fiel de uma cidade perdida no meio dos tempos e da floresta!
Uma cidade gloriosa outrora e mantida para atrair os turistas que visitam um País diferente
.
Mas o que esta romântica incurável nunca esquecerá será:
ter chegado, ofegante ao cimo de uma dessas ruelas, parado numa praça e olhado para baixo, seguindo com olhos a linha das copas das árvores e lá ao longe, visto o mar, conquistando novamente a areia.
Senti-me poderosa, humilde, eu sei lá – tudo aquilo que sinto quando aqui apanho o autocarro e meia hora depois, desço na Foz.
Claro que há diferenças – nem posso fazer qualquer comparação – mas,
do que falo, é da paixão que o mar marca em mim, a paz interior que me conquista e faz com que eu renasça.
Fico mais forte, vibro mais com as coisas
e a janela da minha cabeça,
que alguns consideram oca e fechada,
porque são eles próprios ocos e fechados, rasga-se ainda mais.
Porque a palavra-chave aqui é MAIS
e ao abrir a revista e rever Olinda, foi…..
entrar no Paraíso!

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