terça-feira, 20 de dezembro de 2005

SABER O QUÊ

Enfim, confesso – estou novamente desorientada e não gosto nada de me

sentir assim, pois estou farta de prometer a mim mesma que não vou ligar

às tuas brincadeiras idiotas.

Ontem, quase que me arrancaste a cabeça, como se tivesse ferido

mortalmente o teu ego e eu tive que recuar apressadamente, dar-te uma

resposta curta e seca que cortasse qualquer hipótese de discussão.

Seguiu-se o silêncio, um silêncio árctico, tão profundo e tão frio que

quase me convenci que tinhas desaparecido da face da terra
.

Não suportei o "suspense" – talvez não o devesse ter feito – e quebrei

o "gelo", pedindo desculpas e prometi solenemente que não se falava mais

nisso.

Que não se falou, não se falou, mas como geralmente quando temos uma

discussão, amuas e evitas-me, etc - atitude própria do menino malcriado

que és - nunca pensei que tu brincasses assim comigo
.


Respondi às brincadeiras, com um sorriso um pouco irónico, porque

como estamos no Natal, vou deixar-me "convencer" que aderiste ao

espírito da fraternidade, da solidariedade e da amizade que anda pelo ar

esta semana e de que todos falam, mas que infelizmente esquecem nos

outros dias do ano
.

Mesmo que não mo desejes, Feliz Natal para ti!

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