quinta-feira, 15 de setembro de 2005

ILUSÕES E TRISTEZAS


Sopra-me o vento ao ouvido:
O que é que esperavas?
Abro os lábios, mas não consigo articular as palavras e o vento ri-se, dá-me o que passa por um beijo na face e desaparece.
E até a “Menina Nua da Praça”, que pouco fala, diz numa voz fina, sem timbre, abanando a cabeça, reprovadora “Oh, Marta, Marta.”
Fico só, a conversar com o espelho que apenas me devolve a imagem de alguém triste, porque se iludiu novamente.
Só que desta vez é diferente:
não mendiguei – mantive a minha integridade intacta, mas não sei se me serve de consolo!
Talvez, agora com o beijo, a nossa história inacabada possa ter um final.
Supõe-se que as pessoas aprendam alguma coisa;
infelizmente, às vezes isso só acontece nas histórias – na vida é bem diferente!
Agora que obtive resposta à pergunta que me atormentava, o tal “se” de que já falei, talvez eu esteja livre!
Completamente!
Afinal, sempre aprendi alguma coisa com a fantasia, com a expectativa que criei e que terminou com um beijo.
Curioso os caminhos do coração e do destino
!

Sem comentários: