domingo, 24 de abril de 2005

GERALMENTE

Geralmente, se tenho tempo, visito os blogs das pessoas que deixam um comentário no meu.
Visitei, por isso o da Betty e li com bastante atenção o texto sobre a Susanna Tamaro.
O nome desta autora não me era desconhecido e aquilo que estava a ler não correspondia ao perfil, à imagem que tinha dela.
E lembrei-me que tinha 2 livros dela, dois livros que dei à minha mãe no Dia da Mãe e que esta não quis ler, porque afirmou “para desgraças, já bastam as minhas”.
Os livros ficaram por isso na prateleira da estante, a ganhar pó e eu senti-me rejeitada, rejeitando inconscientemente a leitura de um livro, de que até estou a gostar.
Talvez porque a tal couraça, de que a própria Susanna Tamaro fala, não é realmente à prova de água e sofreu com o impacto fissuras que é preciso reparar cuidadosamente.
Que ainda estão a ser reparadas, que vão continuar a ser reparadas, porque há, haverá sempre alturas em que me sentirei mais vulnerável e deixarei as lágrimas correrem livremente pela cara abaixo.
O que não é vergonha nenhuma ou sinal de fraqueza
!

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