segunda-feira, 13 de junho de 2005

COM DIGNIDADE

De quem vou falar?
De Ramon Sampedro e porquê?
Porque estive com o livro dele nas mãos, Cartas do Inferno na mão e gostei muito do pouco que li
.
O retrato de um homem, que argumentou a sua causa perante os tribunais e quando lhe negaram o direito de morrer, não hesitou em suicidar-se.
Não vou dizer se acho que o suicídio é um acto de cobardia!
Nem tenho o direito de questionar os motivos que levam uma pessoa a cometer tal acto!
Posso apenas dizer que tenho pena que não tenha pedido ajuda; que não a tenho encontrado a tempo!
Claro que a morte “assistida” de Ramon Sampedro levantou a questão da eutanásia.
Sim ou não?

Não sei: acho apenas que se ele pensava, e escreve na última página do livro:

A vida vale a pena ser vivida enquanto podemos valer-nos por nós próprios; quando deixa de ser assim, é melhor terminá-la, pois continuar não tem sentido

tinha o direito de morrer, como morreu, consciente e com dignidade.
Como todos nós temos o direito!

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