terça-feira, 13 de março de 2007

NOVO DESAFIO DA SEMANA

O meu desafio desta semana é o seguinte:
O texto que transcrevo é um dos primeiros textos que escrevi e coloquei neste blog.
O que agora vos peço é que o reescrevam, o embelezem.
CONDIÇÃO: Todas as palavras que eu escolhi tem que estar obrigatoriamente no vosso texto; acrescentem outras palavras, modifiquem a estrutura, a sequência das frases, etc.
Boa sorte - como sempre, deixem aqui nos comentários ou no vosso blog. Quanto à minha versão, se quiserem que a escreva, digam!

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Tento antecipar-me à chuva, que me surpreende na rua....
Corro à procura de abrigo, mas mesmo assim, o casaco é trespassado pelas pingas grossas, que queimam a pele sem dó e piedade.
Desfaz-me o penteado e só se ouve exclamações de raiva, frustração e risos divertidos.
Eu ri também, pois não faço qualquer esforço para me resguardar.
Tento proteger o botão frágil de rosa, que alguém, num gesto simpático me ofereceu!

10 comentários:

Alexandre disse...

Não é fácil mas vou tentar:

«Corro à procura de abrigo, tentando antecipar-me à chuva. O casaco é traspassado pelas exclamações de raiva. A frustração e os risos divertidos fazem-me rir também.
Desfaz-se o penteado e as pingas grossas surpeendem-me na rua, queimando a pele sem dó nem piedade. Tento resguardar a rosa frágil, mas não faço qualquer esforço para me proteger do gesto simpático que alguém me ofereceu!»

Pronto, as palavras não estão exactamente iguais mas o sentido penso que sim. Boa ideia este desafio. Beijinhos. Muitos!!!!

Thunder disse...

O meu texto está aqui

http://sentircomaspalavras.blogspot.com/2007/03/desafio-da-marta.html

Espero que gostes!

Bjs.

Pierrot disse...

Ui, não sei se mereço sequer mudar o que quer que seja nesse teu texto...
É como que riscar uma obra de arte...
Mas enfim, aí vai:

Caio, tropeço, levanto-me e tento antecipar-me à chuva que me molha até à alma e me surpreende na Rua...
Olho por cima do ombro, franzo o sobrolho, procuro vislumbrar no meio da neblina e da chuva que me cega a iris, um abrigo.
Mas nem sei se procuro um abrigo para a pele, para o corpo que já começa a sentir o frio, pois o casaco é trespassado pelas pingas grossas e que queimam a pele sem dó nem piedade, ou se procuro um abrigo para fugir do tempo que perdura na minha memória, fugido de um qualquer relógio para descansar de um olhar saudoso...
Enquanto me desfaz o penteado, refresca-me a lembrança, e traz-me à ideia o motivo pelo qual estou à chuva, tão ou mais sério que as exclamaçoes de raiva que ouço, de frustração e risos divertidos...

O resto, fica ao teu critério ;-)
Bjos daqui
Eugénio

Thunder disse...

Perdida em sentimentos passados e saudosos, passeio na rua sem descobrir qual a direcção que me leva até ti! O dia está cinzento - "Ai, como gosto de dias cinzentos, a cor da saudade!" -Tento antecipar-me à chuva, que me surpreende na rua....Corro à procura de abrigo, (queria o abrigo dos teus braços, o calor do teu corpo...) mas mesmo assim, o casaco é trespassado pelas pingas grossas, que queimam a pele sem dó e piedade. Queimam... de saudade porque tento imaginar que os pingos grossos são os teus dedos a acariciar-me o corpo. Mas acordo para a realidade quando me invadem os sons que me rodeiam! A chuva desfaz-me o penteado (mais uma vez imagino que são as tuas mãos em louco desejo a despentear-me e, então, sorrio e arrepio-me) e só se ouvem exclamações de raiva, frustração e risos divertidos. Eu rio também, pois não faço qualquer esforço para me resguardar: o meu corpo é controlado pelos meus pensamentos que te pertencem...assim com eu! Tento proteger o botão frágil de rosa, que alguém, num gesto simpático me ofereceu! A seguir às boas recordações que me deixaste como herança, esta rosa é a única coisa que me faz sentir mais perto de ti...A chuva passa.
E tudo o que me resta são saudades...!


