sábado, 2 de outubro de 2010

PORQUÊ

Se eu deixar de escrever sobre o Vento,
não enaltecer as suas virtudes e os seus defeitos,
não lhe chamar o meu amante favorito,
não me perguntes porquê.
É como o beijo.
O beijo não tem "porquês".


Foto de Johnny "O Som das Brumas" (Olhares)

Falar do Vento é falar do meu companheiro
de sempre.
Dos meus humores, dos meus medos.
Nunca lhe contei, porém,
como as minhas cores deixaram de
ser discretas.



Foto de Paulo Jorge Conceição Teixeira "As cores da manhã" (Olhares)

5 comentários:

alice disse...

também sinto o vento como uma espécie de segunda sombra :) beijinho, marta*

uminuto disse...

como o beijo...um vendaval de emoções nestas palavras que o "vento" me trouxe.
um beijo

JPD disse...

Não falaste de brisas ou calmias e também omitiste ciclones e tufões.

Afinal de contas, trataste de situações de um relacionamento que pertencem ao quotidiano dos mortais.

Pareceu-me bem tratado.

Bjs, Marta

ΛмeвΛ disse...

E não há mesmo explicação!

Boa semana,
ΛмeвΛ

Sofá Amarelo disse...

Vento e poesia andam de mãos dadas! Vento e sedução andam de mãos dadas! O vento transporta os pedacinhos de cores que enaltecem a nossa vida e que deixam de ser discretas....