segunda-feira, 10 de janeiro de 2005

LIMPAR AS TEIAS DE ARANHA

Domingo - frio, mas com o céu limpo de nuvens!
O dia perfeito para descansar, sentarmo-nos no sofá com uma manta a cobrir os joelhos e abrir o livro, que está no momento final, no momento mais excitante!!!

Tudo preparado para passar uma tarde sem stress, sem preocupações, esquecer que no dia seguinte tudo volta à rotina!
Mas eis que alguém, desesperado, irrompe num choro amargo, sem razão. Porquê?

É alguém que não está a aceitar a velhice, as limitações que começam a aparecer, que acha que tudo acabou e nada mais a prende aqui.
Quis estender-lhe a mão, tentar explicar que não está só, mas mais uma vez, a porta fechou-se!

Senti a raiva tomar conta de mim e saí para o frio daquele dia que eu pensava gozar em sossego, embrenhando-me a fundo na aventura do meu livro.
Quando acalmei, estava no café da FNAC, sentada com um livro de poesia na mão.

Livro esse que não consegui abrir e portanto, limitei-me a ficar ali a olhar as pessoas que folheavam livros, escolhiam CD's, discutiam temas calmamente.
Pessoas que estavam a gozar o seu dia de descanso, sem problemas.

Ou teriam problemas e fizeram o mesmo que eu?
Um passeio para limpar as teias de aranha?

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