quinta-feira, 8 de setembro de 2005

DIA DE NEVOEIRO


Às vezes, basta uma pequena palavra para que o dia seja diferente.
Encontrei este pequeno poema da Sophia de Mello Breyner e devo confessar que não o entendi muito bem.
Li, reli, desesperei-me, pensei que não havia salvação possível para mim, que tinha perdido a aptidão para ver além do que está escrito.
E, no entanto é tão simples!
Também eu estive à espera de alguém, que desapareceu da minha vida e nos dias de nevoeiro, penso que esse alguém surgirá, tal como o D Sebastião, por artes mágicas ou por eu o desejar tanto, do nada.
Sophia diz no poema “o agoiro de uma fantástica vinda”; eu não posso, não quero mais do que o imediato.
Tal como a Sophia sugere, eu vou até à praia e ver como nevoeiro começa lentamente a esconder o mar, a espalhar-se pela areia, escondendo as gaivotas e a humidade infiltrar-se no casaco!
Hoje está um dia assim; estou presa no escritório, a obrigações e a deveres, mas a minha cabeça está lá, na praia, a tentar orientar-me pelos gritos estridentes das gaivotas.
Dia que todos nós conhecemos, mas que para alguns, é apenas um dia aborrecido e para outros, é mágico.

P.S.: O poema está no meu outro blog: htpp://www.escrevercomamor.blogspot.com
P.S.: A foto é da Zambujeira do Mar

1 comentário:

Carmem L Vilanova disse...

Mais uma vez concordo com o que escrevestes em teu outro blog, amiga!
Mas vê pelo lado positivo a situaçao... estás presa no escritório, mas a tua cabeça, teu pensamento está lá na praia... esto é liberdade, a verdadeira liberdade que nada, nem ninguém pode roubar de ti, independentemente do lugar onde te encontes! E isso é simplesmente fantástico! :)
Mais beijos para ti!