sexta-feira, 14 de janeiro de 2005

O AMANTE FAVORITO

O vento, gélido, cortante fez-me hesitar, mas não podia voltar atrás.
Um dia normal de trabalho e nem as luvas aqueciam as mãos.
Mal as podia mexer e a dor era intensa!
Oh, sim, desta vez fiquei zangada contigo - tinhas que ser assim tão gelado? E, além disso, agora dás ouvidos a rumores?
Porque são rumores - eu não pertenço ao Jet Set!
Sou uma pessoa normal, com o seu emprego, os seus interesses, os seus amigos e a verdade é esta - preciso mesmo do dinheiro para assegurar o dia a dia e viver honestamente, com liberdade!
Com liberdade, porque, embora me prive dalgumas coisas que não considero essenciais, não peço nada a ninguém!
Posso dizer-te, se estás interessado, que sou filha de alguém, que é uma senhora, no verdadeiro sentido da palavra e que me ensinou a respeitar os outros.
Pena ter-se esquecido de dizer que é também importante haver auto estima, o que me deixou vulnerável e presa fácil a um jogo vil de sedução.
Foi interessante a viagem que fiz, tal como o livro de Júlio Verne, ao centro do meu ser, descobrir coisas que nem sabia que existiam dentro de mim e arrumei vários "esqueletos"!
Tal como a Cecília Meireles diz, o vento, o sol, a lua, o mar são constantes e conhecendo-me tão bem como me conheces, ouves rumores de pessoas que nunca se sentaram à mesa comigo e falam sobre o que não sabem?
Mas tu já, oh vento, pois não és tu o meu amante favorito?

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