quarta-feira, 21 de setembro de 2005

ALGO VAI MAL


Algo vai mal no Reino da Dinamarca” (Hamlet)
Algo por aqui também vai mal, pois deixei de te ver e ao dizer isto, sinto que a nossa “wavelength” se quebrou.
Deixamos de estar unidos; está a cavar-se um fosso e quando tento lembrar-me das tuas feições, só encontro sombras, uma silhueta mal desenhada.
Nem me recordo mais da tua voz!
Ou do teu riso!
Só ouço o relógio a bater as horas, na torre da Igreja ou os passos miudinhos de quem vai acender a vela a Santo António.
Creio que te deixei de ouvir quando passei a ser um objecto, uma “coisa” esquecida num banco de jardim e sabes?...nem um livro eu trato como uma “coisa”.
Por isso, como faço sempre que me sinto desorientada, estou aqui a olhar para a estátua da “Menina Nua da Praça”, a tentar decifrar na expressão dela algum sinal, alguma resposta.
Algo vai mal e eu não sei bem o quê…..
Tu assim não me tratavas! O que mudou???
Porque, na tua presença, eu “florescia”, abria as minhas “pétalas” e brilhava ao sol!

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