terça-feira, 18 de outubro de 2005

POEMAS

A minha relação com a poesia nem sequer foi fácil!
Para mim, a poesia era uma selva, um pântano que me recusava a desbravar e a atravessar!
Porquê?
A prosa facilitava a compreensão e eu achava que a minha vida já era complicada!
Tudo mudou no dia em que me sentei a chorar amargamente
e tive realmente que desbravar e atravessar a tal selva que tanto me assustava!
Talvez porque tive que enfrentar o medo que tinha dos outros e do mundo;
talvez porque descobri que a prosa não me oferecia a tal protecção que eu insistia que tinha!
Talvez porque ao ler a poesia, compreendi que o céu pode ter as
cores do arco-íris ou a que eu lhe quiser dar;
que posso pintar quadros com as nuvens e arrancar um sorriso ao sol ou posso simplesmente sentar-me e reflectir com a lua.
Talvez porque encontrei na poesia uma nova forma de comunicar com os outros; um outro confidente, um outro amigo!
O primeiro poema que li foi “A Hora da Partida” da Sophia de Mello Breyner; o que estou a ler é de Eugénio de Andrade, “Post Scriptum”.

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