domingo, 16 de abril de 2006

TODO O TEMPO DO MUNDO


Tenho todo o tempo do mundo” disse o meu Pai e a família seguiu-lhe o exemplo.
Estamos todos muito relaxados, como se efectivamente tivéssemos todo o tempo do mundo – que queremos deixar lá fora para que não perturbe a paz familiar.
Mas eu sinto-me irrequieta, o silêncio começa a oprimir-me e por isso, saio.
Faço como o meu Pai – vou ver se a “rua continua no mesmo sítio”.
A rua continua, sim no mesmo sítio; as pessoas não – desaparecem algumas, aparecem outras que modificam, dão outra vida, outro rosto à rua.
E aqui estou eu, na rua deserta à procura de algo que me diga que é efectivamente a rua da minha infância tranquila e cheia de regras.
É a rua da minha infância; eu apenas modifiquei as regras e vejo-a agora com outros olhos, com outra perspectiva.
Quando volto para casa, tenho um leve sorriso nos lábios e já não me sinto tão irrequieta!
Hoje, Domingo de Páscoa é um dia em que devemos fazer tudo por tudo para ter todo o tempo de mundo!

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