quarta-feira, 8 de fevereiro de 2006

LENDA PESSOAL

Voltando outra vez ao Paulo Coelho, no livro “O Alquimista” ele diz:

Quanto mais se chega perto do sonho
Mais a Lenda Pessoal se vai tornando
A verdadeira razão de viver

Mas eu não me quero transformar numa lenda ou desenvolver uma pessoal.
Eu apenas não me quero afundar e ontem, voltei a chorar ao passar pela Praça, a Praça que mais parece um monte de cimento do que uma Praça e ouvir alguém dizer:

“Mas os jardins? O que é que eles vão fazer aos jardins?”

Sim, onde estão os jardins dos amores perfeitos?
Com as pombas a esvoaçar, a esconderem a cabeça da “Menina Nua”, a lutarem pelas migalhas de pão que uma alma caridosa espalha.
O facto de por ali passar uma nova linha de Metro não significa que se transforma um dos ex-libris da cidade num local impessoal, arrancando todo um passado e enterrando as memórias em postais, fotografias e gravuras, num livro que será publicado anos mais tarde e que fará com que toda a gente diga “Ah, que interessante, era assim que a Praça era?”
É o habitual; é o que se diz sempre; uma “deixa” de um filme de 2ª categoria!
Pensando bem, talvez seja esta a minha Lenda Pessoal – sonhar que a Praça continua igual.

1 comentário:

Carmem L Vilanova disse...

Querida amiga,
Estou um pouco melhor da gripe, e por este motivo hoje vim visitar-te, ler-te e dizer-te que deixei um pequeno desafio para ti lá no meu blog... hehehehehe... :o)
Muitos beijinhos e muitos sorrisos para ti, minha querida!