segunda-feira, 22 de janeiro de 2007

A CARTA

Há anos que estou esquecida, votada ao desprezo.........

Já ninguém sabe como é escrever uma carta..........

Escolher o papel cuidadosamente,
liso, branco
ou mais sofisticado, colorido, com um desenho estampado num dos cantos......

A pomposa caneta de tinta permanente
ou uma simples esferográfica Bic.....

A frase de abertura:

Ex.mos Senhores – muito formal, a criar uma barreira

Meu querido, meu amor, minha paixão - uma explosão, uma declaração de sentimentos profundos...

Olá, lindo - numa manifestação descontraída, mas não menos carinhosa de amizade....
O texto em si,
discreto, apaixonado ou brincalhão...

E, finalmente para terminar.......

Com os melhores cumprimentos....

Ciao amore mio, paixão da minha vida..........

Ou simplesmente,

Até logo, amiguita……..
Um beijo grande……………..

6 comentários:

Pontos_nos_psis disse...

No último natal, recebi dois postais. Para o ano talvez não receba nenhum, pois é coisa que (a par com as cartas) está em vias de extinção. É uma pena... ainda me lembro de ir comprar papeis de carta com cheirinho a rosas, para enviar para pessoas especiais... o tempo vai avançando e agora o que nos resta são os e-mails e os sms ... :( beijinhos Marta

AEnima disse...

sabes, este natal comprei um bloco com papel de carta lindo e envelopes. Estava com saudades de escrever. Escrevi aos meus amigos todos do coracao. Como nao tenho as moradas de nenhum (sei onde moram, so, nao chega, ne?) nao as enviei. Mas o proposito era mesmo esse, era servir de terapia, expressar os meus sentimentos numa altura em que me sentia tao sozinha. E adorei, escrever as cartas, ver a minha caligrafia num bom papel e sempre uma experiencia interessante... toda ela fala por mim!

Mil beijinhos

José disse...

Ao passear pelos blogs entrei no teu, gosto imenso da maneira como descreves peuqenas coisas do dia a dia.
Parabéns.

Um abraço.


José

Borboleta disse...

Oi Martinha...recebi a tua carta ;)..hehhe

Tenho uma caixa onde guardo as cartas que recebi...escusado é dizer..que a última recebida,ainda foi no outro século...:)

um beijinho para ti ...

Alexandre disse...

Tão importantes que as cartas foram para mim há mais de uma vintena de anos atrás... cheguei a manter mais de 30 correspondentes em Portugal e no estrangeiro, Itália, Suécia, Polónia...

Agora quase deixei de escrever cartas - todos os anos compro postais pelo Natal mas acabo por não os enviar - mas tenho pena do tempo em que ir ao correio era um ritual e não um sacrifício...

Agora ir ao correio comprar um selo é das coisas mais difíceis de fazer: e isto porque no correio trata-se de tudo, as filas são intermináveis e comprar um simples selo é a maior dificuldade - não sei se isto é uma desculpa mas para dizer a verdade nem sei qual é o preço de um selo normal - só sei que dantes pagavamos um selo normal para a carta chegar no dia seguinte - e os tempos eram outros - agora paga-se azul e não se sabe quando chegará...

Por outro lado assinar revistas é cada vez um risco maior: a maior parte não chega ao seu destino e muitas publicações estão já em grandes dificuldades por causa das desistências dos seus assinantes. É a coisa mais fácil, desviar revistas e jornais, não há prova de nada... porque já não há carteiros como antigamente!!! Infelizmente! Dantes os carteiros tocavm pelo menos sempre duas vezes, agora não tocam nem uma!!!!

MARIA VALADAS disse...

Muito interessante este tema!

Escrevi centenas de cartas...recebi outras tanto!

Cartas de amigo...cartas de amor!

Mais tarde... era obrigatório escrever no emprego. Com a entrada das novas tecnologias...deixei de escrever e viciar-me em enviar tudo pela net!

O pior...nem dos CTT aqui argumento, mas sim para carregar o telemóvel... etc...a net!

Aconteceu um episódio engraçado:

Uns meses atrás....num acto em que tive que assinar o meu nome ínumeras vezes....olhei para a caneta e para a minha mão.... e verifiquei com assombro...que a minha letra estava diferente!

A partir desse instante... procuro
sempre que posso, ESCREVER!

Escrever com caneta..e relembrar o tempo...em que escrevia cartas de amor!

Tão lindas que eram!

Um abraço amigo da
Maria