quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

POR MIM

Ninguém precisa de saber....


Como estou desiludida...
e chorei a noite inteira...

Adormeci, finalmente,
mas agarrada ainda
a memórias saudosistas...

Que memórias?
E porquê saudades?

Não posso....
Não quero
falar dessas memórias...

Gelam-me,
esvaziam-me
de quaisquer sentimentos.

Sinto-me abandonada,
traída....

Não por ti....
Por mim.....


Foto de Graça Loureiro, "Só" (Olhares)

8 comentários:

R.B.Côvo disse...

A memória perturba-nos muitas vezes, muitas mesmo. Pudesse eu livrar-me dela e quão mais feliz eu não seria! Um abraço.

Ulisses José Da Silva disse...

Tudo me fascina teu poema e aqui o escrito acima, Marta voce é D+ ! e sabe!
beijos !

Secreta disse...

Traídas pelos nossos próprios sentires.

Sofá Amarelo disse...

Ninguém precisa de saber o que nos vai na alma mas... às vezes em bom desabafar, nem que seja com as brisas do vento ou com as memórias escondidas!

Mas o melhor mesmo é não precisar de chorar nem esvaziar as memórias de sentimentos e saudades!

AC disse...

Parece-me ver aqui contradições entre razão e coração.
Sempre belo, Marta!

Beijo :)

Daniel Costa disse...

Marta

Um poema de certo modo profundo, aqui és a outra poetisa.
Beijos

Patrícia disse...

A futura revista "Intervenção" é o reflexo do pensamento de seis jovens indignados com o panorama da sociedade.
A revista parte de uma iniciativa que tem por objectivo uma crítica àquilo que vemos mas que nos passa completamente despercebido.
Desta revista surge um blogue "Realidade Paradoxal" : realparadoxal.blogspot.com
Gostaríamos que comentasse o nosso blogue e se acha que o nosso projecto é de facto interessante, que o divulgasse.

Desde já um muito obrigado

Nilson Barcelli disse...

É a pior das traições... a nós próprios...
Mas o poema é excelente. Gostei imenso.
Beijos, querida amiga Marta.