quarta-feira, 2 de março de 2005

ROSINHAS DE STA TERESA

Há livros curiosos!
Não é o primeiro livro de fotografias que vejo nem me surpreende o facto de serem fotografias de flores.
Bem enquadradas; a luz bem cuidada e temos mesmo a impressão de que podemos tocar as pétalas da flor.
Até aqui, não há nada de novo – mas o facto de terem convidado vários autores, como Jacinto Lucas Pires ou Rui Zink para escreverem textos alusivos a cada uma das fotografias, foi, na verdade, uma surpresa.

Não se limitaram a escrever uma simples frase; o Jacinto Lucas Pires concebeu uma pequena história e o Rui Zink uns versos, onde fala sobre a beleza da cor verde.
Não é aproveitar-me da ideia dos outros, mas acho que posso falar sobre a flor da minha eleição!
Rosinhas de Sta Teresa – são mesmo rosinhas, pequeninas, delicadas, quase transparentes, mas com um aroma forte.
Como têm um nome de Santa, associo-as à paz dum jardim num convento.
A crescerem no meio de plantas aromáticas, pelas mãos cuidadosas, pacientes e carinhosas de uma freira!
A envolverem um jardim com um cheiro muito próprio, muito simples!
Um tributo a Deus e à paz!
Há muito tempo que não as vejo – procura-se agora flores mais exóticas, mais atrevidas, às vezes sem qualquer significado!
Vou vaguear pela cidade, à procura das minhas rosinhas de Sta Teresa para, como se diz vulgarmente, “lavar as vistas”!

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