Falemos de tudo e de nada.
Rir, gritar alto, porque não?
Para quê ser discreto se puder
gritar com o Vento?
Apagar a troça da tua voz?
Surpreender a incredulidade no teu olhar?
Dia II
Sei que, às vezes,
te escrevo como se escrevesse num diário.
Planos, memórias, pensamentos.
Um dia completo da minha vida,
em que posso olhar o céu e encontrar
o contorno do teu corpo numa nuvem.
Depois, esta esfiapa-se,
dissolve-se,
e eu recorto-te na imagem perfeita
que fundeou na minha mente
Foto de Graça Loureiro "HuMa(N)aTuRe" (olhares)
aTuRe+Graca+Loureiro.jpg)
5 comentários:
Imagem fundeada na mente.
Excelente imagem, querida amiga.
Gostei dos dois poemas do teu diário. Muito bem.
Beijos.
Errarei se disser que esta edição tratou de
O desejo;
O ensejo;
A memória?
Boa noite, Marta
Quando as imagens se fundeiam na mente é porque os contornos das nuvens embaladas no vento ganham formas de memórias e pensamentos... e é aí que apetece gritar, soltar os risos e navegar no vento...
o teu diário eu li
com a atenção que merece
e o que escreves aqui
julgo ser o que parece.
julgo ser o que parece
vida que é realmente
quem a vive não esquece
e a tua mente não mente.
beijos, abraços e sorrisos.
este conjunto está muito bem conseguido, marta. já tinha lido, mas só hoje me foi oportuno deixar-te um bem haja por este momento. beijinho.
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