Como estou desiludida...
e chorei a noite inteira...
Adormeci, finalmente,
mas agarrada ainda
a memórias saudosistas...
Que memórias?
E porquê saudades?
Não posso....
Não quero
falar dessas memórias...
Gelam-me,
esvaziam-me
de quaisquer sentimentos.
Sinto-me abandonada,
traída....
Não por ti....
Por mim.....
Foto de Graça Loureiro, "Só" (Olhares)

8 comentários:
A memória perturba-nos muitas vezes, muitas mesmo. Pudesse eu livrar-me dela e quão mais feliz eu não seria! Um abraço.
Tudo me fascina teu poema e aqui o escrito acima, Marta voce é D+ ! e sabe!
beijos !
Traídas pelos nossos próprios sentires.
Ninguém precisa de saber o que nos vai na alma mas... às vezes em bom desabafar, nem que seja com as brisas do vento ou com as memórias escondidas!
Mas o melhor mesmo é não precisar de chorar nem esvaziar as memórias de sentimentos e saudades!
Parece-me ver aqui contradições entre razão e coração.
Sempre belo, Marta!
Beijo :)
Marta
Um poema de certo modo profundo, aqui és a outra poetisa.
Beijos
A futura revista "Intervenção" é o reflexo do pensamento de seis jovens indignados com o panorama da sociedade.
A revista parte de uma iniciativa que tem por objectivo uma crítica àquilo que vemos mas que nos passa completamente despercebido.
Desta revista surge um blogue "Realidade Paradoxal" : realparadoxal.blogspot.com
Gostaríamos que comentasse o nosso blogue e se acha que o nosso projecto é de facto interessante, que o divulgasse.
Desde já um muito obrigado
É a pior das traições... a nós próprios...
Mas o poema é excelente. Gostei imenso.
Beijos, querida amiga Marta.
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