terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

PÁDA (CAMINHO)

Sobrevivemos…

Eu e a cidade………….

Ao bombardeamento em massa da chuva…

Oblíqua, fria, insistente…………

Nada faço……………fico parada……………..

Nem escrever consigo………………….

Apago as luzes, abro os cortinados e.....
a persiana não fecho…………

Deixo que a chuva dance nos vidros
num sapateado exímio……………..

Beije, torture, lapide……………….

Como um diamante,
transparente,
de cor rosada……………

Perfeitos, pacientes continuam os vidros...

Como eu, que sentada na escuridão continuo…

Inconscientemente, a posição de Buda assumindo……….

E à procuro do meu páda (caminho)……………..

9 comentários:

* White Roses Princess* disse...

está originalmente lindo..

parabens...


******************


*White Roses Princess*

Borboleta disse...

Como sempre palavras doces e belas..jinhos e boa semana

Teresa David disse...

Poder-se-ia chamar o bailado do tempo cinzento, que miras pela janela na tua posição de Buda, bem propria de quem precisa e sabe se descontrair. Bonito.
Já tenho a 2ª história no meu blog, esta bem diversa da outra.
Bjs
TD

Aluena disse...

Olá MARTA,
Amiga PARABÉNS!...
Este poema está muito bonito.
Continua voltarei.
Deixo beijos e saudades.
Vem tomar 1BICA quentinha
junto à lareira.
http://bica.blogs.sapo.pt
AMIGA SEMPRE
ALUENA

João Cordeiro disse...

Olá,
Que posso eu dizer se os meus olhos não falam!
Transmitem emoções, a essa beleza inconfundível
que as palavras me transmitem
Aqui estou eu para te dar o meu apoio e solidariedade
Soberbo... continua…
Meu blog:
http://www.sonhadoremfulltime.blogspot.com/

C_BRITTO disse...

“Deixo que a chuva dance nos vidros num sapateado exímio” que inspiração!!!
Suas palavras são lindas Marta, como sempre.
Amo teus poemas!

Beijos doces no teu coração.

Alexandre disse...

Acho que andamos todos à procura desse páda... e o pior é que se calhar já nos cruzámos com ele algumas vezes e não o soubemos reconhecer... a vida é uma busca constante de algo, que por vezes nos provoca angústia por não sabermos exactamente aquilo que buscamos... assim fôssemos como a chuva que cai livre e se transforma em milhões de partículas e se mistura e volta a subir e volta a caír sob a forma de chuva ou de neve. Liberdade que a nossa vulnerabilidade nunca poderá alcançar...

Mas tentemos...

Peter disse...

Marta, belo texto. Sinceramente gostei.

Ant disse...

Que boa parceria aqui está.
E o medo... esse bicho mau que sempre incomoda...
Beijos Marta