tinha tanto a dizer-te
esta noite.
Mas as palavras libertam-se,
loucas,
em gemidos de prazer.A voz está rouca.
As mãos ansiosas.
Gosto de te amar, amor.
De te oferecer os meus lábios,
para um beijo,
abrir-te a boca,
para que o tornes
profundo.
Depois,
para quê pensar
no banal "depois"?
Foto de Vanessa Luckie (via João Mateus - Facebook)

7 comentários:
A intensidade do momento, que o alheio "depois" apenas serve para reforçar e preservar...
Beijo :)
compreendo e concordo que há momentos que valem por si, sem que se meçam os respectivos "depois" ;) beijinhos, marta*
Palavras... para quê?!!
Quando se tem prazer na entrega não há nada que limite o desejo e a imaginação... e para quê limitar aquilo que nos dá prazer? Não pode haver limitações sociais ou psicológicas que impeçam os beijos profundos...
É tão bom amar! E o depois, bem, fica para depois!
:)
Se houver disponibilidade para isso, não vejo algum mal.
Mas amar assim, tão intensamente, exigirá repouso e amenidades, claro.
Muito bem escrito este poema, Marta
Bjs
Olá Marta
Lindo poema!
"Para quê pensar no banal"
bjs
José
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