sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

DESENHOS NO CHÃO

Ás vezes, as palavras voam...
Não sei para onde,
ou por quanto tempo...

Deixam-me com a boca amarga,
os ombros contraídos e
uma atracção fatal pelos desenhos no chão...

Contudo,
nada tem que ser imperfeito,
só porque as palavras me abandonaram...

Se a vida ainda dorme em mim...
Se a alma a saboreia, livremente....

Não preciso delas.....



Foto de Graça Loureiro, "Feelings in the emptiness" (Olhares)

6 comentários:

R.B.Côvo disse...

Não precisa delas, contudo tão bem as usa. Um abraço.

Daniel Costa disse...

Marta

De facto não haverá imperfeições, apesar de muitas vezes sentimos factos a configurá-las.
Beijos

Sofá Amarelo disse...

As palavras e os desenhos no chão permanecem para além do tempo, voam não se sabe para onde e mesmo que as palavras nos abandonem há sempre a alma que saboreia a Vida e torna as coisas imperfeitas em perfeitas!

alice disse...

a atracção dos desenhos e das formas que a nossa imaginação encontra no chão e nos inúmeros objectos que nos rodeiam. às vezes, até no próprio ar! um beijinho, marta.

Nilson Barcelli disse...

Por vezes, as palavras são inúteis.
Outras vezes, constroem belíssimos poemas. Como este...
Gostei muito das tuas palkavras.
Beijo, querida amiga.

JB disse...

E por vezes os desenhos no chão e na pele são o significado do sentir de palavras que não precisam ser ditas... senti-las é vivê-las...

Beijinho