terça-feira, 12 de outubro de 2010

GOSTAR DE AMAR

Ai, amor,
tinha tanto a dizer-te
esta noite.

Mas as palavras libertam-se,
loucas,
em gemidos de prazer.

A voz está rouca.
As mãos ansiosas.

Gosto de te amar, amor.

De te oferecer os meus lábios,
para um beijo,
abrir-te a boca,
para que o tornes
profundo.

Depois,
para quê pensar
no banal "depois"?


Foto de Vanessa Luckie (via João Mateus - Facebook)


7 comentários:

AC disse...

A intensidade do momento, que o alheio "depois" apenas serve para reforçar e preservar...

Beijo :)

alice disse...

compreendo e concordo que há momentos que valem por si, sem que se meçam os respectivos "depois" ;) beijinhos, marta*

Giardia disse...

Palavras... para quê?!!

Sofá Amarelo disse...

Quando se tem prazer na entrega não há nada que limite o desejo e a imaginação... e para quê limitar aquilo que nos dá prazer? Não pode haver limitações sociais ou psicológicas que impeçam os beijos profundos...

Secreta disse...

É tão bom amar! E o depois, bem, fica para depois!
:)

JPD disse...

Se houver disponibilidade para isso, não vejo algum mal.
Mas amar assim, tão intensamente, exigirá repouso e amenidades, claro.
Muito bem escrito este poema, Marta
Bjs

avlisjota disse...

Olá Marta

Lindo poema!

"Para quê pensar no banal"

bjs

José