quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

LIBERTAR

Apenas o abdómen descansa no chão...

O tronco ergue-se, inclina-se para trás......

Numa doce flexão...

As mãos seguram os calcanhares.........


Sou um anel......
Que encanta,
brinca com o fogo.........

Sou uma roda...
De uma azenha......
Madeira sem cor, com falhas,
podre de anos a fio
a água do ribeiro recolher......


Ou um simples moinho ...
Contra fantasmas e papões luto,
o vento nas suas cruzadas acompanho,
e de espada em punho
o bem defendo..................

O bem (estar) de que o meu corpo se rodeia.........
E que a minha mente liberta...............

5 comentários:

Teresa David disse...

Que belo poetizar a partir do bem estar do corpo, realmente só mesmo tu para tirares palavras belas do teu Mundo quotidiano!
Bjs
TD

angel bar disse...

...Ou a roda gigante duma improvisada feira popular onde correspondes à afinidade de fazer rir e amar no mundo, dentro de um pequeno círculo...

Um beijinho

Alexandre disse...

Bom, este poema lê-se quase da mesma maniera como respiramos, com naturalidade, as palavras correm ao sabor do texto, ao sabor do vento... de espada em punho vamos todos defender o bem-estar...

Super beijinhos!!!!

o alquimista disse...

Adorava fazer ginásio a ouvir-te ler o poema...era interessante, agora a sério gosto da tua paleta de palavras...

doce beijo

Peter disse...

Olá Marta! Gostei de ler-te, gosto sempre.
Mandei-te um postal. Espero que gostes e que não leves um mês a recebê-lo.

Estes artigos sobre o Porto, de que gostastes, irão continuar à média de um por semana. Tenho recebido intensivos e isso é gratificante.

Tudo de melhor para ti porque o mereces.