segunda-feira, 4 de abril de 2005

A TORRE

Quando comecei a escrever este texto, pensei em escrever sobre a Torre dos Clérigos.
Mas compreendi que não conseguia; a única coisa que posso fazer é imaginar histórias de amor trágicas, paixões brutais e escondidas, cuja única testemunha, ideal para guardar segredo, tenha sido a Torre.
Mantive o título, porque acho que muitas pessoas vivem numa torre e não nos deixam aproximar!
E do que quero falar,
é uma coisa tão simples como um beijo na face!
Nunca me tinha apercebido da importância que um beijo assume para determinadas pessoas, que o consideram tão íntimo que o evitam dar - um simples beijo na face!
Aconteceu-me isso e fiquei extremamente chocada, porque para mim, um beijo na face é um sinal de afecto, quer se trate de família ou de amigos.
É perfeitamente natural que eu cumprimente a minha mãe com um beijo. Não lhe vou estender a mão ou dar-lhe uma pancadinha amigável nas costas!
Tão simples como isso e num mundo onde todos precisamos de afecto, carinho e o próprio Papa falava de amor, parece-me excessiva, para não dizer infantil, essa preocupação em atribuir ao beijo um outro significado que não seja o calor humano!
Claro que não posso negar - o beijo tem realmente essa vertente erótica e sensual – mas para quê falarmos sempre disso?
Porque é que não vemos o beijo apenas, e só isso, como uma forma de nos confortar, de nos fazer sentir bem-vindos?
Ou talvez esteja errada e se trate apenas de opções, maneiras de ser e de ver as coisas diferentes!


1 comentário:

Carmem L Vilanova disse...

Marta amiga!
Na minha opiniao, o problema da maioria das pessoas, é que elas constroem ao redor de si muros, em lugar de pontes... Dessa forma, isolam-se e nao se permitem acessar... Fosse mais fácil deixar-se "penetrar", desta forma, toda mágoa poderia ser "extraída" por um abraço, um beijo, uma palavra amiga!
Muitos beijinhos, minha querida!