Esta é a história de uma gata felpuda... O nome é Sophia, com “ph”, por ser francesa e aristocrata. Não é aventureira e desdenha o jardim, preferindo a suavidade dos tapetes. Até que um dia, confusa com a multidão que invade a casa, os choros e os lamentos, foge para a cave e ali fica. Nunca lá esteve; é um local escuro e com um cheiro estranho, mas sente-se segura. Não entende a comoção, não sabe ainda que o dono morreu e está sozinha. Enrosca-se em cima de uma velha manta e adormece. Quando acorda e se aventura até lá cima, estranha o silêncio. Mia, percorre as salas vazias, à procura de comida e do dono. Mas há qualquer coisa que mudou, Sophia sente-o e entra em pânico. Volta a percorrer a casa, à procura de uma janela, uma porta aberta para fugir para o jardim, também ele já diferente, cheio de folhas secas e relva pisada. O que se passa? Repete Sophia incessantemente. Onde está o seu amado dono? E se saiu, porque é que não lhe deixou leite na tigela com...