segunda-feira, 24 de abril de 2006

MEMÓRIA E SENTIMENTOS

Sempre com o livro atrás, deambulei pela cidade, clara e fresca, de rosto aberto em mil sorrisos e de braços no ar à procura do sol.
Parei para lanchar e abri calmamente o livro, mergulhando profundamente na intriga palaciana armada por Leonor Teles, que começo a detestar.
Contudo, o que chamou a atenção não foi o carácter manipulador de Leonor Teles, mas sim uma frase, que li e voltei a ler para tentar decifrar a veracidade do que afirma.
Diz o seguinte:

“…..nos únicos espaços privados da condição humana: o da memória e o dos sentimentos”.

Diz-me a experiência que, embora privados – não há qualquer dúvida sobre isso – se houver uma brecha, podem ser sempre invadidos, infiltrados e destruídos.
Por vezes, nem o amor resiste!
Ou a verdade!
Só fica a esperança!
É a minha opinião, não sei se estou certa ou errada – é apenas o que sinto!
E vocês
?
P.S.: O romance é de José Manuel Saraiva e chama-se Rosa Brava. Recomendo-o vivamente!

3 comentários:

Pitucha disse...

Marta
Ainda bem que recomendas o livro. Vou comprá-lo da próxima vez que for a Portugal.
Quanto à tua pegunta é tão, mas tão complicada. Se fechamos os nossos espaços privados completamente nunca teremos relações plenas; se os abrimos corremos riscos imensos.
Neste momento, e devido à fase por que passo, acho mais prudente fechá-los, mas não gostaria que fosse assim para sempre!
Beijos

AS disse...

Já ouvi comentários elogiosos ao "Rosa Brava", que estava esgotado na FNAC de S.ta Catarina! Vou á Bertrand ver se o encontro...

Um beijo

lazuli disse...

se houver uma brecha, podem ser sempre invadidos, infiltrados e destruídos.
Por vezes, nem o amor resiste.
Ou a verdade.
Só fica a esperança.

Palavras sábias essas. Só fica a esperança, o resto não resiste à voragem.
Mas eu sou uma negativista, não vás por mim que não acredito no amor. Nessa matéria anda meio mundo a enganar o outro.
Acredito em algumas "espécies" de amor, apenas.
O resto é..esperança.
Mas aconselho todos a amar, deve valer a pena quando se acredita.
Beijos.