quarta-feira, 26 de outubro de 2005

ESTAR PERDIDA


Entre perfumes, sorrisos e amor, pensei que estava perdida.
Mas, como é que podemos estar perdidos no meio de coisas tão lindas e cheirosas como um perfume, um sorriso generoso e um amor genuíno?
Como é que não podemos relaxar, ao pensar em coisas doces como um bombom ou o cheiro forte do café?
Como é que podemos pensar que o amor é, tal como Eugénio de Andrade diz, no seu poema, que, por coincidência se chama “O Amor”:

“Assim é o amor: mortal e navegável”

Fiquei espantada quando o li a primeira vez, mas quando o reli, compreendi!
Sei bem do que fala o poema; já senti a fragilidade do meu ser, senti que podia navegar para outro mundo que não este, sem saber bem porquê.
Há sempre uma pergunta; há sempre uma resposta incompleta; há sempre ditos que se negam e eu????
Vou continuar à procura dos perfumes, dos sorrisos e do amor, não para me esconder, mas para marcar a minha presença, mesmo no seio daqueles que me ignoram
!

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