segunda-feira, 1 de maio de 2006

"THE LOOK OF LOVE"

Tal como o amor não tem uma linguagem específica, as sensações também não a têm e fiquei céptica quando ouvi a expressão “vender sensações”.
O que é “vender sensações”?
Tal como o amor, a sensação é uma coisa muito íntima, muito pessoal!
Será, talvez a ligação entre o espiritual e o físico, entre o desejo e a paixão, entre a vontade e a verdade das coisas.
É o misturar das cores – o vermelho que se associa à paixão, o branco à leveza e o azul à tranquilidade.
O preto é a cor que apela ao segredo e à discrição
e o rosa???
Bem, o rosa é a minha cor pessoal, que acrescentei à palete das cores universais com que se pinta habitualmente o amor.
É o meu lado romântico a falar – escolher como tema “The look of Love” na versão de Dianne Krall e desejar que não me deixem partir.
Que não me torne apenas um nome de alguém, de quem se lembram vagamente…..

3 comentários:

Pitucha disse...

Algumas sensações vendem-se e compram-se. Por isso vamos às montanhas russas! Para ter sensações.
Mas o amor, não se vende, não se compra, dá-se, recebe-se, rejeita-se...
Beijos

lazuli disse...

seremos descartáveis um dia e enquanto esse dia não chegar, sonhamos. Porque tudo o mais é efémero e uma gloriosa mentira que alimentamos ..porque é necessária, é como a Fé.

Beijos

AS disse...

Marta este texto lembrou-me um poema de Manuel Alegre, do qual te deixo aqui um pequeno excerto:

Não leves o sol nas mãos
quando fores amoe á praça
onde até o sol se compra
onde até o sol se vende
e sobretudo não digas
essas palavras que nascem
da brisa que nasce em ti
quando passares pela praça
onde se compram palavras
onde as oalavras se vendem

Nem perguntes pelo nome
que no peito escrito trazes
porque há nomes que se compram
os nomes também se vendem
nessa praça onde tu passas
tão sem preço como o preço
que o vento teria amor
se o vento tivesse preço.

(...)

Um beijo...