Fica aqui também o texto!
Bjs.

C_BRITTO disse...

Não tento antecipar-me adoro chuva! É que dentro de mim há trovoes e ventanias.
Corro à procura de abrigo, pois o casaco transpassado não consegue suporta os pingos grossos que caiem queimando a minha pele fina sem dó e piedade.Olho para os lados e ouço risos divertidos que por hora são para mim. Eu rio também! Desfaz-me o penteado, não importa, pois só me preocupo em proteger o botão frágil de rosa que alguém, num gesto simpático me ofereceu!

PS. Só não vale zuar...rs...! Pois queimei toda a minha massa cinzenta!!!

Adorei o desafio! Faz mais...
Beijos no teu coração!

un dress disse...

resguardo a rosa. em botão. sou ainda pequena ao abrigo que me corre que me surpreende que me antecipa. me socorre. botão em que mal ouso tocar. a fragilidade de um corpo adormecido.

a chuva. que queima a pele sem piedade e que exclamo. leve. grossas as pingas. não me esforço ouço calo. e calo a chuva. e antecipo às vezes rindo...rindo corro rio. antecipo...rio.
alguém.

desfaz-me a pele humedece a pele o cabelo despenteado desfeito em redemoinho. simpática. docemente. divertida. penetrante a chuva lisa branca. que trespassa. minha.

oferecida. contra-raiva. corro. contra-frustração. contra-o-casaco--atravessado. dias de água. chuva.

a minha função. hoje.
guardar a chuva.:)


beiJO Marta.

foi um belO desa-fio!! :)))

Pitucha disse...

Olá Marta

Aqui está a minha contribuição:

"O céu olha-me ameaçador, cinzento chumbo, pesado.
Tento antecipar-me à chuva, que me surpreende na rua....
Apresso o passo como se tivesse um destino em mente, uma meta a atingir. Sinto no rosto as gotas que começam a bailar no ar húmido. Baixo a cabeça e corro à procura de abrigo, mas mesmo assim, o casaco é trespassado pelas pingas grossas, que queimam a pele sem dó e piedade.
Desfaz-me o penteado e só se ouve exclamações de raiva, frustração e risos divertidos. Paro sem fôlego e sinto-me perdida no meu dos chapéus-de-chuva que se chocam em conflitos espaciais. Observo os limpa pára-brisas que incansavelmente lutam pela visibilidade e os peões que dançam à frente dos carros, fugindo à chuva, fugindo ao trânsito, tendo por objectivo o outro lado da rua, o outro lado da vida.
Um menininho, de galochas amarelas, salta de poça em poça e ri quando os salpicos lhe chegam às mãos em cumplicidade de brincadeira.
Eu ri também, pois não faço qualquer esforço para me resguardar.
Tento proteger o botão frágil de rosa, que alguém, num gesto simpático me ofereceu!
Uma gota desliza suavemente pela pétala macia e acaricia depois a minha mão.
E percebo que não vale a pena fugir da chuva."

Beijos

Thunder disse...

É só pessoal cheio de criatividade! Todos exercitaram a massa cinzenta!

Alexandre disse...

Muito bem, parece que o desafio rsultou em cheio, é preciso é imaginação e os comentadores habituais têm-na. Parabéns a eles e à Marta!!!!

Um beijinho!!!!

Ant disse...

Antecipo-me às pingas grossas que me desfazem a raiva, porque frágil e inútil.
Prefiro os sorrisos das pétalas que me queimam os dedos, porque desejadas, porque conquistadas.
De ti, apenas sei que amas o perfume destas rosas, que guardarei para sempre, num canto apenas meu.

Um beijo doce...
(no fear, please...)