quarta-feira, 3 de maio de 2006

A SERPENTE E O SILÊNCIO



Ontem, o silêncio "sufocou-me" !
Como uma serpente enrolada ao meu pescoço, pronta a abraçar-me mortalmente caso eu desse um passo em falso.
Que passo em falso, meu Deus eu daria?
Não sei – ontem até tentei passar despercebida.
A única nota de cor era a camisa branca, que acabei por vestir num rebate de consciência para quebrar a monotonia do preto, para não acentuar ainda mais a magreza do meu corpo e da minha alma.
Ao fim da tarde, "perdi-me" no barulho indiscreto de Santa Catarina.
Fiquei ali, parada, tipo estátua, à procura dos últimos raios do sol, que me encontrou e me fez tornar novamente "parte" deste mundo irrequieto, mas aliciante!

2 comentários:

AS disse...

A mão preferida do silêncio, não conhece repouso. É como a serpente que atravessa a noite procurando uma presa...
Por isso são tão acolhedores os raios de sol que nos devolvem a este mundo irrequieto, mas aliciante!

Um beijo Marta

Pitucha disse...

Aquece-te no sol Marta mas não te esqueças de alimentar o sol que está dentro de ti!
Beijos