quinta-feira, 12 de outubro de 2006

ESTE SILÊNCIO

Este silêncio....

Odeio – o ........

Traidor, tal como uma serpente, entre nós desliza lenta e elegantemente, envolto num véu opaco...

Que me impede de lhe ver os olhos, de ler o que lá gravado está...

Esquivam-se, perdem-se numa distância altiva, arrogante........

Sinto a minha cabeça a latejar, a boca seca e dali, decido fugir............

Num instante, visto o casaco, corro pelas escadas abaixo e quase caio no patamar na ânsia de à rua chegar.........

Numa séria provocação ao sol de Outono....

Só paro lá cima, na Rotunda ao pé da estátua....

De quem, há séculos atrás, por entre as suas patas poderosas, orgulhosamente esmagou a ambição da águia imperial......

7 comentários:

.*.Magia.*. disse...

O Silêncio...

Umas vezes amigo, outras inimigo!
Umas vezes procurado, outras evitado!

Gosto de silêncio...mas só quando o procuro, quando é ele que me procura não gosto!

Beijinhos!!!!

o alquimista disse...

Olá Marta
Convido-te a subscrever acampanha que estou a fazer para chamar a atenção para as crianças abandonadas, republicando no seu espaço o meu post com um pequeno texto comentário seu...

Um doce beijo

125_azul disse...

Quando a angústia te persegue, os textos saem ainda mais bonitos. Mas não queremos, preferimos a outra beleza sublime dos dias leves e felizes, da saia rodada, das pernas ao léu.
Beijinhos, até amanhã

Anónimo disse...

O silencio, ás vezes tao profundo que se torna mais pesado que o ar... a insustentavel força do ar!

Mas, depois vem outro dia, e agradecemos por um silencio leve, que nos traga paz, conforto, armonia.

:)

Escuta o teu mundo... disse...

Tudo depende do tipo de silêncio que sentimos dentro de nós.
Eu gosto do meu silêncio... :)

Pierrot disse...

O silêncio tem dois rostos.
O da solidão e o da introspecção.
As vezes, qando queremos saber o que realmente nos preocupa, o que realmente nos interessa, o que realmente nos ocupa o coração e a alma, basta ficar em silêncio, fechar os olhos, e ver para onde vai a nossa mente.
E aí no silêncio percebemos...
Bjos daqui
Eugénio

amita I disse...

Olá Marta
Vim ler-te e agradecer a tua visita. Estive de férias, muito necessitadas, pois há muito que não me dispunha a viajar. Foi bom, muito bom, cheguei mais leve e de mente renovada.
Comecei a ler os teus textos poéticos no sentido inverso mas voltarei já lá acima. Todos os que li são muito belos e muito tristes.
Parei neste só para acrescentar mais uma face ao silêncio focada no belo comentário de Pierrot que é: sem solidão nem introspecção, o bem-estar com o nosso próprio Eu. Neste caso, no silêncio há uma suave melodia, há vozes que nos dançam baixinho, há brilhos acompanhando os nossos passos mesmo quando parados e há tantas coisas mais, Marta, que nem sentimos o tempo passar. Talvez seja uma forma de estar na vida, talvez o resultado da procura do silêncio pacificado que cheguei a sentir em menina e que finalmente o reencontrei, quem sabe se não será o estatuto que a idade permite e que nem a sinto.
Já vai longo este comentário, mas o meu intuito é ajudar-te, com amizade, a ultrapassar esse silêncio de solidão que pressinto nas tuas palavras. Não sou melhor nem pior que ninguém, sou igual a tantos/as: humana.
Um bjinho grande e um raio de sol na nossa chuvosa cidade