quarta-feira, 27 de abril de 2005

ESTAR SÓ

Tenho que reconhecer que te esforçaste, e muito para me tentares convencer a mostrar-te o meu sorriso!
Fizeste caretas, fingiste que ias cair e agarraste-te ao meu braço, mas eu apenas te olhei com uma indiferença estudada.
Alguma vez tinha que aprender que não posso confiar em ti - em 5 minutos deixo de ser a "tua amiga do peito", como insistem em dizer os outros no gozo, bem sei, para uma grande "incompetente, que só me lixou a vida"!
Como se nunca tivesses cometido um erro!
Como se fosses infalível!
Creio que te apercebeste disso, pois murmuraste, entre dentes, como se de grande pecado se tratasse, para mostrares que consideras a minha vida um grande vazio, "Deves ter passado ontem a tarde na FNAC!"
Não gostaste nada da minha resposta, pois não?
Mas eu vou repetir, as vezes que forem precisas, para que entendas:
"Procuramos os sítios onde nos sentimos bem"
e eu - pouco importa se entro profundamente no enredo do livro e deixo de existir neste mundo por minutos - gosto de estar na FNAC.
Nunca pensaste que até podes ser tu quem está na realidade só, por muito activo que sejas?

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