quarta-feira, 20 de abril de 2005

GOSTOS

Ouço murmúrios e sei que é de mim que falam, mas nada digo.

Apenas aguardo que a onda venha, embata no penhasco e invada imperiosamente a praia, varrendo destroços e deixando apenas espuma.

E que eu possa continuar a escrever, tranquilamente, sem nada que interrompa o esboço que faço para o meu texto.

Meras anotações, que desenvolverei mais tarde e tenho pena de já aqui não estares para as discutir contigo.

Foi uma decisão unilateral e continuo a achar que me devias ter deixado participar, mas, como já afirmei antes, não vou mendigar, não vou pedir-te amor se achas que não mo podes dar da forma como o quero receber.

Contudo, não me podes impedir de escrever, aqui no meu bloco a última coisa que me disseste
:

Que esperavas que eu encontrasse alguém que gostasse de mim e se casasse comigo!

Para quem já tinha sofrido uma desilusão tão grande, como eu, esta frase provou-me que, acima de tudo, pensaste em mim, no meu conforto, na minha realização como pessoa e mulher!

Será sempre um daqueles amigos especiais, sempre presentes mesmo quando ausentes e por quem largamos tudo e lamentamos que os braços sejam pequenos demais para abraçar convenientemente
!

1 comentário:

Dora disse...

Concordo contigo, Marta. Às vezes, a consideração e a amizade são determinantes na "libertação" de uma pessoa que estimamos... E tens razão, quando fica um afecto para a vida inteira é muito,muito bonito! Beijinhos:-)